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quinta-feira, 19 de maio de 2011

"Eu quero assassinar a pintura"

Camponês catalão ao luar, 1968

Contexto histórico


Joan Miró dizia que seu maior desejo era "assassinar a pintura" tal qual o mundo a conhecia. Se não conseguiu seu intento, chegou bem perto. Ele impôs uma mitologia pessoal e uma inovação até então sem precedentes no terreno da abstração. Seus quadros são compostos por figuras que por vezes lembram garatujas infantis ou rabiscos pré-históricos.

A obra de Miró é povoada por símbolos, alguns bastante recorrentes e figurativos, como as estrelas, os pássaros e a escada. Por meio deles, procura representar um universo que não pode ser decodificado pela lógica e pela razão, mas apenas apreendido pela sensibilidade do observador. Daí seu parentesco e seu envolvimento com o movimento surrealista, que propunha uma arte não-racional e intuitiva. A leitura da teoria psicanalítica de Sigmund Freud, com suas reflexões a respeito do inconsciente e da natureza dos sonhos, foi determinante para o surrealismo.

Embora tenha sido considerado por André Breton como o "mais surrealista entre todos os surrealistas", a obra de Joan Miró não pode ser enquadrada em um movimento específico. Desde o primeiro momento, Miró espelhou-se nas experiências de outras vanguardas do início do século, a exemplo do dadaísmo, do cubismo e do fauvismo. Mas permaneceu acima de todas elas, com sua linguagem original e particular.
O afastamento definitivo de Miró em relação aos surrealistas se deu a partir da década de 1930, quando Breton e outros companheiros aproximaram-se da doutrina marxista.
Fonte: Folha

quinta-feira, 24 de março de 2011

FAUVISMO

O Fauvismo porde ser caracterizado como a afirmação da subjetividade individual num momento que a expectativa de um novo século pôs em questão os novos anseios das artes,  depois de terem experimentado as profundas inovações e rompimentos nascidos do Impressionismo – libertando a imagem – e do Simbolismo, ampliando a representação. Entre os jovens artístas de 1900 temos Henri Rosseau ( 1844- 1910 ), oriundo das gerações do fim do século, participante das exposições da Société des Artistes Independents, colaborando com suas singelas composições de traços puros, ditos ” primitivos”, expandidas na combinação de sonho com realidade. Em 1905, já participava das exposições do grupo de Henri Matisse ( participando com a tela Luxe, Calme et Volupté )  no Salon d`Autonne, juntamente com Derain, Vlaminck, Marquet e Rouault. Foi nesta exposição que o critico Louis Bauxcelles apelida as pinturas do grupo de ” les fauves “, ou, ” as feras “. Afirmando a visão própria do artista, o Fauve nunca se articulou profundamente enquanto movimento. Trouxe sim,  maior liberdade para a composição  com o  uso da cor e exaltação da expressão interior dos motivos com a intuição impulsionando o ato criador. Matisse, em suas reflexões disse ” cada obra é uma combinação de símbolos inventados durante a execução, à medida que vão sendo requeridos em determinados lugares “.

HENRI ROUSSEAU – O LEÃO FAMINTO, 1905
HENRI MATISSE - LE GOUTER, 1904.
              HENRI MATISSE – LE GOUTER, 1904.


HENRI MATISSE – LUXE, CALME ET VOLUPTÉ, 1904.
ANDRÉ DERAIN – PAYSAGE AUX ENVIRONS DE CHATOU, 1904/05.
Collioure le port de pêche
ANDRÉ DERAIN – COLLIORE LE PORT DE PÊCHE, 1905.

MAURICE DE VLAMINCK - HOUSES AT CHATOU, 1905.
MAURICE DE VLAMINCK – HOUSES AT CHATOU, 1905.


MAURICE DE VLAMINCK - CHATEAU BRIDGE, 1906.
      MAURICE DE VLAMINCK –    CHATEAU BRIDGE, 1906.


ALBERT MARQUET - BILBOARDS AT TROUVILLE, 1905.
ALBERT MARQUET – BILBOARDS AT TROUVILLE, 1905.


ALBERT MARQUET - FISHING BOATS, 1906.
ALBERT MARQUET – FISHING BOATS, 1906.
Sandor Ziffer, Vieux pont à Nagybanya, 1908
GEORGES ROUALT – VIEUX PONT À NAGYBANYA, 1908.
FONTE:CURSO DE HISTÓRIA DA ARTE.|

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