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segunda-feira, 9 de maio de 2011

A agência espacial americana Nasa divulgou novas imagens do sol capturadas pelo seu satélite chamado Observador Dinâmico Solar (SDO, em inglês). As imagens serão também usadas como inspiração para o artista digital Chris Meigh - Andrews.

Além do interesse científico, as imagens também serão usadas como inspiração para uma obra do artista digital Chris Meigh-Andrews, que é professor da mesma universidade.

A agência espacial americana Nasa divulgou novas imagens do sol capturadas pelo seu satélite chamado Observador Dinâmico Solar (SDO, em inglês).
A Nasa está trabalhando em conjunto com a universidade central de Lancashire (UCLan), na Grã-Bretanha, para monitorar detalhes inéditos sobre o campo magnético do astro e a coroa solar.


As imagens têm qualidade dez vezes superior ao de uma televisão em alta-definição.
A UCLan é um dos centros europeus que estuda dados coletados pelo SDO. Na Grã-Bretanha, é o único instituto que fornece fotos com estudos sobre o Sol.


Além do interesse científico, as imagens também serão usadas como inspiração para uma obra do artista digital Chris Meigh-Andrews, que é professor da mesma universidade.O telescópio do satélite faz 80 imagens do Sol a cada minuto, gerando o equivalente a 1,5 terabites de dados por dia, o equivalente a meio milhão de músicas baixadas no iTunes.
As imagens captadas estão sendo projetadas em um telão em uma das ruas da cidade britânica de Preston até o final desta semana.

Fonte:IG

segunda-feira, 2 de maio de 2011

PICASSO & EINSTEN

Arte e Ciência
Professor da Universidade de Londres, o escritor Arthur Miller fala sobre os pontos comuns entre Einstein e Picasso
O escritor e professor de História e Filosofia da Ciência na Universidade de Londres, Arthur Miller, fez  na SBPC uma conferência sobre Ciência e Arte, analisando e comparando vida e obra de Albert Einstein e do pintor Pablo Picasso, os maiores representantes de suas respectivas áreas no século XX. O professor afirmou que o trabalho mais importante da carreira de cada um deles teve o ano de 1905 como marco. Neste ano, Einstein publicou a Teoria da Relatividade, e Picasso começou a pintura de “Les Demoiselles d´Avignon”.
“A melhor maneira de saber se é coincidência é analisar a primeira década do século XX, época inovadora, de mudanças, quase parecida com Renascença”, disse. Miller contou que, durante esta época, poetas e rebeldes questionavam o conhecimento tradicional na arquitetura, arte e na física. “Einstein e Picasso foram motivados por isso. Estavam na casa dos 20 anos, eram rebeldes, pobres e viviam se metendo em encrencas”, explicou. No início do século passado, Einstein era funcionário público, conseguiu um emprego no escritório de patentes graças à indicação de um amigo, porque não havia sido tão brilhante na universidade. Em 1904, já casado com uma ex-colega de universidade, Mileva Maric, teve seu primeiro filho e passava por dificuldades financeiras. “Foi, no entanto, de 1902 a 1909, seu período mais criativo”, afirmou Miller.
Já Picasso morava em Paris, e embora seu talento tenha sido reconhecido quase imediatamente, seus admiradores eram seus amigos escritores, entre eles Guillaume Flammarion, e não outros pintores. Seu ateliê era no pico da região de Montmartre, na capital francesa - até hoje refúgio de pintores -, onde o pintor sofria com o frio no inverno e com o calor no verão. Os físicos, naquela época, faziam distinção entre ondas e partículas. Para Einstein, segundo Miller, bastava uma representação. “Einstein achava que duas formas de medida eram redundantes, ele não considerava estética esta dupla possibilidade”, disse o professor. Na mesma época, Picasso também buscava uma nova estética, que começou com “Les Demoiselles d´Avignon”, quadro concluído em 1907. Já nesta obra, há uma mulher cujo rosto já tem as marcas do cubismo. “A preocupação dele em fazer um quadro não era menor que a de um cientista em sua pesquisa”, afirmou Miller. Picasso faz pesquisa a respeito de novas criações tecnológicas, como o avião, o telégrafo, automóvel e a fotografia.
Esta última não era para o pintor uma mera representação da realidade, mas sim como meio criativo, uma forma de mudar nossa percepção do mundo. “O raio-x, por exemplo, mostrou a 3ª dimensão. Discutia-se muito que nem sempre o que vemos é o que é na realidade”, explicou o professor. Com a matemática, Picasso descobriu a geometria multifuncional e começou a fazer uma série de experiências geométricas na pintura, buscando maneiras de desenvolver a 4ª dimensão na tela. “Ele descobriu que a geometria era o conceito certo para a expressão de sua arte."
A linguagem informal da arte se tornou formalizada na mão de Picasso, ela se tornou "matemática”. Analisando todos os pontos importantes e comuns para a obras de ambos, Miller destaca a geometria, a ciência, a tecnologia, a estética, a competitividade, o sexo, a filosofia e a literatura como pilares para o desenvolvimento de Einstein e Picasso. “Pensando na criatividade dos dois, podemos refletir que no momento da criatividade não há barreira entre ciência e arte”, diz Miller.
Por isso, seguem algumas imagens fractais, que juntam tecnologia e arte , ciência e natureza !


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