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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Memória


" A educação não transforma o mundo, mas pessoas, 
e estas mudam o mundo!"

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Em homenagem ao TRIBARTE Bernardo Gonzalez conta sua história!


 Cresci ouvindo histórias. 
Lembro-me de que quando era criança meu pai contava histórias para mim algumas vezes antes de dormir, histórias que ele inventava ao pé da cama. Outras vezes ele lia histórias de algum livro que eu havia ganhado e de alguns que ele mesmo me presenteava. 
Contudo não era só nesses momentos em que ouvia histórias.


 Cresci na biblioteca infantil Maria Mazzetti (BIMM) situada nos jardins da Fundação Casa de Rui Barbosa, onde meu pai trabalhava. Nesta biblioteca tinha as estantes na minha altura e toda a liberdade para escolher livros e me encantar com muitas e muitas histórias. 


Delícia maior era a “hora do conto”, nome que tinha a atividade de “contação” de histórias que acontecia no jardim da fundação. 
Minha relação com a leitura se estendia da sala da BIMM aos jardins da casa. 
Ali fiz amigos, brinquei na terra, brinquei de piques, cacei girinos num dos laguinhos (e depois os devolvia porque sabia que era proibido), fiz algumas travessuras. Enfim, parte das relações que estabeleci com o mundo na minha infância se davam naquele espaço onde o meu imaginário reinava solto.


Hoje quando vou lá, vejo de certo modo nos pequenos leitores que frequentam a BIMM e os demais espaços da fundação, essa relação se repetindo.


A memória mais forte que tenho das minhas primeiras relações com o livro se deu nesse espaço. Quantas vezes levei para casa emprestado o livro “Rente que nem pão quente” de Maria Mazzetti... Ele me acompanhou durante um longo tempo... Durante um longo tempo o tive como o preferido e o levava sempre emprestado. 
“Você conhece Manuela? Não?” A história começa assim e eu não me cansava de responder (como se fosse a primeira vez) para minha mãe que o lia em voz alta: -“Nãããooo!!!!”. A ratinha Manuela se tornou uma verdadeira e irresistível paixão! Eu roía que roía a sua história... enquanto isso, imagino que minha mãe devia se roer de cansaço por lê-lo tantas vezes... Mas sem dúvida os esforços dela e de meu pai foram compensados, apesar de ser filho único acabei adotando como irmão, o livro.







Hoje quando vou lá, vejo de certo modo nos pequenos leitores que freqüentam a BIMM e os demais espaços da fundação, essa relação se repetindo.
A memória mais forte que tenho das minhas primeiras relações com o livro se deu nesse espaço. 

segunda-feira, 21 de maio de 2012

domingo, 17 de abril de 2011

Cícero a família reuniu alguns detalhes da vida que você gosta muito e os postou para você.

Começaremos com a obra de Salvador Dalí - A persistência da memória - 1931

Depois a poesia de Drummond que você recita desde seus 7 anos.

MEMÓRIA 

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.



Carlos Drummond de Andrade

E a música que diz "quero trazer à memória aquilo que me dá esperança"...

Que o nosso Deus traga a sua memória esperança e que sejas muito feliz.
A família reunida congratula-se com você neste dia especial!

sábado, 8 de agosto de 2009

Lembranças de meu pai. Saudades...



Noite estrelada de Van Gogh, Vincent
Ano:1889
Técnica:Óleo sobre Tela
Dimensões:73,66 x 92,08 cm
Descrição:Pintada durante a internação do artista num asilo do sul da França, durante três noites. A paisagem retratada mistura o real com imagens de sua memória, como uma igreja tipicamente holandesa. É notável o contraste entre a calma do vilarejo e o caos celestial. Os ciprestes são o elo de ligação entre terra e céu. Segundo o pintor, "a noite é muito mais viva e colorida que o dia".

Local:Museu de Arte Moderna, Nova York
Website:http://www.moma.org/
Meu pai não existe mais fisicamente, mas nas noites estreladas do meu coração ele ficará sempre presente.
MEMÓRIA
Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.
Carlos Drummond de Andrade

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