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sexta-feira, 6 de outubro de 2017
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Metade
Metade
Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio
que a morte de tudo em que acredito não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe seja linda ainda que tristeza que
a mulher que amo seja pra sempre amada mesmo que distante
porque metade de mim é partida mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece e nem
repetidas com fervor apenas respeitadas como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos, porque metade de mim é
o que ouço mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na
paz que eu mereço e que essa tensão que me corrói por dentro
seja um dia recompensada, porque metade de mim é o que penso
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste que o convívio comigo mesmo se
torne ao menos suportável que o espelho reflita em meu rosto num
doce sorriso que eu me lembro ter dado na infância
porque metade de mim é a lembrança do que fui
a outra metade não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
pra me fazer aquietar o espírito e que o teu silêncio me fale
cada vez mais porque metade de mim é abrigo
mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta mesmo que ela não saiba
e que ninguém a tente complicar porque é preciso simplicidade
pra fazê-la florescer porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
porque metade de mim é amor
e a outra metade também.
( Música: Metade - Osvaldo Montenegro)
Foto de Domingos Souza.
Marcadores:
metade,
música,
Oswaldo Montenegro
terça-feira, 22 de maio de 2012
JÁ TEMOS O NOVO CAMPEÃO DO DESAFIO TRIBARTE LXVI, E O NOME DELE É LÉO.
Parabéns Léo! Você acertou!
Quem fez a obra foi Édouard Léon Cortès – o poeta parisiense da pintura.
Édouard Leon Cortès nasceu dia 26 de Abril de 1882 em Lagny-sur-Marne, França e morreu dia 28 de Novembro de 1969 em Lagny, França. Pós-impressionista, era chamado de “o poeta parisiense da pintura”, tamanha sua destreza em aludir paisagens urbanas de Paris. As pinturas de Édouard estão entre as mais famosas e expressivas referências da capital francesa de todos os tempos. Para ele, importava capturar as ruas, as cores, o espírito parisiense. Era a Paris de todos os dias, de seus olhos. Usava infinitas variações para identificar os tons e cores das mudanças de estação e do clima. Seu trabalho nunca teve um estilo sofisticado.
Cortès deu-nos a sua Paris, viva e poética, em uma paleta colorida e apaixonada.
Arc de Triomphe
Boulevard Bonne Nouvelle, Porte St. Denis
Boulevard de La Madeleine
Bouquinistes Notre Dame
Flower Seller at la Madeleine
Place du Teatre Montmartre
Porte St Martin
Porte St Martin, Le Soir
Rainy Day, The Madeleine, Paris
Rue Royale Concorde
Edouard Cortès, juntamente com outros artistas como Eugene Galien-Laloue (1854-1941), Luigi Loir (1845-1916) e Jean Beraud (1849-1936), corresponderam ao chamado do mercado de arte. Especializando-se em cenas de rua de Paris, cada um desses artistas retrataram a cidade durante o seu apogeu, e continuaram a pintá-las por muitos anos durante o século XX. .
Valeu Léo!
Beijos e até a próxima!
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