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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Zaha Hadid e a revolução das mulheres na arquitetura


O reconhecimento da contribuição das mulheres para a arquitetura ainda é pequeno, mas a arquiteta iraquiana Zaha Hadid, ganhadora do Pritzker, vem mudando este panorama. E através de seu trabalho inovador e ousado atrai enfim a atenção merecida para a participação feminina na profissão.
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© MAXXI - Museu Nacional das Artes do Século 21, Wikicommons.
Durante séculos as mulheres vêm lutando por um lugar ao sol na profissão que almejaram. A arquitetura é um caso especial. Tida por muito tempo como um universo masculino, onde às mulheres só caberia a escolha da cor da tinta na parede, na maioria das vezes é associada a nomes como Le Corbusier, Mies van der Rohe e Oscar Niemeyer... Mas uma iraquiana vem mudando esse panorama e chamando a atenção pela ousadia, inovação e postura crítica que assume frente à arquitetura. Seu nome? Zaha Hadid.
Fazendo uma pesquisa sobre os grandes nomes da arquitetura e urbanismo, vê-se que a participação feminina fica claramente relegada a segundo plano. O que mostra não a ausência dessas representantes, mas a falta de reconhecimento do trabalho de tantas mulheres nesta profissão.
Um fato de que nem todos têm conhecimento é que o primeiro funcionário contratado por um dos grandes ícones da arquitetura, Frank Lloyd Wright (1867-1959), foi uma mulher, Marion Mahony Griffin (1871-1962), uma das primeiras mulheres no mundo licenciadas em arquitetura. Talentosa desenhista, era especialista em desenhos aquarelados. Alguns historiadores afirmam que a ascensão de Wright se deu em parte graças aos belos desenhos de Griffin. Estima-se que parte dos desenhos do Wasmuth Portfolio (um compêndio de desenhos de Wright publicado em dois volumes em 1910 na Alemanha, e que influenciou grandes arquitetos) sejam de autoria de Marion. O que se questiona não é a genialidade de Wright, mas sim o fato de Griffin não levar os devidos créditos.
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© Marion Mahony Griffin e o marido (imagem da esquerda), Wikicommons.© Desenho de Marion Mahony Griffin (imagem da direita), Wikicommons.
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© Desenho de Marion Mahony Griffin, Wikicommons.
Em 1950, enquanto Marion vivia em Chicago e já não trabalhava ativamente como antes, nascia em Bagdá Zaha Hadid. Hadid estudou matemática na Universidade Americana de Beirute e depois, nos anos 70, arquitetura na Architectural Association em Londres. Estudou e posteriormente trabalhou com um dos grandes da Arquitetura, Rem Koolhas. Nos anos 80 fundou seu próprio escritório. Até metade da década de 90 chegou a ser chamada de “arquiteta do papel” por possuir muitos projetos, mas ter poucos executados. Zaha deu a volta por cima, continuou projetando e participando de inúmeros concursos, o que resultou em trabalhados aclamados como a Guangzhou Opera House, na China, o Centro Aquático de Londres e o MAXXI - Museu Nacional das Artes do Século 21, em Roma (concurso em que superou outros 273 arquitetos, entre eles o próprio Koolhas).
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© Guangzhou Opera House, Wikicommons.
Ousada, orgânica e inovadora são apenas alguns dos predicados atribuídos à obra de Zaha. O desconstrutivismo que a caracteriza se estende para além da materialidade dos projetos: Hadid desconstrói a arquitetura para reconstruí-la. Seus projetos e discussões suscitam questões que levam a profissão e o futuro desta a serem repensados. Zaha procura interrelacionar design, arquitetura e urbanismo, além de se preocupar com a interface entre paisagem, arquitetura e geologia, “integrando a topografia natural e levando a experimentações com tecnologia de ponta” (segundo a própria arquiteta, em seu site). A não-linearidade é marca de seus projetos que, segundo Hadid, refletem as complexidades e dinamismos da vida contemporânea. O trabalho de Zaha também gera controvérsias: há quem veja nela uma postura de “arquiteta-estrela”, mas o fato é que seu trabalho não passa despercebido e, em 2004, recebeu o prêmio Pritzker, o Nobel da Arquitetura, pela primeira vez atribuído a uma mulher.
Este artigo não propõe o questionamento do notório talento dos representantes masculinos da arquitetura. Não há dúvidas sobre a contribuição de grandes nomes como Rem Koolhas, Frank Gehry, Daniel Libeskind, Oscar Niemeyer, Peter Eisenman, entre outros, para a construção e consolidação da profissão do arquiteto e urbanista. São nomes para muitos artigos. A presença masculina já está solidificada; a questão a ser pensada é a consolidação e consequente valorização da figura feminina na arquitetura.
Marion Mahony Griffin, Sophia Hayden Bennett, Lina Bo Bardi, Kazuyo Sejima, Jeanne Gang, Julia Morgan, Denise Scott Brown, Julie Eizenberg, Gae Aulenti, são algumas das muitas mulheres que ajudaram a construir a história da arquitetura. É também por fazer os olhares se voltarem para a reinterpretação do papel da mulher na evolução da profissão que Hadid tem um papel importante. Uma verdadeira revolução na arquitetura, desta vez comandada por uma mulher. Salve, Zaha!
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© Pavilhao Puente Zaragoza, Wikicommons
Fonte: Obvious

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Neoclassicismo


Nas duas últimas décadas do século XVIII e nas três primeiras do século XIX, uma nova tendência estética predominou nas criações dos artistas europeus. Trata-se do Neoclassicismo (neo = novo), que expressou os valores próprios de uma nova e fortalecida burguesia, que assumiu a direção da Sociedade europeia após a Revolução Francesa e principalmente com o Império de Napoleão.

Principais características:

* retorno ao passado, pela imitação dos modelos antigos greco-latinos;
* academicismo nos temas e nas técnicas, isto é, sujeição aos modelos e às regras ensinadas nas escolas ou academias de belas-artes;
* arte entendida como imitação da natureza, num verdadeiro culto à teoria de Aristóteles.

ARQUITETURA

Tanto nas construções civis quanto nas religiosas, a arquitetura neoclássica seguiu o modelo dos templos greco-romanos ou o das edificações do Renascimento italiano. Exemplos dessa arquitetura são a igreja de Santa Genoveva, transformada depois no Panteão Nacional, em Paris, e a Porta do Brandemburgo, em Berlim.

PINTURA

A pintura desse período foi inspirada principalmente na escultura clássica grega e na pintura renascentista italiana, sobretudo em Rafael, mestre inegável do equilíbrio da composição.

Características da pintura:

* Formalismo na composição, refletindo racionalismo dominante.
* Exatidão nos contornos
* Harmonia do colorido

Os maiores representantes da pintura neoclássica são, sem dúvida,

Jacques-Louis David - foi considerado o pintor da Revolução Francesa, mais tarde, tornou-se o pintor oficial do Império de Napoleão. Durante o governo de Napoleão, registrou fatos históricos ligados à vida do imperador. Suas obras geralmente expressam um vibrante realismo, mas algumas delas exprimem fortes emoções.
Obra destacada: Bonaparte atravessando os Alpes e Morte de Marat
Auto RetratoJean-Auguste-Dominique Ingres (1780-1867), o pintor foi uma espécie de cronista visual da sociedade de seu tempo. Ingres acreditava qua a tarefa primordial da arte era produzir quadros históricos. Ardoroso defensor da pureza das formas, ele afirmava, por exemplo, que desenhar uma linha perfeita era muito mais importante do que colorir. " A pincelada deve ser tão fina como a casca de uma cebola", repetia a seus alunos. Sua obra abrange, além de composições mitológicas e literárias, nus, retratos e paisagens, mas a crítica moderna vê nos retratos e nus o seu trabalho mais admirável. Ingres soube registrar a fisionomia da classe burguesa do seu tempo, principalmente no gosto pelo poder e na sua confiança na individualidade. Amante declarado da tradição. Ingres passou a vida brigando contra a vanguarda artística francesa representada pelo pintor romântico Eugène Delacroix, contudo foi Ingres, e não o retórico e inflamado Delacroix, o mais revolucionário dos dois. A modernidade de Ingres está justamente na visão distanciada que tinha de sue retratados, na recusa a produzir qualquer julgamento moral a respeito deles, numa época em que se consumava o processo de aliança entre a nobreza e a burguesia. O detalhismo também é uma das suas marcas registradas. Seus retratos são invariavelmente enriquecidos com mantos aveludados, rendas, flores e jóias. 
 



Para seu conhecimento

Forte influência da arquitetura neoclássica foi a descoberta arqueológica das cidades italianas de Pompéia e Herculano que, no ano de 79 a.C.,  foram cobertas pelas lavas do vulcão Vesúvio. Diante daquelas construções, num erro de interpretação, os historiadores de arte acreditavam que os edifícios gregos eram recobertos com mármore branco, ocasionando a construção de tantos edifícios brancos. Exemplo: Casa Branca dos Estados Unidos.

Fonte: História da Arte

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pontes futuristas: a arte da realidade e ficção.


Algumas têm habitação incluída. Outras produzem energia a partir do vento e do sol. Em comum apenas isto: são espetaculares... e polêmicas, mas extremamente lindas!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Arte indígena, a arte que conta nossa história.





A arte está presente em cada momento de vida dos povos indígenas no mundo todo. Em cada objeto, em cada ritual, em cada gesto, a arte surge, expressão de força e conexão com o mundo mítico e espiritual .



A beleza está presente como atributo divino. Não importa se a pintura trabalhosa e detalhada feita no fundo da panela vai ser queimada assim que ela for ao fogo.

pintura não precisa permanecer para justificar sua beleza. Ela é, no presente, como expressão necessária. Dá sentido ao ato criativo de transformar o barro em cerâmica.


Cada povo tem sua habilidade e forma de materializar em objetos de arte as necessidades do dia a dia ou dos rituais. A arte plumária ainda é a mais conhecida e admirada por sua exuberância e riqueza.


Quase todos os grupos indígenas utilizam plumas em combinações as mais variadas para construir peças rituais de significados e usos diversos. O clã a que pertence o dono do adorno, sua ligação familiar, sua posição dentro da cerimônia, muitas são as informações contidas no arranjo das plumas. Muitos conceitos e mensagens podem ser decodificados por quem está dentro da tradição.


A cerâmica, a cestaria, os instrumentos musicais, os pequenos adornos, a arquitetura, os bancos zoomorfos esculpidos em madeira, toda a cultura material dos povos nativos está carregada de princípios e objetivos, de valores estéticos e sociais. O talento dos artistas está a serviço da manutenção da tradição do povo, da continuidade de sua identidade.




Como se sabe, os primeiros artistas deste país têm uma produção intensa, uma vez que neste universo a arte não se separa do fazer diário. Ela se constitui, se faz, se configura no dia-a-dia como parte das atividades cotidianas que nos aproximam e nos distanciam dos outros animais.

Há os que dizem que não é arte e sim artesanato por estar associada a objetos utilitários. Sem entrar no mérito das classificações e/ou denominações, o fato é que, seja nos adornos, na cestaria, na tecelagem, arte plumária, na madeira, sua arte enche os olhos. 



A dança é um ritual que envolve a arte da pintura e de máscaras. Marca o ritual e é feita de passos fortes, bem marcados, e em circulo, pois o círculo não tem cima nem baixo, ou seja, todos "são iguais" na dança.

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Cada dança tem um significado e uma intenção, tem dança da chuva, dança pra chamar os bons espíritos e levar os ruins da aldeia, dança dos macacos, dança de homenagem aos seus ancestrais, por exemplo.

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Essa é uma relação muito importante entre o corpo e o espírito. Dependendo da tribo, o ritual é feito de forma diferente e a dança também muda, em muitas delas, a dança serve como preparo físico começando com os primeiros raios do sol e se estendendo por muitas horas.
Por isso é difícil especificarmos com detalhes cada dança. 


http://escafandro.blogtv.uol.com.br/img/Image/escafandro/2008/Outubro/pankararu2.jpg

A maioria das danças ainda é feita em volta da fogueira, principalmente a que é contra espíritos ruins. A dança também é comemorativa, em festas da tribo a comemoração é a dança e também é uma diversão para todos os indígenas.

A dança é uma forma muito forte de preservação da identidade cultural indígena, pois existem cantos, rítmos e segredos culturais que só são repassados aos índios em determinada idade, pelos mais velhos, quando ocorre os chamados "rituais de iniciação". Cada passo, cada gesto tem um significado que precisa ser repassado para ser preservado.


Vários pintores brasileiros retrataram índios e seu modo de viver, mas aquele que fez isso com maior realidade, num Brasil ainda bem "novinho", foi um holandês chamado Albert Eckhout, que veio para o Brasil a convite de Maurício de Nassau.

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