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sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Para ler à beira-mar


A convite da prefeitura, Matali Crasset cria quiosques de praia na França

Senti uma saudade instantânea do verão quando vi essa proposta da Matali Crasset para o balneário de La Romaniquette, no litoral da França. Praia, por si só, já é um programa delícia. Se for acompanhada de um bom livro, ainda melhor. Pois foi esse o pensamento da prefeitura de Istres, que chamou a designer francesa para criar uma biblioteca pública em plena areia.
Em vez de colocar uma estante e pronto, Crasset resolveu projetar um quiosque que incorporasse tendas onde as pessoas podem se refestelar enquanto curtem os livros. Belo convite à leitura, não?



Super coloridas e vibrantes, como o próprio espírito da praia, as cores ajudam a chamar atenção para o novo conjunto. A forma, por outro lado, é pautada pela simplicidade – assim como os materiais: lona e estrutura metálica –, mas com apelo claramente contemporâneo, no melhor estilo Matali de ser.



A curadoria do acervo, composto por 350 livros, ficou a cargo da biblioteca pública da cidade – mas  Matali deu sua contribuição, sugerindo livros que foram importantes em sua formação. Pelo jeito, a designer mais do que comprou a ideia, não? Uma bibliotecária fica à disposição: os visitantes podem lhe contar seus interesses e ela, então, sugere as leituras com mais chance de agradar. A estrutura deverá funcionar em todos os verões. E aí, prefeitos do nosso Brasil, que tal se inspirar nessa ideia?








Fonte: http://casavogue.globo.com/Colunas/Design-Do-Bom/noticia/2013/08/matali-crasset-biblioteca-na-praia.html

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A paisagem dos impressionistas. In: L’Impressionisme et le paysage français.


BRETTEL, Richard; SCHAEFER, Scott. A paisagem dos impressionistas. In: L’Impressionisme et le paysage français. Paris: Reunion des Musées Nationaux, 1985. p. 1520.
Não há dúvida de que as paisagens impressionistas são as obras de arte mais conhecidas e apreciadas que foram produzidas. Pessoas de todos os cantos do mundo conhecem as obras de Monet, Sisley , Pissarro e Renoir. A multidão de visitantes que vai aos museus consagradosa Monet e outros impressionistas é estupeficante. O mundo sabe mais da França através da visão dos impressionistas do que conhece da França mesma.  
Como um bom número de grandes obras de arte, elas parecem ser mais simples do que realmente são. Quanto mais se leem os numerosos escritos inspirados pela França, mais aparece que os quadros impressionistas foram uma componente capital da cultura francesa e não um fenômeno isolado unicamente estético. O assunto é de tal amplitude que inúmeros livros, brochuras, artigos, exposições e manifestações efêmeras lhe foram consagrados e por muitas vezes se pergunta se há mais alguma coisa a ser dita.
Os pintores, assim como os observadores da natureza, são atraídos por certas formas e não por outras. Alguns ficam emocionados descobrindo por acaso o alinhamento de uma árvore com o ângulo de uma casa vista de um ponto particular de um caminho no campo. Outros procuram intensamente formas significativas na natureza; fazendo dessas formas motivo de suas paisagens, eles submetem a natureza à sua vontade. Os impressionistas seguiram essas duas vias. Ainda que um bom número de seus quadros pareça ser resultado de uma simples transcrição, não é o caso. O estudo das paisagens de Pissarro e de Monet mostrou que cada artista modificou a natureza para adaptála às suas próprias exigências. 
Os impressionistas modificaram a forma, a proporção e o caráter da vegetação e da topografia para dar variedade a suas paisagens, para aumentar ou diminuir a importância de certos edifícios, de certas figuras ou mesmo de outras vegetações. Embora não tenham se afastado de suas residências de Normandia ou da Ile de France, eles pintaram paisagens de uma estupeficante diversidade de estados de espírito e de significações.
A maior parte dos escritos sobre os impressionistas sublinhou a modernidade de suas paisagens. Esse caráter de suas obras era bem real. Contudo, a estrutura temporal das paisagens impressionistas era mais complexa, sob o ponto de vista geográfico e humano.

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