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domingo, 29 de novembro de 2015

INVADIMOS O MUSEU DO AMANHÃ NO RIO,POR BETA GERMANO, CASA VOGUE


Inspirado pelas bromélias do Jardim Botânico, Santiago Calatrava desenhou uma estrutura modular que se movimenta de acordo com o sol para potencializar a captação de luz
O Museu do Amanhã é iniciativa da Prefeitura do Rio de Janeiro, concebida e realizada pela Fundação Roberto Marinho (instituição ligada ao Grupo Globo)

Em tempos de abundância ou crise, cariocas sempre tiveram orgulho de sua cidade nada menos que maravilhosa. Agora eles têm mais alguns motivos para estufar o peito: depois da reinauguração da Praça Mauá, a cidade ganha (de presente de natal) o Museu do Amanhã.

Para falar sobre o futuro, nada melhor que olhar para o passado e o presente. Não havia melhor locação, então, senão a zona portuária, onde o Rio de Janeiro nasceu e se instalou e, agora, sofre intensas – e positivas – transformações ao se preparar para um amanhã mais consciente e (quiçá) próspero.

Se os cariocas sofreram durante quatro anos entre negociações e derrubada do Elevado da Perimetral, hoje já podem vivenciar o impacto (e alivio) de sua demolição. Ele já está esquecido e a região vislumbrada por Visconde de Mauá, que já abrigou a saudosa Rádio Nacional, virou ponto de encontro: os visitantes do MARse misturam aos food trucks e vizinhos sedentos por lazer...e água. A Baía de Guanabara virou piscina para os locais!


A renovada Praça Mauá já foi aprovada pelos cariocas
E a Baía de Guanabara virou piscina


E dela, aliás, que parte o projeto do espanhol Santiago Calatrava. O Museu do Amanhã invade um dos maiores símbolos do Rio de Janeiro e, se a ideia é mostrar as possibilidades de construção de um futuro melhor, o edifício começa seu discurso pela sustentabilidade: a água da Guanabara é usada nos sistemas de climatização e banheiros do museu e, depois, reutilizada nos espelhos d´água, onde ela é tratada e jogada de volta para a Baía.

O uso da energia solar garante um espetáculo à parte. Inspirado pelas bromélias do Jardim Botânico, Calatrava criou uma estrutura modular que se movimenta de acordo com o sol para potencializar a captação de luz.
Planta do museu com a expografia difidida pela cinco perguntas existenciais que o museu tenta responder


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