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segunda-feira, 27 de julho de 2015

"Pra declarar minha saudade"



Fiz uma canção

Pra declarar minha saudade

Do tempo em que a alegria dominou meu coração

Eu era bem feliz

Mas desabou a tempestade

Levando um lindo sonho pelas águas da desilusão

Eu fiz uma canção

Pra declarar minha saudade

Usei sinceridade que

Me dá certeza que você

Quando ouvir o meu cantar,

Vai se lembrar que deixou

Do lado esquerdo do meu peito essa dor

Que tá difícil de curar

Tenho certeza que você

De onde ouvir

Meu soluçar em forma de uma canção

Vai se lembrar que nosso amor é tão bom

E que pra sempre vai durar
(Arlindo Cruz)

sábado, 12 de maio de 2012

"COMO AS NOSSAS MÃES"


Maria Rita criou um show para homenagear Elis Regina. De quebra, ensinou a não ter vergonha ou receio de dizer “eu te amo, mãe”.
Muito se tem dito a respeito da série de shows que Maria Rita tem feito com repertório criado somente com músicas gravadas por Elis Regina. Muito se tem mencionado sobre a emoção que toma os olhos da cantora e do público. Também se tem falado acerca das semelhanças – para alguns, agora mais evidentes – entre mãe e filha. E até sobre o macacão branco da cantora se tem discutido. Mas já aviso aos navegantes: esse não é um texto de alguém que já assistiu ao show. O propósito é refletir sobre esse momento vivido por Maria Rita.
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Desde que começou sua carreira musical, Maria Rita era cobrada por não cantar músicas já interpretadas por sua mãe. Talvez fosse uma tentativa de evitar comparações. Ou por respeito frente à grandiosidade de Elis Regina na música brasileira. Quem sabe, algum constrangimento, vergonha. Enfim, ideias que só passam de hipóteses, mas que muito tem a dizer sobre nós e nossas mães. Quem nunca se sentiu inibido frente à mãe que quebre agora a sua caixa de som.
Poderia agora dizer que o coração de Maria Rita aperta quando sobe ao palco nessa turnê. Também poderia dizer que a cantora, desde que começou esse show, tem sonhado frequentemente com a mãe. Eu até poderia afirmar que ela sempre chora quando canta a música preferida de Elis. Poderia, mas não vou. Por quê? Porque só quem sabe da nossa relação mãe e filho(a) é a gente mesmo.
Dizem que seguir os passos dos pais – ainda mais quando esses são ícones – não é uma tarefa fácil, pois o(a) filho(a) sempre levará desvantagem nas comparações. E essa não parece ser uma preocupação atual de Maria Rita. A impressão que se tem é que nesses 9 anos desde o lançamento do álbum “Maria Rita”, a cantora procurou trilhar seu próprio caminho, longe da sombra da monstra Elis. Agora, com tudo mais consolidado, ela se permitiu e se preparou – com um repertório fabuloso – para homenagear publicamente a cantora Elis. Maria Rita tornou público um “eu te amo” para a genitora Elis, que mesmo com toda a genialidade, é tão mãe como as nossas mães.


Leia mais: http://lounge.obviousmag.org/radiofome/2012/05/como-as-nossas-maes.html#ixzz1ueM0mQKP

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