SEJA BEM-VINDO!

A ARTE RENOVA O OLHAR!
Mostrando postagens com marcador cubismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cubismo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

sábado, 26 de outubro de 2013

No 40º aniversário da morte de Picasso, o gênio, retratado na intimidade e no trabalho


Em fotografia de 1949, Pablo Picasso encara a lente da Life em Vallauris, no sul da França, onde viveu nas décadas de 1940 e 1950 (Fotos: Gjon Milli - Getty Images/Time & Life Pictures)

Esta segunda-feira, 8 de abril, marcou o 40º aniversário de Pablo Picasso (1881-1973).

E para relembrar o espanhol, seguramente um dos maiores artistas de todos os tempos, a revista americana Life publicou em seu site imagens do arquivo de um de seus colaboradores mais frequentes, o fotógrafo albanês Gjon Mili (1904-1984).

As fotografias foram feitas em diferentes sessões realizadas entre 1948 e 1967 e captam o gênio de Málaga em sua intimidade – curtindo o sol da Côte D’Azur francesa, por exemplo – , mas também trabalhando em seus ateliês.

Entre os cliques selecionados pela Life encontram-se também registros dos experimentos com “desenhos de luz” criados pelo próprio Mili para Picasso, além de retratos de sua companheira durante dez anos, a artista e escritora Françoise Gilot – 40 anos mais nova do que ele -, e de um dos dois filhos que tiveram, Claude.

Contemplando obras suas feitas em cerâmica, Vallauris, 1949

Posando com máscara do Minotauro em praia da Côte D'Azur em 1949: a obsessão do artista com esta figura da mitologia grega era tamanha que ele chegou a ter uma "fase Minotauro" em sua obra

Obra de Picasso intitulada "Mulher com Carrinho de bebê" em sua oficina na igreja Notre-Dame-de-Vie, em Mougins, sudeste francês, 1967

Pensativo em Vallauris, 49

"Desenhando com luz": Picasso ficou fascinado com a técnica que o fotógrafo Gjon Milli lhe apresentou, a de deixar o obturador da câmera aberto por mais tempo e captar o movimento de luzes...

...e criou obras feitas de luz como esta

Outro retrato do gênio na Côte d'Azur em 1949, agora com direito a flor em cima da orelha

Outra imagem do ateliê de Picasso na Notre-Dame-de-Vie, em Mougins; foto de 1967

François Gilot, companheira de Picasso por uma década, e o primeiro dos dois filhos que tiveram, Claude (a outra cria é Paloma Picasso): anos após a separação, ela escreveria um livro "lavando a roupa suja" com o artista que, enfurecido, nunca mais quis saber da família



Grafia cubista? É difícil decifrar tudo o que está escrito - em francês - neste pedaço de papel, mas trata-se da autorização de Pablo Picasso para que Gjon Milli fotografasse sua obra, 
Fonte: Veja

quarta-feira, 16 de maio de 2012

A mulher madura


"O rosto da mulher madura entrou na moldura de meus olhos.
De repente, a surpreendo num banco olhando de soslaio, aguardando sua vez no balcão. Outras vezes ela passa por mim na rua entre os camelôs. Vezes outras a entrevejo no espelho de uma joalheria. A mulher madura, com seu rosto denso esculpido como o de uma atriz grega, tem qualquer coisa de Melina Mercouri ou de Anouke Aimé.
Há uma serenidade nos seus gestos, longe dos desperdícios da adolescência, quando se esbanjam pernas, braços e bocas ruidosamente. A adolescente não sabe ainda os limites de seu corpo e vai florescendo estabanada. É como um nadador principiante, faz muito barulho, joga muita água para os lados. Enfim, desborda.
A mulher madura nada no tempo e flui com a serenidade de um peixe. O silêncio em torno de seus gestos tem algo do repouso da garça sobre o lago. Seu olhar sobre os objetos não é de gula ou de concupiscência. Seus olhos não violam as coisas, mas as envolvem ternamente. Sabem a distância entre seu corpo e o mundo.
A mulher madura é assim: tem algo de orquídea que brota exclusiva de um tronco, inteira. Não é um canteiro de margaridas jovens tagarelando nas manhãs.
A adolescente, com o brilho de seus cabelos, com essa irradiação que vem dos dentes e dos olhos, nos extasia. Mas a mulher madura tem um som de adágio em suas formas. E até no gozo ela soa com a profundidade de um violoncelo e a sutileza de um oboé sobre a campina do leito.
A boca da mulher madura tem uma indizível sabedoria. Ela chorou na madrugada e abriu-se em opaco espanto. Ela conheceu a traição e ela mesma saiu sozinha para se deixar invadir pela dimensão de outros corpos. Por isto as suas mãos são líricas no drama e repõem no seu corpo um aprendizado da macia paina de setembro e abril.
O corpo da mulher madura é um corpo que já tem história. Inscrições se fizeram em sua superfície. Seu corpo não é como na adolescência uma pura e agreste possibilidade. Ela conhece seus mecanismos, apalpa suas mensagens, decodifica as ameaças numa intimidade respeitosa.
Sei que falo de uma certa mulher madura localizada numa classe social, e os mais politizados têm que ter condescendência e me entender. A maturidade também vem à mulher pobre, mas vem com tal violência que o verde se perverte e sobre os casebres e corpos tudo se reveste de uma marrom tristeza.
Na verdade, talvez a mulher madura não se saiba assim inteira ante seu olho interior. Talvez a sua aura se inscreva melhor no olho exterior, que a maturidade é também algo que o outro nos confere, complementarmente. Maturidade é essa coisa dupla: um jogo de espelhos revelador.
Cada idade tem seu esplendor. É um equívoco pensá-lo apenas como um relâmpago de juventude, um brilho de raquetes e pernas sobre as praias do tempo. Cada idade tem seu brilho e é preciso que cada um descubra o fulgor do próprio corpo.
A mulher madura está pronta para algo definitivo.
Merece, por exemplo, sentar-se naquela praça de Siena à tarde acompanhando com o complacente olhar o voo das andorinhas e as crianças a brincar. A mulher madura tem esse ar de que, enfim, está pronta para ir à Grécia. Descolou-se da superfície das coisas. Merece profundidades. Por isto, pode-se dizer que a mulher madura não ostenta joias. As joias brotaram de seu tronco, incorporaram-se naturalmente ao seu rosto, como se fossem prendas do tempo.
A mulher madura é um ser luminoso é repousante às quatro horas da tarde, quando as sereias se banham e saem discretamente perfumadas com seus filhos pelos parques do dia. Pena que seu marido não note, perdido que está nos escritórios e mesquinhas ações nos múltiplos mercados dos gestos. Ele não sabe, mas deveria voltar para casa tão maduro quanto Yves Montand e Paul Newman, quando nos seus filmes.
Sobretudo, o primeiro namorado ou o primeiro marido não sabem o que perderam em não esperá-la madurar. Ali está uma mulher madura, mais que nunca pronta para quem a souber amar."

Affonso Romano de Sant'Anna

Imagem: Obra de Picasso.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

"Eu quero assassinar a pintura"

Camponês catalão ao luar, 1968

Contexto histórico


Joan Miró dizia que seu maior desejo era "assassinar a pintura" tal qual o mundo a conhecia. Se não conseguiu seu intento, chegou bem perto. Ele impôs uma mitologia pessoal e uma inovação até então sem precedentes no terreno da abstração. Seus quadros são compostos por figuras que por vezes lembram garatujas infantis ou rabiscos pré-históricos.

A obra de Miró é povoada por símbolos, alguns bastante recorrentes e figurativos, como as estrelas, os pássaros e a escada. Por meio deles, procura representar um universo que não pode ser decodificado pela lógica e pela razão, mas apenas apreendido pela sensibilidade do observador. Daí seu parentesco e seu envolvimento com o movimento surrealista, que propunha uma arte não-racional e intuitiva. A leitura da teoria psicanalítica de Sigmund Freud, com suas reflexões a respeito do inconsciente e da natureza dos sonhos, foi determinante para o surrealismo.

Embora tenha sido considerado por André Breton como o "mais surrealista entre todos os surrealistas", a obra de Joan Miró não pode ser enquadrada em um movimento específico. Desde o primeiro momento, Miró espelhou-se nas experiências de outras vanguardas do início do século, a exemplo do dadaísmo, do cubismo e do fauvismo. Mas permaneceu acima de todas elas, com sua linguagem original e particular.
O afastamento definitivo de Miró em relação aos surrealistas se deu a partir da década de 1930, quando Breton e outros companheiros aproximaram-se da doutrina marxista.
Fonte: Folha

LinkWithin

.post-body img{ -webkit-transition: all 1s ease; -moz-transition: all 1s ease; -o-transition: all 1s ease; } .post-body img:hover { -o-transition: all 0.6s; -moz-transition: all 0.6s; -webkit-transition: all 0.6s; -moz-transform: scale(1.4); -o-transform: scale(1.4); -webkit-transform: scale(1.4); }