SEJA BEM-VINDO!

A ARTE RENOVA O OLHAR!
Mostrando postagens com marcador Rubem Alves. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rubem Alves. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

"Só veem as belezas do mundo, aqueles que têm belezas dentro de si”



“Nós não vemos o que vemos, 
nós vemos o que somos. 
Só veem as belezas do mundo, 
aqueles que têm belezas dentro de si.”
( Rubem Alves)

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Feliz dia a todos os professores guerreiros deste país!


O EDUCADOR 
(Rubem Alves)
"O estudo da gramática não faz poetas.
O estudo da harmonia não faz compositores.
O estudo da psicologia não faz pessoas equilibradas.
O estudo das "ciências da educação" não faz educadores.
Educadores não podem ser produzidos. Educadores nascem.
O que se pode fazer é ajudá-los a nascer.
Para isso eu falo e escrevo:
para que eles tenham coragem de nascer.


Quero educar os educadores. 
E isso me dá grande prazer
porque não existe coisa mais importante que educar.
Pela educação o indivíduo se torna mais apto para viver:
aprende a pensar e a resolver os problemas práticos da vida.
Pela educação ele se torna mais sensível e mais rico interiormente,
o que faz dele uma pessoa mais bonita, mais feliz
e mais capaz de conviver com os outros."


Rubem Alves

Metáfora para o professor.


"Roland Barthes faz uso de uma linda metáfora poética para descrever o que ele desejava fazer, como professor: maternagem – continuar a fazer aquilo que a mãe faz. É isso mesmo: na escola, o professor deverá continuar o processo de leitura afectuosa. Ele lê: a criança ouve, extasiada! Seduzida, ela pedirá: Por favor, ensine-me! Eu quero poder entrar no livro por minha própria conta...

Toda a aprendizagem começa com um pedido. Se não houver o pedido, a aprendizagem não acontece. Há aquele velho ditado: É fácil levar a égua até ao meio do ribeirão. O difícil é convencer a égua a beber. Traduzido pela Adélia Prado: Não quero faca nem queijo. Quero é fome. Metáfora para o professor."

Rubem Alves

Feliz dia a todos os professores guerreiros deste país!

Imenso abraço, Aline Carla Rodrigues.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Rubem Alves, inspire-nos!








O EDUCADOR 
(Rubem Alves)
"O estudo da gramática não faz poetas.
O estudo da harmonia não faz compositores.
O estudo da psicologia não faz pessoas equilibradas.
O estudo das "ciências da educação" não faz educadores.
Educadores não podem ser produzidos. Educadores nascem.
O que se pode fazer é ajudá-los a nascer.
Para isso eu falo e escrevo:
para que eles tenham coragem de nascer.


Quero educar os educadores. 

E isso me dá grande prazer
porque não existe coisa mais importante que educar.
Pela educação o indivíduo se torna mais apto para viver:
aprende a pensar e a resolver os problemas práticos da vida.
Pela educação ele se torna mais sensível e mais rico interiormente,
o que faz dele uma pessoa mais bonita, mais feliz
e mais capaz de conviver com os outros."


Rubem Alves

quinta-feira, 4 de junho de 2015

"Somos assim: sonhamos com o voo mas tememos a altura."




“ Somos assim: sonhamos com o voo mas tememos a altura.
Para voar é preciso ter coragem para encontrar o terror do vazio.
Porque é só no vazio que o vôo acontece.
O vazio é o espaço da liberdade, a ausência de certezas.
Mas é isso que tememos...o não ter certezas.
Por isso trocamos o voo por gaiolas.
As gaiolas são lugares onde as certezas moram.”

★Rubens Alves.★

sábado, 30 de maio de 2015

Céus diferentes!


"Eu acho que há muitos céus, 
um céu para cada um.  
O meu céu não é igual ao seu. 
Porque céu é o lugar de reencontro com as coisas que a gente ama
 e o tempo nos roubou. 
No céu está guardado tudo aquilo 
que a memória amou..."
 (Rubem Alves)

domingo, 24 de maio de 2015

Ação docente consciente



O professor deve saber que ensinar é criar as possibilidades para construção do conhecimento, para isto, o diálogo entre educador e educando se faz necessário, estando o professor aberto aos questionamentos dos alunos e, devendo, também, respeitar seus conhecimentos e experiências anteriores. Com diz Rubem Alves: “Conhecimentos que não são nascidos do desejo são como uma maravilhosa cozinha na casa de um homem que sofre de anorexia. Homem sem fome: o fogão nunca será aceso. O banquete nunca será servido”.
O aluno, assim como professor, também é movido pela curiosidade, ela é a mola propulsora do aprendizado e do ensino do educando, da construção e produção de conhecimento. Desta forma, o educador deve despertar no educando a fome do desejo de saber, de conhecer. Proporcionando um diálogo entre o professor e o aluno, diálogo este que não deve ser tratado como apenas um vai e vem de perguntas e respostas.
O conhecimento é a forma de libertação do indivíduo e o educador precisa estar preparado para essa missão libertadora. “Como professor não me é possível ajudar o educando a superar sua ignorância se não supero permanentemente a minha.” (Pedagogia da autonomia, p. 95)

quarta-feira, 23 de julho de 2014

EM CADA IPÊ-AMARELO HÁ PALAVRAS DE AMOR E SABEDORIA

Rubem Alves - Obvious (2).jpg
Desde o momento em que soube que meu maior Mestre voou para o mais alto do céu, sinto um vazio imenso. No final da manhã do dia 19 de julho de 2014, morreu Rubem Alves - o grande nome da literatura brasileira -, em decorrência de falência múltipla de órgãos. Ao ser comunicada, imediatamente me lembrei do texto Quando o belo também é despedida – publicado em uma coluna da Revista Bons Fluídos, em fevereiro de 2009 – que me fez chorar muito só de pensar na possibilidade de sua partida.
“Hoje quero falar da tristeza. Não me perguntem por que, pois eu mesmo não sei. A tristeza não pede licença, não se explica. Vai chegando de mansinho e espalhando seu perfume de jasmim pelas coisas, até que todas ficam encantadas pela beleza que nela mora. Ficam belas-tristes as nuvens do céu, tristes-belos os bem-te-vis nos galhos das árvores, belos-tristes os objetos silenciosos do meu escritório, e até mesmo o café-da-manhã fica triste-belo... A tristeza é sempre bela, pois ela nada mais é que o sentimento que se tem ante uma beleza que se perdeu...”
As palavras intensamente leves e capazes de renovar a alma, aguçar a sabedoria e estimular a reflexão foram (e serão para sempre) alicerces para a minha jornada como educadora. A cada texto absorvido, a cada palestra encantada, a cada café filosófico saboreado, eu aprendi com ele que é possível sonhar com uma escola ideal e trabalhar para que ela exista.
E o lirismo? Rubem Alves tinha a sensibilidade de ver o Mundo através de uma folha; enxergar o Universo em uma gota d’água; viver o momento, aproveitando-o em sua plenitude. Um Homem inspirado pelas coisas simples da vida e que inspirou muitas pessoas; e que continuará inspirando com cada palavra deixada.
Rubem Alves - Obvious (1).jpg
Mineiro de Boa Esperança, nasceu em 15 de setembro de 1933 e, além de escritor, era mestre em teologia, doutor em filosofia, educador e psicanalista. Autor de mais de 160 títulos, distribuídos em 12 países, conquistou admiradores por seus pensamentos sobre a vida e a existência. Sempre atento às questões do ensino, foi referência no assunto. Em Campinas – onde morava – tinha um instituto para promover a inserção social por meio da educação. A paixão que tinha pelo conhecimento era uma marca de plena dedicação e sabedoria.
O Mestre dos Mestre é a minha referência como educadora e como escritora. Quando o li pela primeira vez, havia sorriso no meu rosto, lagrimas em minha face, sensação de paz e calmaria. Ele bordava o texto e o arrematava com elementos que fazem parte da minha vida:
“Amo os ipês, mas amo também caminhar sozinho. Muitas pessoas levam seus cães a passear. Eu levo meus olhos a passear. E como eles gostam! Encantam-se com tudo. Para eles o mundo é assombroso. Gosto também de banho de cachoeira (no verão…), da sensação do vento na cara, do barulho das folhas dos eucaliptos, do cheiro das magnólias, de música clássica, de canto gregoriano, do som metálico da viola, de poesia, de olhar as estrelas, de cachorro, das pinturas de Vermeer (o pintor do filme “Moça com Brinco de Pérola”), de Monet, de Dali, de Carl Larsson, do repicar de sinos, das catedrais góticas, de jardins, da comida mineira, de conversar à volta da lareira.Diz Alberto Caeiro que o mundo é para ser visto, e não para pensarmos nele. Nos poemas bíblicos da criação está relatado que Deus, ao fim de cada dia de trabalho, sorria ao contemplar o mundo que estava criando: tudo era muito bonito. Os olhos são a porta pela qual a beleza entra na alma.”
Suas palavras estão espalhadas e farão florescer muitos ipês-amarelos que darão a beleza necessária para a transformação do mundo e por uma educação de qualidade e de amor. Como era o seu grande desejo, e é o de seus seguidores.


© obvious: http://lounge.obviousmag.org/entrelinhas/2014/07/em-cada-ipe-amarelo-ha-palavras-de-amor-e-sabedoria.html#ixzz38GRlZXUF 

sábado, 29 de março de 2014

SOMOS!




"Somos as coisas que moram dentro de nós.
Por isto, há pessoas que são tão bonitas, não pela cara, mas pela exuberância do seu mundo interno."


Rubem Alves

quinta-feira, 20 de março de 2014

Sob o olhar de Carla Ferreira, existe linguagem maior que o amor?



"O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio.

 Sem dar conselhos. Sem que digam: 
"Se eu fosse você". 
A gente ama não é a pessoa que fala bonito.
 É a pessoa que escuta bonito. 



A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa.
 E é na não-escuta que ele termina. 
Não aprendi isso nos livros. 
Aprendi prestando atenção".

Rubem Alves

Obs.: Querida Carla Ferreira, senti-me emocionada com suas fotos, não resisti e coloquei um pequeno texto de Rubem Alves. 
Pois em minha singela opinião expressam o que norteia meu ser neste momento.
Muito obrigada por tudo!
Aline Carla Rodrigues.

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

A vida tem sua própria sabedoria.



"A vida tem sua própria sabedoria.
 Quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo a mata. 
Quem tenta ajudar o broto a sair da semente o destrói. 
Há certas coisas que têm que acontecer de dentro para fora." 
Rubem Alves

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Café com professores pela Regional Noroeste Fluminense! Uma linda maneira para começarmos todos os dias com flores!




Maravilhoso!
Com Zeluiz Barbosa, Aline Carla Rodrigues, Luciana Vicente, Vânia Monteiro, Márcia Crespo, Edilaine Ladeira, Fernanda De Paula de Paula, subsecretário Antônio Neto, Monique Tinoco e Marisa Costa e Patrícia.
Palestra com o subsecretário Antônio Neto.

Muito obrigada Luciana Vicente por todas as oportunidades que nos proporciona através de sua liderança!

Deixo este vídeo na lembrança de que "A arte sempre imita a vida"!
Imenso abraço a todos!
Aline Carla Rodrigues.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

RUBEM ALVES




O ódio segura, para que o outro não seja feliz.
O ódio gruda mais que amor.
Porque o amor deixa o outro voar...
_______Rubens Alves

sábado, 9 de março de 2013

Rubem Alves





" Eu quero desaprender para aprender de novo. 
Raspar as tintas com que me pintaram. 
Desencaixotar emoções, recuperar sentidos. "

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carnaval - Rubem Alves

O tempo perdido não pode ser recuperado. Sua beleza só pode ser vivida como ausência: a beleza dói... Magia é isto: invocar o que se foi,mas que continua a nos habitar. Ou será poesia?

( Frases e Pensamentos de Rubem Alves)

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

sexta-feira, 24 de junho de 2011

"Acontece, entretanto, que não existe coisa alguma que seja do tamanho do nosso amor."

A alma é uma coleção de belos quadros adornecidos, os seus rostos envolvidos pela sombra. Sua beleza é triste e nostálgica porque, sendo moradores da alma, sonhos, eles não existem do lado de fora. Vez por outra, entretanto, defrontamo-nos com um rosto (ou será apenas uma voz, ou uma maneira de olhar, ou um jeito da mão...) que, sem razões, faz a bela cena acordar. E somos possuídos pela certeza de que este rosto que os olhos contemplam é o mesmo que, no quadro, está escondido pela sombra. O corpo estremece. Está apaixonado.
Acontece, entretanto, que não existe coisa alguma que seja do tamanho do nosso amor. A nossa fome de beleza é grande demais.(...)Cedo ou tarde descobrirá que o rosto não é aquele. E a bela cena retornará à sua condição de sonho impossível da alma. E só restará a ela alimentar-se da nostalgia que rosto algum poderá satisfazer...

[Rubem Alves]

domingo, 15 de maio de 2011

A música

Ângelus Silésius, místico só escrevia poesia, disse o seguinte: “Temos dois olhos. Com um contemplamos as coisas do tempo, efêmeras, que desaparecem. Com o outro contemplamos as coisas da alma, eternas, que permanecem.” Eis aí um bom início para se compreender os mistérios do olhar! Para se entender os mistérios do ouvir eu escrevo uma variação: “Temos dois ouvidos. Com um escutamos os ruídos do tempo, passageiros, que desaparecem. Com o outro ouvimos a música da alma, eterna, que permanece.”
A alma nada sabe sobre a história, o encadeamento dos eventos no tempo que acontecem uma vez e nunca mais se repetem. Na história a vida está enterrada no “nunca mais”. A alma, ao contrário, é o lugar onde o que estava morto volta a viver. Os poemas não são seres da história. Se eles pertencessem à história, uma vez lidos nunca mais seriam lidos: ficariam guardados no limbo do “nunca mais”. Mas a alma não conhece o “nunca mais”. Ela toma o poema, escrito há muito tempo, no tempo da história… (escrito no tempo da história, sim, mas sem pertencer à história…), ela o lê e ele fica vivo de novo: apossa-se do seu corpo, faz amor com ele, provoca riso, choro, alegria… A gente quer que os poemas sejam lidos de novo, ainda que os saibamos de cor, tantas foram as vezes que os lemos! Como a estórias infantis, irmãs dos poemas! As crianças querem ouvi-las de novo, do mesmo jeito. Se o leitor tenta introduzir variações a criança logo protesta: “ Não é assim…” Nisso se encontra minha briga com os gramáticos que fazem os dicionários: eles mataram a palavra “estória”. Agora só existe a palavra “história”. Frequentemente os sabedores da anatomia das palavras ignoram a alma das palavras. Guimarães Rosa inicia o Tutameia com essa afirmação: “A estória não quer ser história. A estória, em rigor, deve ser contra a História.” Um revisor responsável ao se defrontar com esse texto, tendo nas mãos a autoridade do dicionário, se apressaria a corrigir: “A história não quer ser história. A história, em rigor, dever ser contra a História”. Puro “non-sense”… Mas aconteceu com um texto meu que, pela combinação da diligência do revisor com a minha preguiça ( não reli suas correções), ficou arruinado…
Escrevi essas palavras à guisa de uma explicação a posteriori para uma cena da minha vida acontecida há muitos anos que vi de novo com meu segundo olho há poucos minutos. Também a ouvi com meu segundo ouvido porque nela havia música. Veio-me no seu frescor original. Não havia tempo algum entre o seu acontecer no passado e o seu acontecimento, há pouco. As mesmas emoções. Não. Corrijo-me. A sua beleza estava mais bela ainda, perfumada pela saudade. Entendo melhor o que escreveu Octávio Paz: “Parece que nos recordamos e quereríamos voltar para lá, para esse lugar onde as coisas são sempre assim, banhadas por uma luz antiquíssima e ao mesmo tempo acabada de nascer. Um sopro nos golpeia a fronte. Estamos encantados. Adivinhamos que somos de outro mundo. É a ‘vida anterior’que retorna…” Sim, algo da minha vida anterior retornou como um sopro a me golpear a fronte…
A cena é assim ( quase escrevi “foi assim”. Corrigi-me a tempo. As cenas da alma não têm passado. Elas acontecem sempre no presente ). Eu e o meu filho de três anos estamos na sala de estar da nossa casa. Só nós dois. Havíamos terminado de jantar. No sofá, sua cabeça está deitada no meu colo. É a hora de contar estórias, antes de dormir. Aí ele me diz: “Papai, põe o disco do violão…” Levanto-me e pego o disco. Tomando toda a capa, a figura de um violino. Mozart. Ponho a peça que ele mais ama: “Uma pequena serenata”. É impossível não amar a pequena serenata… Quem poderia resistir à tentação de voar que ela produz? Pode ser que o corpo não voe. Mas a alma voa. Ouvir a “Pequena Serenata” é uma felicidade… ( Note que a “Pequena Serenata” é inútil. Não serve para nada. Ela é uma criatura da “caixa dos brinquedos”, lugar da alegria…)
Quando eu me esforçava por exercer a arte da psicanálise ouvi de uma paciente: “Estou angustiada. Não tenho tempo para educar minha filha.” Psicanalista heterodoxo que eu era, não fiz o que meu ofício dizia que eu deveria fazer. Não me meti a analisar seus sentimentos de culpa. Apenas disse: “Eu nunca eduquei meus filhos…” Ela ficou perplexa. Desentendeu. Expliquei então: “Eu nunca eduquei meus filhos. Só vivi com eles…” Ali, naquela noite, não me passava pela cabeça que estivesse educando meu filho. Eu só estava partilhando com ele um momento de beleza e felicidade. E se a Adélia Prado está certa, se “aquilo que a memória amou fica eterno”, sei que aquela cena está eternamente na alma do meu filho, muito embora ele tenha crescido e já esteja com cabelos brancos. Parte da alma dele é a “Pequena Serenata”, o disco do violão… E por isso, por causa da “Pequena Serenata”, ele ficou mais bonito…
Rubem Alves

sexta-feira, 13 de maio de 2011

MOSAICOS

Mosaico criado por Lupi - Brasil

Mosaico na Basílica de San Vitale (Ravenna) Itália
Mosaicos são obras de arte. São feitos com cacos. Os cacos, em si, nada significam. Não têm beleza alguma. São peças de um quebra-cabeças. É preciso que um artista junte os cacos segundo o seu desejo. As Escrituras Sagradas são um livro cheio de cacos: poemas, estórias, mitos, pitadas de sabedoria, relatos de acontecimentos. Quem lê junta os cacos segundo manda o seu coração. Os mosaicos podem ser bonitos ou feios. Tudo depende do coração do artista. Como disse Jesus, o homem bom tira coisas boas do seu bom tesouro; o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro. Coração mau faz mosaico feio, coração bom faz mosaico bonito. Como sugeriu Bachelard, quem tem muitas vinganças a realizar faz mosaicos de infernos. Estou juntando os cacos de que mais gosto para fazer o meu mosaico. Há muitos outros mosaicos possíveis, diferente do meu. Cada religião é um mosaico, um jeito de ajuntar os cacos. Um dos meus cacos preferidos é esse poema do profeta Habacuque, um poema de esperança...
“Embora a seca seque fontes e rios
E os campos fiquem esturricados,
E o gado morra de sede e fome,
E as queimadas devorem os pastos
E os machados transformem florestas verdes em desertos áridos,
E os palácios estejam cheios de corruptos –
A despeito disso minha alegria continuará a florir
E farei poemas diante do Impossível.” (Habacuque 3:17-18. Paráfrase).
Rubem Alves

LinkWithin

.post-body img{ -webkit-transition: all 1s ease; -moz-transition: all 1s ease; -o-transition: all 1s ease; } .post-body img:hover { -o-transition: all 0.6s; -moz-transition: all 0.6s; -webkit-transition: all 0.6s; -moz-transform: scale(1.4); -o-transform: scale(1.4); -webkit-transform: scale(1.4); }