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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Raysa Esteves, aluna do 3º ano do C.E.Chequer Jorge, publica mais uma de suas redações. Confiram!





No berço da desigualdade alimenta-se o crime.


         A criminalidade no Brasil vem alcançando níveis tão alarmantes que, infelizmente, atinge à todos das mais diversas maneiras e proporções. Se os investimentos bilionários em segurança pública e construção de novos presídios não têm dado certo, não seria devido à uma perspectiva errada do problema?
A resposta é sim. O Brasil gasta por ano em segurança o equivalente à 56 vezes o previsto para o programa fome zero é 5 vezes o orçamento do Ministério da Educação, numa empreitada sem o devido retorno. Todos os anos deixa-se de lado o desenvolvimento de áreas como saúde e educação para tentar deter algo que é alimentado por este mau investimento.

       A boa notícia é que graças a estas falhas está mais fortalecida a iniciativa de "cortar o mal pela raiz". Sabemos que a criminalidade provém, em grande parte, da evasão escolar e enorme desigualdade social no Brasil, por isso vêm sendo criados mais e mais projetos que visam trazer as crianças para a escola e as estimulem a estudar, programas que as tirem da rua em período semi-integral, em geral envolvendo música e outras formas de arte, as deixando assim, o mais longe possível dos maus exemplos e as dando uma chance além da vida do crime.

     Uma resposta à curto prazo seria sim a construção de novos e mais seguros presídios, mas uma mudança no curso do investimento é crucial e mais que necessária. Vamos educar e alimentar nossas crianças, mostrar o valor de uma profissão digna através da exemplificação nas mídias, para que no amanhã não nos preocupemos sempre ao sairmos de casa.

Raysa Esteves
(Aluna do Ensino Médio, 3º ano do Colégio Estadual Chequer Jorge)

Obs.: Desenho digital feito pelo aluno Erik do 7º ano do Colégio Estadual Chequer Jorge.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Maioridade por Raysa & Esteves do Colégio Estadual Chequer Jorge, 3º ano do Ensino Médio.

MAIORIDADE




Grande questão hoje em dia no Brasil é a diminuição ou não da maioridade penal brasileira, afinal, um jovem de 15, 16, 17 anos não sabe realmente o que faz? Achar isso é chamar a nos mesmos de incapazes no processo de educação e conscientização, social e culturalmente, e ignorar a capacidade mental de nossos jovens quanto à seus atos. 

É assustador pensar que hoje alguém pode votar e decidir o futuro do país, mas não pode ser preso, dependendo de sua idade, e se for maior de idade, mesmo cometendo assassinato, o máximo que a pena chegará é a 30 anos, com direito a condicional se houver bom comportamento em um prazo de 10 anos. Não será apenas uma questão de mudança nas leis que fará os jovens temer cometer crimes, não será apenas diminuindo a maioridade que conseguiremos diminuir essa mancha que acompanha o nome de brasileiro chamado “jeitinho”. 

Se formos analisar intrinsecamente esse titulo, veremos que possui até mesmo uma base histórica: o país foi descoberto por acaso, colonizado de última hora, para não perder território, sua independência foi comprada, arranjada, não conquistada por lutas como os países desenvolvidos, a família real mesmo, veio parar aqui fugindo da guerra. 

Nossos grandes problemas só poderão ser resolvidos com uma mudança de dentro pra fora. Desde dentro da cabeça das pessoas, da mentalidade, da cultura, até passar isso para fora, com imagem do país, como um país sério, compromissado, não um país que exalta o malandro e prega o uso de um “jeitinho” para tudo. Isso pode ser resolvido com um compromisso com a educação, só assim diminuiremos não só os menores criminosos, como os adultos também.


Raysa & Esteves.

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