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sexta-feira, 25 de março de 2011

SÉRIE I SOBRE ARTE CIRCENSE - Dia 27 de março dia do circo!!!



A artista desta belíssima obra é Marysia Portinare, sobrinha do pintor Candido Portinari (1903-1962).


A Arte Circense Nas Artes 
O sentido da liberdade habita o universo circense e nele as diversidades de cidadanias se juntam num único propósito: legar uma atmosfera de mágico lirismo,de domínio e manuseio do corpo,acrescentando sempre algo mais às possibilidades do Homem sob a fascinante lona daquele circulo onde as classes sociais se confraternizam. 
Na antiguidade, os leões dominavam os espetáculos romanos, e na Idade Média eram os saltimbancos romanos,com cantores, mímicos e acrobatas.Em 1770, o inglês Philip Astley,num picadeiro com cavalos descobriu que organizar um show de variedades atrairia mais público. Surgiram,então,trapézios,contorcionistas,ilusionistas e o lado cênico como intervalo de animação. 
No Brasil, visitantes de alto nível como Tihany (mágico húngaro fundador do circo que leva seu nome) e os Olimecha (Japão) tornaram-se inspiração a escritores. Cativou Mario de Andrade (“Monólogo dum elefante do Circo Sarrasani”;  Lúcio Cardoso(“Poemas do circo”);Cassiano Ricardo (“ O chapéu mágico”),Guimarães Rosa (“O palhaço da boca verde”)e tantos mais,inclusive Viriato Corrêia com ( “ A sombra das laranjais”) transformado depois em novela de TV.
Do Picadeiro Para As Telas
As artes plásticas marcaram presença com telas em que o próprio circo intitulava os quadros, a exemplo Portinari, com um óleo sobre tela, de 1993; Lasar Segall, com guache sobre papelão, também em 1933; Cicero Dias, com uma aquarela sobre papelão, 1929, e Djanira,em 1955,com guache. 
Também “Guinard com “O domador”, óleo sobre tela, parte da coleção de Gilberto Chateaubriand; Teruz Com” Picadeiro” de 1971,óleo sobre tela,Fernand Leger,Pablo Picasso,Toulouse Lautrec e muitos outros enriqueceram esta fecunda temática. Palhaços brasileiros de porte de Piolim, Carequinha, e Arrelia influenciaram atores e comunicadores, entre eles Chacrinha e Renato Aragão. 
Charles Chaplin é sem dúvida uma referência para a arte circense onde um chamamento incontido toma conta de todos, trazendo à tona elementos existenciais mum misto de riso e dor. Exercendo,em geral,grande prazer sobre o artista,o circo,desde o mais simples até o monumental, é sempre uma notícia de chegada e surpresa, e faz a todos sonhar. 
Vicente de Percia






Um comentário:

Edilene disse...

Estou "fuçando" seu blog e descobrindo maravilhas. Esse post vou levar para os meus alunos. Amei a obra também. Tão delicada! Beijos

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