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terça-feira, 28 de abril de 2015

Mestrado em Artes ajuda professores a trocar experiências sobre aulas


Professora de artes no município mineiro de Araguari, Laíza Coelho tem o teatro como tema de suas aulas, ministradas uma vez por semana a alunos do nono ano do ensino fundamental e dos dois primeiros do ensino médio. Com licenciatura em teatro, Laíza cursa o Mestrado Profissional em Artes, com área de concentração em ensino de artes.

“O curso tem superado minhas expectativas”, diz. “Dividir experiências com professores de todo o país e, juntos, buscarmos novas soluções para problemas que parecem ser comuns a todos é uma experiência muita rica”, avalia. Segundo Laíza, que leciona nas escolas estaduais Professora Katy Belém e Professor Antônio Marques, o mestrado é também um espaço de criação e produção artística e permite enxergar o ensino de artes além da sala de aula, abrangendo a formação pessoal e mais humanizada tanto do aluno quanto do professor. “Isso faz valer a pena”, enfatiza.

O programa, coordenado pela Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), é oferecido em 11 instituições de educação superior, com aulas presenciais e a distância. As aulas de Laíza são oferecidas no polo da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

A Universidade de Brasília (UnB) também está credenciada a oferecer o mestrado profissional em artes. Um dos participantes é Hugo Nicolau Vieira de Freitas, que leciona teatro a alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental na Escola-Parque 313–314 Sul, em Brasília.

Para Hugo, o mestrado representa a oportunidade de crescimento profissional. “É uma forma muito direta de tentarmos mudar a realidade da educação pública brasileira por meio da formação de qualidade dos docentes”, ressalta. “É também possibilidade de formação continuada e de contato com a pesquisa.”

Com licenciatura em artes cênicas e em pedagogia e experiência de oito anos no magistério, Hugo considera proveitosa a participação no curso de mestrado. “O Mestrado Profissional em Artes possibilita a reflexão das nossas práticas como docentes”, diz. “Ao trazer uma abordagem voltada para aprendizagem significativa, o mestrado proporciona nova dinâmica na formação continuada do professor e também na formação que esse professor passa a oferecer aos alunos.”

No curso, Hugo tem como objeto de pesquisa o ensino de teatro partindo da leitura do espaço. “Saímos do ensino tradicional do teatro, que em geral tem início na parte corporal, e passamos a construir um ensino partindo do olhar, da observação, da leitura que fazemos dos lugares que ocupamos no mundo, refletindo nossa relação com esses espaços”, salienta.

Dissertação — O tema da dissertação de Laíza Coelho está ligado à possibilidade de vivenciar um processo de criação teatral com os alunos no contexto de uma disciplina inserida em uma grade curricular. “Além disso, a pesquisa trabalha com a viabilidade de um olhar de apaziguamento e mediação trazido pela arte em um espaço de notória violência, como tem se revelado ser o espaço escolar”, salienta.

De acordo com o coordenador nacional do Mestrado Profissional em Artes, professor André Carreira, da Udesc, o curso teve início em agosto de 2014, com 177 alunos matriculados. O programa funciona nos estados da Bahia, Ceará, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo e no Distrito Federal.

“Essa é uma oportunidade ímpar porque tem como eixo a própria atividade do professor na escola, na sala de aula, com os alunos. É ali que será realizada a pesquisa de mestrado”, ressalta Carreira. “O professor pode ter acesso a novos conceitos e a toda uma produção intelectual renovadora no que se refere à reflexão sobre as artes da escola.”

Ao mesmo tempo, segundo Carreira, o projeto pretende produzir mais interação entre a universidade e as escolas onde trabalham os mestrandos. “Isso tem como objetivo estimular a reflexão sobre as práticas de ensino e valorizar e multiplicar as práticas artísticas nas escolas.”

Fátima Schenini

Saiba mais no Jornal do Professor

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

As colagens do cientista das artes, fantástico, veja!


Artista disseca pinturas e cria obras complexas

Dutch Specimen MT1639, 2013

Dissecar, desconstruir, entender e recriar. Esses são os passos que o artista Michael Mapes segue quando produz uma de suas colagens mega elaboradas. Na verdade, o método é uma grande metáfora visual do que é feito em estudos científicos. Enquanto cientistas dividem animais ou plantas em pequenas partes para entender o funcionamento de cada organela, o artista faz o mesmo com outro objeto de estudo: pinturas de mestres europeus, tais como Rembrandt e Nicolaes Eliasz Pickenoy.

No processo de criação, o americano divide diversas imagens de uma determinada pintura em pequenos pedaços. Assim, várias mãos, olhos, joias e outros detalhes são separados do todo para que possam ser “estudados”. Para aumentar ainda mais a complexidade, ele chega a isolar até os materiais usados na obra original: amostras de tinta, resina, fios de algodão, entre outros. Separar cada detalhe é desconstruí-lo no sentido literal e figurado, defende o artista.
Dutch Specimen MT1639, 2013

O próximo passo é remontar a pintura, pensando em como as partes poderiam servir para inspirar e criar novos significados. No processo pseudocientífico de reconstrução, o artista se apropria, para organizar a colagem, de uma infinidade de pequenos objetos e frascos do mundo dos estudos entomológicos, biológicos e forenses. Estão presentes pinos de prender insetos, cápsulas de gelatina, frascos de vidro e tubos de ensaio. Assim, todos os elementos que supostamente serviriam para organizar e facilitar a análise, acabam emprestando à obra uma deliciosa complexidade.

Três das obras de Mapes serão expostas na mostra Face to Face, que acontece em março no Yellowstone Art Museum, em Billings, nos EUA.
Dutch Female Specimen: J (detalhe)


Case no. 1627; Female-Dutch, 2013


Case no. 1627; Female-Dutch (detalhe)


Dutch Female Specimen: J, 2013


Dutch Specimen MT1639 (detalhe)


Dutch Female Specimen: J (detalhe)


Dutch Specimen MT2, 2013


Dutch Specimen MT2, 2013 (detalhe)


Dutch Specimen MT2, 2013 (detalhe)


Dutch Specimen MT2, 2013 (detalhe)


Dutch Specimen MT1639 (detalhe)


Case no. 1627; Female-Dutch (detalhe)

Fonte: Casa Vogue

terça-feira, 11 de junho de 2013

Use sua criatividade com arte no dia dos namorados, aproveite!




Está chegando o dia dos namorados.
Nesta matéria, faço sugestões de algumas artes que podem ser elaboradas para celebrar este dia tão romântico.




Caixa forrada com papel, rendas e fitas.






Bonequinhos representando você e seu amor

                                               Um mimo artístico e super personalizado

Cupcakes e docinhos cheios de amor e delícia


Saquinhos das guloseimas: um ótimo presente para quem adora doces; mas se a pessoa estiver de dieta, é só colocar coisinha lights dentro.

Fonte: Cordelando Artes.

domingo, 20 de novembro de 2011

ARTES

"Qual a função da disciplina Artes na escola? Por que ou para que devemos estudar arte? Porque cai no vestibular?Em casos em que o vestibular não seja específico, não cai. No entanto, o ENEM tem incluído questões que abrangem essa área. Mas não é só por isso que devemos estudar. A arte está presente diariamente na vida de todos nós e isso já é um bom motivo. Estudá-la torna-se muito mais interessante a medida que vamos compreendendo o seu sentido e a sua relação com outras áreas, como História, Literatura e Filosofia. Quem estuda arte tem que saber História, Geografia, Literatura, Psicologia, Sociologia, Biologia (para compreender mecanismos de percepção, por exemplo), Química (para compreender as reações entre diferentes materiais, como tipos de pigmentos), Física (para entender de que maneira as ondas sonoras se propagam no ar, por exemplo). Portanto, arte é um conhecimento bastante abrangente. Muito mais que uma importante fonte de conhecimento nessas diversas áreas. Infelizmente, durante muito tempo foi tratada como uma disciplina recreativa, direcionada a reprodução de trabalhos manuais.

Quase que totalmente ignorada, a música talvez seja a manifestação artística mais próxima da maior parte das pessoas. Estudá-la, além de ser uma forma de aumentar um conhecimento específico, pode ajudar a compreender uma sociedade, bem como seus valores e costumes, apenas para citar um exemplo. A experiência que vivenciamos quando escutamos uma música da qual gostamos talvez seja algo indescritível, não é verdade? Como explicar aquela sensação de prazer, de satisfação, de que aquela música foi feita para você... Esse tipo de experiência é o que realmente importa em arte. E é isso que a faz uma área única. Essa sensação prazerosa que sentimos ao ouvir uma música, ao contemplar uma obra ou assistir uma apresentação de dança é chamada de experiência estética.

A experiência estética é algo de outra ordem, não pragmática, isto é, não tem uma utilidade. Assim como temos os prazeres carnais, a experiência estética é uma espécie de prazer da alma. Para estudar arte é preciso dar-se a chance de abandonar atitudes pragmáticas, como se perguntar: para que serve isso? A arte opera em outros âmbitos, não só nos da lógica.

O filósofo Gaston Bachelard (1884-1962), formado em Físico-Química (e isso o habilita como alguém que se formou dentro de paradigmas científicos), ao tratar da imagem poética (a qual pode referir-se às artes visuais, à música, ao teatro, ao cinema...), sugere que é preciso rompermos com uma atitude científica, racionalista, ao nos depararmos com a imaginação poética: é necessário abandonarmos “hábitos intelectuais”. A imagem poética é singular, única, presente; “não tem necessidade de um saber”. Bachelard considera a imagem poética como algo transmitido “de uma alma para outra” e comenta que, ao lermos um poema que nos agrada, nos identificamos com ele, admiramo-lo, e o poema “nos diz respeito”. Ele ainda afirma que devemos nos entregar à imagem poética sem reservas.

A arte transforma nossa maneira de ver o mundo. Para isso, é preciso nos darmos a chance de nos entregarmos à imagem poética, à beleza da arte e às revelações profundas que esta pode nos dar sobre a humanidade e a experiência de viver.

Assim, ao estudar arte, devemos aproveitar o que ela pode oferecer em termos de conhecimento (sua utilidade imediata) mas, mais do que isso, devemos nos entregar à imagem poética, ouvir a voz do poeta, do artista, de alma para alma"...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Resoluções das questões 4, 5 e 6 de Artes para vestibulares e ENEM.

4 - D - Mesmo sem explorar com maior riqueza de detalhes os elementos da obra de Debret, não sinaliza nenhum tipo de problema maior. Se melhor elaborada fosse, a resposta poderia salientar o caráter lúdico que a manifestação trabalhada tem em si. Além disso, poderia fornecer mais informações relacionando a situação dos escravos no século XIX com sua presença nesse tipo de evento na sociedade da época.

5 - A

6 - D

                         Só o conhecimento gera poder!

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