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terça-feira, 4 de setembro de 2018

Sua mente é analítica ou intuitiva?


Você já se questionou se as suas decisões são tomadas com base em análises intelectuais ou mais por meio da intuição?

Cotidianamente, utilizamos tanto a razão quanto as formas inconscientes e intuitivas para as tomadas de decisão em nossa vida. Não raro, contudo, agimos de modo desequilibrando pendendo, ora para a intuição, ora para a análise intelectual.

O teste de hoje pode lhe dizer o que é mais forte em você: a análise ou a intuição.


Se você viu primeiro o rosto de uma garota é uma pessoa mais conectada com o seu íntimo, suas emoções, intuições, até premonições, que propriamente com o seu intelecto.

Você busca as respostas não apenas naquilo que você vê, mas naquilo que você sente enquanto observa. E embora muitos não o compreendam, não raro você decide com sabedoria, demonstrando seu alto poder intuitivo.

Caso tenha visto primeiro o vaso de flores é racional e metódico, e necessita aferir todos os infinitos fatores antes de tomar uma decisão. Isso pode trazer procrastinação e insegurança, uma vez que você sempre analista poderá ainda não estar totalmente preparado para decidir.
Contudo, geralmente, ao decidir, equivoca-se quanto ao melhor caminho.


Você viu primeiro a maçã?
Então consegue manter um perfeito equilíbrio entre intuição e razão, valendo-se de todas as possibilidades psíquicas quando vai tomar uma importante decisão. As pessoas o veem como alguém dinâmico e sensato, sempre apto para as as melhores “sacadas” onde quer que você esteja.

Fonte: revista Pazes.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

BRINQUEDOS INCENDIADOS


BRINQUEDOS INCENDIADOS
Cecília Meireles
Uma noite houve um incêndio num bazar. E no fogo total desapareceram consumidos os seus brinquedos. Nós, crianças, conhecíamos aqueles brinquedos um por um, de tanto mirá-los nos mostruários – uns, pendentes de longos barbantes; outros, apenas entrevistos em suas caixas.
Ah! Maravilhosas bonecas louras, de chapéus de seda! Pianos cujos sons cheiravam a metal e verniz! Carneirinhos lanudos, de guizo ao pescoço! Piões zumbidores! – e uns bondes com algumas letras escritas ao contrário, coisa que muito nos seduzia – filhotes que éramos, então, de M. Jordain, fazendo a nossa poesia concreta antes do tempo.
Às vezes, num aniversário, ou pelo Natal, conseguíamos receber de presente alguns bonequinhos de celuloide, modestos cavalinhos de lata, bolas de gude, barquinhos sem possibilidade de navegação... – pois aquelas admiráveis bonecas de seda e filó, aqueles batalhões completos de soldados de chumbo, aquelas casas de madeira com portas e janelas, isso não chegávamos a imaginar sequer para onde iria. Amávamos os brinquedos sem esperança nem inveja, sabendo que jamais chegariam às nossas mãos, possuindo-os apenas em sonho, como se para isso, apenas, tivessem sido feitos.
Assim, o bando que passava, de casa para a escola e da escola para casa, parava longo tempo a contemplar aqueles brinquedos e lia aqueles nítidos preços, com seus cifrões e zeros, sem muita noção do valor – porque nós, crianças, de bolsos vazios, como namorados antigos, éramos só renúncia e amor. Bastava-nos levar na memória aquelas imagens e deixar cravadas nelas, como setas, os nossos olhos.
Ora, uma noite, correu a notícia de que o bazar incendiara. E foi uma espécie de festa fantástica. O fogo ia muito alto, o céu ficava todo rubro, voavam chispas e labaredas pelo bairro todo. As crianças queriam ver o incêndio de perto, não se contentavam com portas e janelas, fugiam para a rua, onde brilhavam bombeiros entre jorros d’água. A elas não interessavam nada peças de pano, cetins, cretones, cobertores, que os adultos lamentavam. Sofriam pelos cavalinhos e bonecas, os trens e palhaços, fechados, sufocados em suas grandes caixas.
Brinquedos que jamais teriam possuído, sonhos apenas da infância, amor platônico.  O incêndio, porém, levou tudo. O bazar ficou sendo um fumoso galpão de cinzas.
Felizmente, ninguém tinha morrido – diziam em redor. Como não tinha morrido ninguém?, pensavam as crianças. Tinha morrido o mundo e, dentro dele, os olhos amorosos das crianças, ali deixados.
E começávamos a pressentir que viriam outros incêndios. Em outras idades. De outros brinquedos. Até que um dia também desaparecêssemos sem socorro, nós brinquedos que somos, talvez de anjos distantes!
(MEIRELES, Cecília. Escolha o seu sonho. 25ª Ed., Rio de Janeiro: Record, 1996)

Pensamento do dia: havendo-se fortificado, exaltou-se o seu coração para a sua ruína.


"Mas, havendo-se já fortificado, exaltou-se o seu coração até se corromper; e transgrediu contra o Senhor seu Deus..."

2 Crônicas 26:16

Não há cidadania sem memória

..."Não há cidadania sem memória. 
E não há memória sem arte...
A arte é o espelho da pátria. 
O país que não preserva os seus valores culturais jamais verá a imagem de sua própria alma." 
Chopin

"Condene-me pelo excesso"


"Condene-me pelo excesso. 
Mas não me julgue pela omissão."

"A omissão de quem pode e não auxilia o povo..."


"A omissão de quem pode e não auxilia o povo,
 é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira."

"A OMISSÃO TEM PREÇO" - DESTRUIÇÃO DO MUSEU NACIONAL


O que dizer de uma tragédia antecipada?
Que a omissão tem preço, pois não há como recuperar fósseis e registros pré-históricos de seres vivos que já habitaram a Terra.
Até quando nossas "Luzias" morrerão para que a burocracia venha sobrepujar a memória da História deste país?
O CONHECIMENTO NÃO PODE SER MOEDA DE TROCA.
#ATÉ QUANDO?
QUE AS NOSSAS LÁGRIMAS NÃO SEJAM EM VÃO.
Aline Carla Rodrigues.

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