Da leveza, alegria, informalidade e busca pela maior liberdade de criação do artista, surgiu a arte "naif". Tida como primitiva, ela ganhou espaço no mundo todo e é claro que o Brasil não poderia ficar de fora. Neste artigo você entenderá melhor o que é arte naif e terá acesso a uma entrevista com o artista Ernane Cortat, um dos maiores nomes desta modalidade artística no cenário nacional e internacional.
Espontânea, autêntica e até ingênua. Assim começa a (quase) definição da arte naif, uma categoria artística que foge da classificação de “escola” e que preza pela liberdade de expressão do artista: é a partir da arte naif que ele poderá fazer as suas obras de modo instintivo e, assim, expandir o seu universo particular.
Também chamada de arte primitiva, a naif é uma forma de expressão que não procura se encaixar nos moldes acadêmicos, tendências modernistas ou mesmo no famoso – e batido – conceito de arte popular. Ela é muito próxima da arte infantil, daquela que não exige uma técnica propriamente dita mas, mesmo assim, não parece coisa de criança!
Complexa de definir, mas facilmente feita pelos artistas, a arte naif traz uma alegria aos olhos de quem a vê. A paleta de cores utilizada é vasta (além de ser uma categoria marcante) e nas obras, a composição plana e bidimensional retrata a simplicidade figurativa da arte naif. Nela não existe uma perspectiva geométrica… Na verdade, a simples composição das cores e imagens simétricas já cumprem o seu papel de fazer arte!
A arte naif começou a surgir pelas obras de Henri Rousseau. Sem nenhuma formação técnica na arte, durante a sua primeira exposição, Henri foi extremamente criticado pelos críticos de arte da época por não seguir nenhuma composição certa e/ou perspectiva de desenho… As cores também eram motivo de polêmica: onde já se viu um artista ignorar as regras e “jogar” as cores de modo arbitrário?