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segunda-feira, 3 de abril de 2017

Oswald de Andrade




Oswald de Andrade


Senhor
Que eu não fique nunca
Como esse velho inglês
Aí do lado
Que dorme numa cadeira
À espera de visitas que não vêm

(Primeiro caderno do aluno de poesia)



Em 11 de janeiro de 1890 nasce em São Paulo José Oswald de Sousa Andrade, filho único de José Oswald Nogueira de Andrade e Inês Henriqueta Inglês de Sousa Andrade.

Inicia seus estudos, em 1900, na Escola Modelo Caetano de Campos, ainda marcado pelo fato de haver presenciado a mudança do século.

Em 1901, vai para o Ginásio Nossa Senhora do Carmo. Tem como colega Pedro Rodrigues de Almeida, o “João de Barros” do”Perfeito Cozinheiro das Almas desse mundo...”.

Em 1903, transfere-se para o Colégio São Bento. Lá tem como colega o futuro poeta modernista Guilherme de Almeida.

Em 1905, com o São Paulo em ebulição — surge o bonde elétrico, o rádio, a propaganda, o cinema — participa da roda literária de Indalécio Aguiar da qual faz parte o poeta Ricardo Gonçalves.

Em 1908, conclui os estudos no Colégio São Bento com o diploma de Bacharel em Humanidades.

De família abastada, Oswald, em 1909 inicia sua vida no jornalismo como redator e crítico teatral do “Diário Popular”, assinando a coluna "Teatro e Salões". Ingressa na Faculdade de Direito.

Em 1910, monta um atelier com o pintor Oswaldo Pinheiro, no Vale do Anhangabaú. Conhece o Rio de Janeiro, e fica hospedado na residência de seu tio, o escritor Inglês de Souza. Passa o primeiro Natal longe da família em Santos, numa hospedaria de carroceiros das docas.

No ano seguinte, com a ajuda financeira de sua mãe, funda “O Pirralho”, cujo primeiro número é lançado em 12 de agosto, tendo como colaboradores Amadeu Amaral, Voltolino, Alexandre Marcondes, Cornélio Pires e outros. Conhece o poeta Emílio de Meneses, de quem se torna amigo. Lança a campanha civilista em torno de Ruy Barbosa. Passa uma temporada em Baependi, Minas, nas terras da família de seu avô.

Em 1912, viaja à Europa. Visita vários países: Itália, Alemanha, Bélgica, Inglaterra, França, Espanha. Conhece durante a viagem a jovem dançarina Carmen Lydia, (Helena Carmen Hosbale) que Oswald batiza em Milão. Morre em São Paulo sua mãe, no dia 6 de setembro. Retorna ao Brasil, trazendo a estudante francesa Kamiá (Henriette Denise Boufflers). Reassume sua atividade de redator de “O Pirralho”, onde publica crônicas em português macarrônico com o pseudônimo de Annibale Scipione.

No ano seguinte, participa das reuniões da Vila Kirial e conhece o artista plástico Lasar Segall. Escreve “A recusa”, drama em três atos.

Nasce o seu filho, José Oswald Antônio de Andrade (Nonê), com Kamiá, em 1914. Torna-se Bacharel em Ciências e Letras pelo Colégio São. Bento, onde foi aluno do abade Sentroul. Cursa Filosofia no Mosteiro de São Bento.

Em 1915, participa do almoço em homenagem a Olavo Bilac, promovido pelos estudantes da Faculdade de Direito. Torna-se membro da Sociedade Brasileira dos Homens de Letras, fundada em São Paulo por Bilac. Chega ao Brasil a dançarina Carmen Lydia, com quem mantém um barulhento namoro. Faz viagens constantes de trem ao Rio a negócio ou para acompanhar Carmen Lydia.

No ano seguinte, publica em “A Cigarra” o primeiro capítulo — e, depois, lança, com Guilherme de Almeida, as peças teatrais “Theatre Brésilien — Mon Coeur Balance” e “Leur Âme”, pela Typographie Asbahr. Faz a leitura das peças em vários salões literários de São Paulo, na Sociedade Brasileira de Homens de Letras, no Rio de Janeiro e na redação “A Cigarra”. Publica trechos de “Memórias Sentimentais de João Miramar” na “A Cigarra” e na “A Vida Moderna”. Sofre de artritismo. A atriz Suzanne Després recita no Municipal trechos de “Leur Âme”. Passa a colaborar regularmente em “A Vida Moderna”, que publica em 24 de maio, cenas de “Leur Âme”. Volta a estudar Direito, cujo curso havia interrompido em 1912. Recebe o convite de Valente de Andrade para fazer parte do “Jornal do Comércio”, edição de São Paulo e em 1º de novembro começa seu trabalho como redator. Redator social de “O Jornal”. Passa temporada com a família em Lambari (MG). Veraneia em São Vicente (SP). Vai regularmente a Santos, em companhia de Carmen Lydia. Continua a viajar intermitentemente ao Rio. Naquela cidade freqüenta a roda literária de Emílio de Meneses, João do Rio, Alberto de Oliveira, Eloi Pontes, Olegário Mariano, Luis Edmundo, Olavo Bilac, Oscar Lopes e outros. Passa temporada em Aparecida do Norte. Está escrevendo o drama “O Filho do Sonho”.

Em 1917, conhece Mário de Andrade. Defende a pintora Anita Malfatti das críticas violentas feitas por Monteiro Lobato ("A exposição de Anita Malfatti", no “Jornal do Comércio”, São Paulo, 11/01/1918). Participa do primeiro grupo modernista com Mário de Andrade, Guilherme de Almeida, Ribeiro Couto e Di Cavalcanti. De 1917 a 1922 escreve regularmente no “Jornal do Comércio”.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Obras, Di Cavalcanti, o brasileiro!



Cais, Di Cavalcanti, 1952-1954. [Coleção Particular].


Nascimento de Vênus, Di Cavalcanti, 1940. [Coleção Particular]


Mulheres com Frutas, Di Cavalcanti, 1932. 
[Coleção Particular].


Mulher com Gato, Di Cavalcanti, 1966. [Coleção Particular] 


As Bodas do Poeta, Di Cavalcanti, 1941.
[Acervo MASP, São Paulo]


Samba, Di Cavalcanti, 1928.


Favela, Di Cavalcanti, 1958.


Maternidade, Di Cavalcanti, 1949.


O Beijo, Di Cavalcanti, ca. 1923. 
[Coleção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo]



Figura, Di Cavalcanti, déc. 60 [Coleção João Condé]


Vaso de Flores, Di Cavalcanti, 1929. 
[Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo]


Mesa de Bar, Di Cavalcanti, 1929. 
[Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM RJ]


Mulher de Chapéu, Di Cavalcanti, 1952.


Paisagem de Subúrbio, Di Cavalcanti, 1930. 
[Coleção Maria do Carmo Carvalho]


Poeta com flor, desenho de Di Cavalcanti 
publicado na revista ‘Para Todos’, 
ilustrando poema de Oswald de Andrade


Garota de Ipanema, Di Cavalcanti, 1970.


Retrato de Maria, Di Cavalcanti, 1927. 
[Coleção Particular]


Mulher e Gatos, Di Cavalcanti, 1959.


Mulher na Varanda, Di Cavalcanti, 1955.


Pierrete, Di Cavalcanti, 1922.



Modelo no Atelier, Di Cavalcanti, 1925.


Paquetá, Di Cavalcanti, 1928.
 [Coleção Domingos Giobbi, São Paulo]


Natureza-Morta, Di Cavalcanti, 1971. [Coleção Particular] 


segunda-feira, 17 de março de 2014

Para a Holanda com amor por Casa Vogue



São cerca de 100 mil flores. 70 mil visitantes. 800 jornalistas. 200 vôos em jatos particulares. 260 galerias de arte e design que garimpam obras datadas desde cerca de 4 mil anos a.C. até peças de 2013. A Tefaf (The European Fine Art Fair) abre para o grande público e movimenta a pequena Maastricht, na Holanda, até o dia 23 de março.

“Participo de muitas feiras pelo mundo [Basel, Frieze e Bienal de Antiquidades] e posso te dizer que a Tefaf é a mais bonita e importante de todas”, explica Robert Landau, que venderá algumas das mais caras obras da feira. Entre elas, está Bride and Groom de Amedeo Modigliani, que ele comprou no MoMA 12 anos atrás. Silke Thomas, da Galerie Thomas, parece concordar. “Também participamos da Basel, na Suíça, e é bastante diferente. Os colecionadores que freqüentam a Tefaf são mais sofisticados e cultos. Por isso, fica mais fácil dialogar e trocar informações”, explica, depois de mostrar obras de seus queridos Edvard Munch e Franz Marc que valem 2,5 e 9 milhões de euros, respectivamente.

A palavra de ordem é excelência (não à toa, experts de museus de todo o mundo recorrem à feira dois dias antes para conferir a autenticidade e classificação das obras), mas o estilo... tem para todos. Sendo assim, apesar de ser conhecida pelas antiguidades e obras de grandes mestres, a feira cede espaço também para galerias dedicadas ao design, arte moderna e contemporânea. Por isso, não se espante ao esbarrar em Van Goghs, Picassos, Renoirs e Rodins, entre outros, segundos depois de avistar poltronas e luminárias de Poul Henningsen, Poul Kjaerholm e Finn Juhl. Atenção: no corredor seguinte é possível comprar uma peça inédita de Damien Hirst, uma série de desenhos recém descobertos de Andy Warhol ou uma escultura de um artista nigeriano que despontou na última Bienal de Veneza. “Muitos colecionadores de old masters estão começando a se interessar por arte contemporânea, mas ainda compram os mais conhecidos como Damien Hirst e Jeff Koons”, explica Raffaello Tomasso, que é amigo de infância de Hirst e trouxe três obras do artista para seu estande.


Confira, abaixo, algumas das obras que deixarão compradores loucos nos próximos dias!
Moulin de la Galette, de Vicent van Gogh, marcou sua transição das cenas sombrias da vida rural na Holanda para a produção de paisagens pós-impressionistas com cores vivas. Esta obra pertenceu ao milionário americano Ian Fleming, que serviu de inspiração para a construção do personagem vilão Goldfinger da série James Bond


Le Champs Élysées , de Jean-François Raffaëlli


Lucretia, de Lucas Cranach the Younger


Masquerade Nurse, de Richard Prince


Pa & Ma, do coreano Yi Hwan-Kwon


Femme dans un fauteuil, de Pablo Picasso


African Queen, de Nam June Paik


Fotografia de Alvin Langdon Coburn


Femme couchée, de Fernand Léger


Two reclining woman, de Edvard Munch

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

De Chirico, o mestre da arte metafísica,


Piazza d`Italia con statua di Cavour (Praça de Itália com estátua de Cavour), 1974

O imaginário urbano e a dimensão psicológica do homem moderno são representadas nas obras de De Chirico, que coloca a arquitetura como tema central. “O sentimento da arquitetura é, provavelmente, um dos primeiros que os homens experimentaram. As moradias primitivas encravadas nas montanhas, reunidas no meio de pântanos, indubitavelmente originaram nos nossos antigos avós um sentimento confuso feito de mil outros e que desencadeou, no decorrer dos séculos, aquilo que nós chamamos sentimento da arquitetura”, dizia o artista.
Orfeo trovatore stanco (Orfeu trovador cansado), 1970



De Chirico é considerado, ao lado de Alberto Savinio, Carlo Carrà e Giorgio Morandi, o criador da assim chamada arte metafísica, um dos estilos que antecedem a produção contemporânea. “A ‘vida silente’ que emana das obras nos dá a sensação não só do sonho, mas também da desolação, da incongruência, do aspecto enigmático do lugar representado”, afirma a italiana Maddalena d’Alfonso, crítica de arte e arquiteta.


Archeologi (Arqueólogos), 1968


Il Figliuol prodigo (O Filho pródigo), 1975


Interno metafisico con testa di Mercurio (Interior metafísico com cabeça de Mercúrio), 1969


Liens (Vínculos), 1930


Manichini coloniali (Manequins coloniais), 1969


Le Muse inquietanti (As Musas inquietantes), 1924


Piazza d`Italia - monumento al poeta (Praça de Itália - monumento ao poeta), 1969


Termopili (Termópilas), 1971


Triangolo metafisico - con guanto (Triângulo metafísico - com luva), 1958

Visione metafisica di New York (Visão metafísica de Nova York), 1975

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Veja que lindo o trabalho de Fabiana Kaled!


























Sou fã do trabalho de FABIANA KALED,
entre em contato com a artista pelo facebook ou pelo seu blog.
Fabiana Kaled é de Guapimirim!
Parabéns pelo seu lindo trabalho!

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