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sexta-feira, 6 de novembro de 2015
quinta-feira, 6 de agosto de 2015
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Samba brilha em Boston
Há muito a arte contemporânea brasileira entrou na moda no circuito internacional e o Brasil passou a figurar entre os países que possui muitos talentos. Nomes como Ernesto Neto, Vik Muniz e Cildo Meirelles, por exemplo, têm facilmente suas obras expostas em vários museus mundo afora. Porém, a mostra “Samba Spirit - Modern Afro Brazilian Art”, no Museum of Fine Arts, em Boston, Estados Unidos, está chamando a atenção por apresentar ao público trabalhos de vários artistas brasileiros que normalmente não recebem tanta atenção na esfera internacional.
Embora seja uma mostra pequena, ocupando uma das galerias mais íntimas do gigantesco museu com apenas 15 quadros, uma gravura e duas esculturas, ela traz um interessante e importante lado da cultura brasileira que merece projeção. Entre os artistas, estão Heitor dos Prazeres, Maria Auxiliadora da Silva, Waldomiro de Deus e Agnaldo Manoel dos Santos. Com seus estilos próprios e cheios de simbolismos, eles têm em comum a inspiração em tradições populares, seja de origem religiosa, musical ou da vida urbana.
O acervo reunido na exposição tenta exibir a inegável influência do histórico escravista na cultura brasileira. Das associações musicais poéticas do samba ao frevo, normalmente associadas à cultura afro-brasileira, as obras refletem a expressão visual dessa herança, o que resultou em trabalhos de grande ritmo de cores, linhas, e com um espírito singular. "Muitos aspectos da cultura afro-brasileira são vividamente traduzidos por esses artistas na sua escolha de tema e de estilo” diz Karen Quinn, curadora da mostra e responsável pela área de pinturas no Departamento de Arte nas Américas do museu."Pode-se ver tanto o lado da celebração, como também o lado sombrio, e até mesmo imagens que permanecem envoltas em cunho enigmático", completa.
Heitor dos Prazeres sintetiza bem essa ideia: ao mesmo tempo em que se dedicava a compor sambas, na década de 1930, investia na pintura. Seus quadros são simples, com figuras desenhadas de forma bastante básica, mas, ainda assim, é clara a malemolência e a informalidade que o pintor e poeta queria expressar. Na exposição, dois de seus quadros representam essa conexão músico/pictórico: “Roda de Samba” (1957) e “Frevo da Casa Verde”(1958).
Outro destaque é Maria Auxiliadora da Silva, uma bordadeira que se tornou uma artista autodidata. Em quadros como “Plantação” (1971), a mineira aplica pigmentos de cor numa elaborada composição, rica em texturas e tons que remetem à técnica de bordados. Em “Chuva sobre São Paulo”(1971), a pintora expressa de forma inequívoca o contraste da grande metrópole com suas variadas escalas urbanas: uma cena provinciana de uma praça, que remete a uma cidade de interior, com o skyline do grande centro urbano como pano de fundo, banhados pela famosa garoa paulistana. Maria Auxiliadora, que faleceu em 1974, depois de uma vida com problemas de saúde, trabalhando em empregos humildes e sem muito sucesso artístico, teve postumamente suas obras reconhecidas e expostas em várias galerias da Europa, onde, talvez, o caráter exótico de suas criações tenha sido o fator que a conectou com um público maior.
Apresentações como esta do Museum of Fine Arts, nas quais se destaca o trabalho de artistas pioneiros que trilharam os próprios caminhos em ambientes nem sempre favoráveis, demonstram outro lado do acervo cultural brasileiro, e abrem possibilidades para artistas contemporâneos que trabalham às margens dos modismos culturais e fora do circuito estabelecido das artes plásticas.
A exposição, que fica aberta até o dia 18 de outubro de 2014, reúne trabalhos doados para o museu pelo colecionador John Axelrod, um dos principais apoiadores do espaço – em 2011, por exemplo, ele cedeu 67 obras de artistas de descendência africana, tanto do Brasil como da América do Norte.
Samba Spirit - Modern Afro Brazilian Art
Data: até 19 de outubro
Local: Galeria Bernard e Barbara Stern Shapiro, no Museum of Fine Arts
Endereço: Av. das Artes, 465, Boston, Massachusetts
Horário: de segunda e terça, das 10h às 16h45; quarta, quinta e sexta, das 10h às 21h45; sábados e domingos, das 10h às 16h45
Fonte: Casa Vogue
segunda-feira, 17 de março de 2014
Para a Holanda com amor por Casa Vogue
São cerca de 100 mil flores. 70 mil visitantes. 800 jornalistas. 200 vôos em jatos particulares. 260 galerias de arte e design que garimpam obras datadas desde cerca de 4 mil anos a.C. até peças de 2013. A Tefaf (The European Fine Art Fair) abre para o grande público e movimenta a pequena Maastricht, na Holanda, até o dia 23 de março.
“Participo de muitas feiras pelo mundo [Basel, Frieze e Bienal de Antiquidades] e posso te dizer que a Tefaf é a mais bonita e importante de todas”, explica Robert Landau, que venderá algumas das mais caras obras da feira. Entre elas, está Bride and Groom de Amedeo Modigliani, que ele comprou no MoMA 12 anos atrás. Silke Thomas, da Galerie Thomas, parece concordar. “Também participamos da Basel, na Suíça, e é bastante diferente. Os colecionadores que freqüentam a Tefaf são mais sofisticados e cultos. Por isso, fica mais fácil dialogar e trocar informações”, explica, depois de mostrar obras de seus queridos Edvard Munch e Franz Marc que valem 2,5 e 9 milhões de euros, respectivamente.
A palavra de ordem é excelência (não à toa, experts de museus de todo o mundo recorrem à feira dois dias antes para conferir a autenticidade e classificação das obras), mas o estilo... tem para todos. Sendo assim, apesar de ser conhecida pelas antiguidades e obras de grandes mestres, a feira cede espaço também para galerias dedicadas ao design, arte moderna e contemporânea. Por isso, não se espante ao esbarrar em Van Goghs, Picassos, Renoirs e Rodins, entre outros, segundos depois de avistar poltronas e luminárias de Poul Henningsen, Poul Kjaerholm e Finn Juhl. Atenção: no corredor seguinte é possível comprar uma peça inédita de Damien Hirst, uma série de desenhos recém descobertos de Andy Warhol ou uma escultura de um artista nigeriano que despontou na última Bienal de Veneza. “Muitos colecionadores de old masters estão começando a se interessar por arte contemporânea, mas ainda compram os mais conhecidos como Damien Hirst e Jeff Koons”, explica Raffaello Tomasso, que é amigo de infância de Hirst e trouxe três obras do artista para seu estande.
Confira, abaixo, algumas das obras que deixarão compradores loucos nos próximos dias!
Le Champs Élysées , de Jean-François Raffaëlli
Lucretia, de Lucas Cranach the Younger
Masquerade Nurse, de Richard Prince

Pa & Ma, do coreano Yi Hwan-Kwon
Femme dans un fauteuil, de Pablo Picasso
African Queen, de Nam June Paik
Fotografia de Alvin Langdon Coburn
Femme couchée, de Fernand Léger

Two reclining woman, de Edvard Munch
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sábado, 9 de novembro de 2013
Vivemos muito melhor com Arte! Pois com a obra artística se faz melhor o coração!
Vinícius de Moraes
"A vida só se dá para quem se deu."
Kathleen Norris
"A vida é mais simples do que a gente pensa; basta aceitar o impossível, dispensar o indispensável e suportar o intolerável."
Cora Coralina
"Todos estamos matriculados na escola da vida,
onde o mestre é o tempo."
Machado de Assis
"A vida sem luta é um mar morto no centro do organismo universal."
Alexander Lowen
"Estar cheio de vida é respirar profundamente, mover-se livremente e sentir com intensidade."
Oscar Niemeyer
"Quando faço palestras para estudantes, digo que a arquitetura não é importante, o importante é a vida."
Mário Bonatti
"A vida tem a cor que você pinta."
Rudolf Dreikurs
"É possível mudar nossas vidas e a atitude daqueles que nos cercam simplesmente mudando a nós mesmos."
"Para fazer uma obra de arte não basta ter talento, não basta ter força, é preciso também viver um grande amor."
Wolfgang Amadeus Mozart
"A arte de viver consiste em tirar o maior bem do maior mal."
Machado de Assis
"A arte diz o indizível; exprime o inexprimível,
traduz o intraduzível."
Leonardo da Vinci
"Os espelhos são usados para ver o rosto; a arte para ver a alma."
George Bernard Shaw
"Cada um de nós para o tempo em busca do segredo da vida.
O segredo da vida está na arte."
Oscar Wilde
Obs.: Todas as fotos pertencem ao trabalho fotográfico de
Aroldo Vieira de Souza.
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