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A ARTE RENOVA O OLHAR!
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sábado, 31 de dezembro de 2016

Ao maior artista de todos os tempos,minha eterna gratidão!

Já conseguiu fazer pitangas coloridas e enriquecidas de vitaminas?

Como é possível tantos frutos em uma árvore tão pequena?

Além de sabor, este artista consegue proteger sua obra de inúmeros agressores.

Diversifica com cachos, e ainda consegue degradê através do roxo.

Coloca várias unidades em um só galho,
e não esquece de desenhar a beleza da maçã.

Parece-me que irá despencar,
mas tudo está no controle de suas mãos.

São muitas dúzias,
mas somente em uma estação do ano.

Água na boca só de pensar no sabor desta fruta,
que também alimenta os pássaros,
e nos traz cor.


Veja o brilho,
e Ele nem usa verniz.

Parreiras de uvas verdes,
todas a contemplar o seu fulgor.

Têm espinhos, mas por dentro refresca qualquer que coma do seu fruto.

Como nosso artista não permite que caia essa árvore com tantas jacas?

Melancias, rasteiras e doces como o mel.

Veja a harmonia do homem com o artista 
de todos os tempos!

Já sabe pelos gomos, quem Ele é?

Ou então pelas pencas de bananas?

Consegue descobrir pelo vermelho dos morangos?

E a simetria das carambolas, quem fez?

Ao nosso artista maior, universal, onisciente, onipotente, onipresente, Deus.
Toda a minha gratidão 
e eterna admiração por sua arte,
que além de bela nos alimenta.

Nunca falte em nossas vidas agradecimentos,
pois por Ele,
 e para Ele,
são todas as coisas!

Muito obrigada Senhor Deus 
por toda a sua criação!

sábado, 17 de outubro de 2015

RUPTURAS POR ALINE CARLA RODRIGUES


RUPTURAS

Rasgo-me ao ver as filas humanas que norteiam meu ser. 
Recuso-me ao ser mais uma, nesta insanidade;
no entanto sou registrada com uma grande probabilidade de estar
sempre nelas.
Saindo das filas passo a rodopiar o universo de "loucos",
através do submundo dos "tolos",
estes que preferiram a loucura como companhia
e descartaram a miséria como ironia!

Vivo e insisto em ser eu mesma,
mas o poder tirano persiste para que seja reflexo do outro,
 sempre.
Esse outro que só quer para si,
que não diz de ti,
porque só explana sobre os títulos que possui,
e o lugar que conseguiu galgar na fila da 
carnificina humana.
Lúgubre sem espaço para emoção, e o pulsar do coração.
Lugar de "produção".
Não serei  jamais, apenas, uma máquina produtiva,
eu sou o somatório de minhas rupturas
bem analisadas e vividas.


Aline Carla de Oliveira Rodrigues.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Para quem vive nas galáxias




Talvez não haja espaço mais íntimo em uma casa do que o quarto. É nele que repomos as energias para enfrentar o cotidiano, cada vez mais agitado. E quando o tema é decoração, não é fácil fugir da mesmice. No quarto, onde o conforto dita as regras do décor, a tarefa pode ficar ainda mais complexa. Sendo assim, que tal utilizar o sistema solar como fonte de inspiração? Planetas, nuvens e estrelas, desta e de outras galáxias, ajudam a compor um visual moderno e descolado que tem tudo a ver com repouso e contemplação. Para ajudar na empreitada, selecionamos inspirações, objetos e ideias que podem trazer o universo para mais perto - de forma literal ou mais sutil. Confira abaixo a seleção de Casa Vogue!

Luzes Crystal, de LED e plástico, 38 cm., na Urban Outfitters
Luzes de Natal


Reaproveitar objetos e acessórios além de sua função inicial é uma tendência cada vez mais forte na decoração. As luzes utilizadas para enfeitar as árvores em datas comemorativas - amarelas ou até mesmo coloridas - podem criar uma atmosferacool no espaço.



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Tecido Cosmos, de algodão, 1,50 x 2,30 m., design Magical Thinking na The Store
Tecidos estampados


Inspirados nas tradicionais tapeçarias feitas à mão, os tecidos estampados são versões modernas e mais básicas utilizadas para dar charme ao décor. As imagens de galáxias e nuvens combinam bem com a decoração rústica e com as texturas naturais, criando uma composição equilibrada no ambiente.



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domingo, 9 de março de 2014

De carona com o meu olhar, amores eternos!



 Gosto de sair estrada à fora e curtir um dia atípico, sempre que posso assim faço.
Preciso ter uma nova visão de meu amor, todos os dias, pois viver é um milagre!

Diante da imensidão sinto o quanto sou pequena, mas também percebo o amor incondicional que Deus tem por nós.

Tenho um coração que bate fora do meu peito, dentro dessas pessoas que me dão vida!

Agradeço cada oportunidade de presenciar a obra do Criador, artista maior do Universo.


 E beijo...
Beijo sem cessar àqueles que são a razão do meu viver.
Aline Carla Rodrigues.

Obs.: Fotos de Aroldo Vieira de Souza.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Se lagarta vira borboleta imagina você que é obra do maior artista do Universo


Está difícil suportar as diversidades do caminho?
Imagino...
Mas o casulo foi feito para aprendermos alçar voos sozinhos,
por isso creia em seus sonhos e não desista porque ainda não vislumbra suas realizações.



Sua vitória está mais próxima agora!
Tenha força, fé coragem e um excelente dia!
Beijos, Aline Carla Rodrigues.

sábado, 24 de agosto de 2013

O UNIVERSO INFANTIL EM ADRIANA CALCANHOTTO


Expressando toda a gentileza artística para cultivar a arte nas crianças sem idade; subvertendo a concepção da subestimação infantil.



Tendo o esboço do viés infantil quando, para homenagear os 90 anos de Vinicius de Moraes, planeja dedicar uma biografia do 'poetinha' para as crianças, mas vislumbra no poema O Poeta Aprendiz (concebido em 1958, por Vinicius) a força necessária para evocá-lo. O brotar do livro homônimo vem em 2003 e apresenta Calcanhotto em uma linguagem pouco conhecida do público; a de desenhista, ilustradora. Nesse livro-disco, Adriana ilustra e canta a poesia musicada por Toquinho.

Com o heterônimo Partimpim, Adriana oferece amplidão para o seu desassossego inventivo. Passa-se 10 anos entre a ideia e a concretização do desejo de fazer um álbum para crianças, quer dizer, também para crianças, pois ‘’fazer um álbum para um público determinado, delimitado, pré-estabelecido carece a arte’’, como enfatiza Adriana. Seu alter ego infantil nasce em 2004.

As diferenças basilares entre Calcanhotto e Partimpim são: o ato da composição e o modo de se manifestar, já que a expansiva Partimpim se realiza substancialmente como intérprete, sem os sofrimentos, tormentos emergidos das composições da minimalista e intimista Calcanhotto. Partimpim (nome inventado por Adriana na infância para mostrar sua individualização perante os Calcanhottos) representa o lúdico e o deslumbramento diante das insignificâncias mais ínfimas rotuladas pelos olhares corrompidos dos ‘’adultos’’.

Sendo por meio da música seu primeiro contato com a poesia, Adriana faz de Partimpim uma vereda para o conhecimento da poesia (no sentido mais amplo) de vários artistas, sem subestimar as crianças; fazendo a arte transversal. A leveza evidenciada no experimentalismo dos arranjos mostra a pesquisa de Adriana para gerar atmosferas que vão da diversão ao acalento; descontextualizando as músicas.

Com composições de Chico Buarque, Arnaldo Antunes, Paula Toller, entre outros, constrói o primeiro álbum de Partimpim, chamado de ‘’Adriana Partimpim’’. Ainda contando com a poesia, na faixa “Canção da Falsa Tartaruga”, de Lewis Carroll, traduzida por Augusto de Campos e musicada por Cid Campos. O álbum que culmina no DVD ‘’Adriana Partimpim – O Show’’ revela a verdadeira dimensão de Partimpim: no palco.
No hiato de 5 anos para a criação do segundo álbum, Partimpim amadurece artisticamente; almejando independência entre os álbuns. O ‘’Partimpim 2’’ adentra num espectro mais amplo, mais variado que no primeiro e com 3 músicas de autoria de Adriana. Perpassando por Bob Dylan (na música ’’O Homem deu Nome a Todos os Animais’’, na versão de Zé Ramalho), Villa-Lobos (na música ‘’Trenzinho Caipira’’, com poema de Ferreira Gullar), Vinícius de Moraes, Arnaldo Antunes, Caetano Veloso, Roberto Carlos/Erasmo Carlos... O DVD ‘’Dois é Show’’ é mais libertário, mais ousado, e mescla, nessa festividade, as músicas do álbum anterior; rearranjadas, com auxílio dos músicos Davi Moraes, Domenico Lancelotti, Moreno Veloso (músicos que sempre adentram no mundo adrianesco). Pode-se dizer que se apresenta uma Partimpim mais despudorada.

Empolgante versão da música de Caetano Veloso
Adentrando em um espaço mais tranquilo, ‘’Tlês’’, o terceiro álbum da vertente Partimpim (lançado em 2012), vem desfocado da festividade e euforia dos anteriores. Com provocações sutis, a proposta agora é o aconchego despretensioso, mas que exala, por suas fábulas de ninar, contextos filosóficos. Mais denso e mais sofisticado, Adriana engendra versões primorosas para músicas tão conhecidas, como ‘’Taj Mahal’’ (Jorge Ben Jor) ‘’O Pato’’ (Jayme Silva/Neusa Teixeira, mas conhecida na voz de João Gilberto), ‘’Passaredo’’ (Chico Buarque e Francis Hime), ‘’De Onde Vem o Baião’’ (Gilberto Gil), ‘’Tia Nastácia’’ (Dorival Caymmi), ‘’Lindo Lago do Amor’’ (Gonzaquinha)... E parcerias com Paula Toller (na música ‘’Salada Russa’’), com João Callado (na música ‘’Também Vocês’’) e com Domenico Lancelotti (na música ‘’Por Que os Peixes Falam Francês?’’).


Como diz o poeta Manoel de Barros:
‘’O olho vê, a lembrança revê, e a imaginação transvê
É preciso transver o mundo’’

Esses versos expressam de forma definitiva a arte de Adriana Partimpim e seu eco.

Sem o heterônimo Partimpim, Adriana lança o livro ‘’Antologia Ilustrada da Poesia Brasileira: Para Crianças de Qualquer Idade’’, em 2013. Ilustrado e organizado por Calcanhotto, o livro reúne, comungando com a cronologia da literatura brasileira, poemas de delicadeza infantil, mas que dialogam com leitores de qualquer idade, como o subtítulo explicita. Lançando-se na poética de Carlos Drummond de Andrade, Mário Quintana, Adélia Prado, Gregório Duvivier... Enfim, o livro é ‘’para aqueles que estão descobrindo as primeiras palavras ou os que estão sempre (re)descobrindo o sabor da poesia’’.

‘’Biografia

Entre o olhar suspeito da tia
E o olhar confiante do cão
O menino inventava a poesia’’

QUINTANA, Mário. In: ‘’Biografia’’, Antologia Ilustrada da Poesia Brasileira: Para Crianças de Qualquer Idade.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Arte para meu refúgio.

Dobre (1913)

Peguei no meu coração
E pu-lo na minha mão

Olhei-o como quem olha

Grãos de areia ou uma folha.



Olhei-o pávido e absorto
Como quem sabe estar morto;

Com a alma só comovida
Do sonho e pouco da vida.
(Fernando Pessoa)





"O meu lado poético é infinito, 
cabe na palma da minha mão, 
mas não cabe no universo, 
cabe dentro do meu coração
 e é maior do que o sol.
Fica!Diz assim o meu lado mortal, 

a minha parte normal, que sente medo, 
que sofre e que sente prazer com a carne.
Nesse mundo real eu me sinto como uma amora
que nasceu num pé de pitanga, 

mas de uma forma ou de outra eu teria a arte
 como o meu refúgio, 
como o meu brilho além do meu corpo.
Tudo que escrevo tenho a impressão que vem sendo
 escrito por mim há muitos anos,
 para chegar até aqui eu caminhei muito
 e lhe digo que valeu a pena cada passo."





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