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sexta-feira, 8 de março de 2013

Todos os mestres da street art em Paris


Exposição reúne obras dos artistas mais seminais.


Obra de Gérard Zlotykamien

O L'Adresse Musée de la Poste, de Paris, apresenta até 30 de março a exposição Au-Delà du Street Art. Num trajeto incrível, percorre-se mais de 70 obras de artistas que empregam as mais variadas técnicas: pintura, estêncil, colagem, mosaico, resina, carimbo, montagem e até esculturas. Não há limite ou regras, só criatividade e liberdade de expressão.

Logo na introdução, a exposição traz fotos de trabalhos feitos nos anos 1960 por veteranos: Ernest Pignon-Ernest, cuja primeira intervenção urbana, carregada de cunho político, deu-se em 1966; e Gérard Zlotykamien, que começou a espalhar seus bonecos com cara de desenho infantil pelas ruas de Paris em 1963.

Essas referências históricas aparecem ao lado de figuras cruciais da arte urbana nos anos 1980: Jef Aérosol, o especialista do estêncil responsável pelo gigantesco painel entitulado Chuuuut na Place Stravinsky, ao lado do Centre Pompidou de Paris; Blek Le Rat, que, no início da mesma década, decidiu espalhar seus ratos pela capital; e Jérome Mesnager, com seu "homem branco", que corre, pula, salta e apareceu até na Muralha da China. E assim a exposição enfileira grandes nomes da street art contemporânea – não só francesa. Listamos a seguir os principais.
Laugh Now, 2008, de Banksy, serigrafia

Banksy (1974 – Bristol) – O artista inglês cuja identidade permanece incógnita tem uma dezena de obras expostas e seu dia a dia revelado no filme Exit through the gift shop, (2010 – Paranoid Pictures Film), que é exibido durante toda a exposição.


Black Extension, 2009, de Invader, mosaico

Invader (1969 – França) – Para Invader, só há uma coisa em mente: colocar em prática seu plano de dominação mundial a partir de mosaicos inspirados em jogos de videogame. Em 1998, o artista chegou a espalhá-los no Museu do Louvre. Hoje, estima-se que são mais de 3 mil as "invasões" no mundo todo, sendo mais de mil delas só em Paris. A façanha, registrada em vídeo, também pode ser vista pelos visitantes.


Un remède à l'amour aimer encore, 2008, de Miss. Tic, tinta spray sobre metal

Miss. Tic (1956 – França) – Seus personagens, geralmente mulheres com ar sedutor, são facilmente reconhecidos pelos muros de Paris e estão em toda parte, mas especialmente no 11º e no 13º distritos. Geralmente, seus desenhos são acompanhados de frases e pensamentos, muitos deles relacionados ao universo feminino.


Nina, 2007, de C215, estêncil sobre placa de sinalização

C215 (Christian Guémy – 1973 – França) – A partir de fotos, o artista faz seus estênceis e dá vida aos personagens de seus grafites. É muito comum em seu trabalho a reprodução de crianças, prática iniciada após o nascimento de sua filha.


Ville Propre, 2011, de Dran, técnicas mistas sobre tela

Dran (1979 – França) – Com ilustrações que muitas vezes lembram livros infantis, suas obras trazem mensagens de profunda crítica à sociedade contemporânea, como é o caso deVille Propre ("cidade limpa"), em que um mendigo/morador de rua é apagado da cena urbana.


Rose Soldier, 2006, de Shepard Fairey, estêncil sobre colagem de papel

Shepard Fairey (1970 – EUA) – Fairey ficou conhecido pelo retrato que fez de Obama, estilizado e adornado com a palavra hope (que dá nome à obra). Suas ilustrações têm constantemente cunho político.


Nympheas, 2012, de Ludo

Ludo (1976 – França) – Por meio de suas criaturas híbridas, que misturam o mundo mineral ao vegetal, sempre associando as cores branca, verde e cinza, o artista questiona o espaço do homem no Universo.


Punition, 2011, de L'Atlas, acrílico e naquim sobre tela

L'Atlas (1978 – França) – Inspirado na caligrafia oriental, o artista constrói seus labirintos em preto e branco, mesclando pintura, carimbos e fita adesiva.


Sem título, 2010, de Rero, técnica mista sobre tela

Rero (1983 – França) – Mais afeito à arte da escrita do que à ilustração, Rero emprestou do mundo virtual a fonte Verdana para dar forma às suas mensagens.


Disposable Utopias Series 10, 2011, de Vhils, tinta acrílica sobre cartazes de rua

Vhils (Alexandre Farto – 1986 – Portugal) – O mais curioso de todos os trabalhos apresentados na exposição, por conta das diferentes técnicas e dos materiais empregados – martelo, entalhador, ácido e até material explosivo. Um universo que pode ser desvendado pelo visitante no vídeo Scratching the Surface Series #4 (2012 – produzido pelo l'Adresse Musée de La Poste), exibido na exposição.


Ben, 2012, de Swoon

Swoon (Caledonia Dance Curry – 1978 – EUA) – Papéis cortados, sobrepostos e colados dão forma a rostos de pessoas próximas da artista ou por ela vistos na rua, assim como imagens que traz consigo de suas viagens.

Au-Delà du Street Art
Local: L'Adresse Musée de la Poste
Endereço: 34 Boulevard de Vaugirard, Paris, França
Data: até 30 de março
Fonte: http://casavogue.globo.com/MostrasExpos/noticia/2013/03/au-dela-du-street-art-paris.html

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