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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

AMOR X DISTÂNCIA



"Não importa se está longe...

De longe posso te sentir aqui dentro de mim, mesmo que às vezes te perco em meus pensamentos e sofro pela distância entre nós, contudo consigo te sentir em mim. 

Quando te tenho por um minuto sinto que tenho paz, é tão bom ouvir você dizer que sempre vai estar comigo, por isto sempre fico mal se brigo contigo, o medo de te perder fica apertando cada vez mais. 

Sei que não posso te dar o mundo, mais meu amor você tem. 

Queria dormi escutando tua voz, acordar com ela e dormi novamente ouvindo-a. 
Hoje queria te dizer tantas coisas, mas uma delas é:
 _Eu te amo e não posso ficar sem ti jamais. 

Não consigo me ver mais aqui, sozinha..."


quinta-feira, 5 de maio de 2011

SAUDADES DE MARIO QUINTANA, (MARIO SEM ACENTO, COMO POETA DIZIA AOS JORNALISTAS), JÁ SÃO 17 ANOS SEM "ELE".





Poema dedicado a Mario Quintana por Manuel Bandeira. Lido pelo autor na sessão da Academia Brasileira de Letras, no dia 25 de agosto de 1966

A Mario Quintana

Meu Quintana, os teus cantares
Não são, Quintana, cantares:
São, Quintana, quintanares

Quinta essência de cantares...
Insólitos, singulares...
Cantares? Não! Quintanares!

Quer livres, quer regulares,
Abrem sempre os teus cantares
Como flor de quintanares.

São cantigas sem esgares,
Onde as lágrimas são mares
De amor, os teus quintanares.

São feitos esses cantares
De um tudo-nada: ao falares,
Luzem estrelas e luares.

São para dizer em bares
Como em mansões seculares,
Quintana, os teus quintanares

Sim, em bares, onde os pares
Se beijam sem que repares
Que são casais exemplares

E quer no pudor dos lares,
Quer no horror dos lupanares,
Cheiram sempre os teus cantares

Ao ar dos melhores ares,
Pois são simples, invulgares,
Quintana, os teus quintanares.

Por isso peço não pares,
Quintana, nos teus cantares...
Perdão! digo quintanares. 





Amar: 

Fechei os olhos para não te ver
e a minha boca para não dizer...
E dos meus olhos fechados desceram lágrimas que não enxuguei,
e da minha boca fechada nasceram sussurros
e palavras mudas que te dediquei...
O amor é quando a gente mora um no outro.

Mario Quintana



quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

FELICIDADE POR FERNANDO PESSOA


Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!

Fernando Pessoa

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