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A ARTE RENOVA O OLHAR!

terça-feira, 2 de abril de 2013

SP-Arte chega à sua nona edição, via Casa Vogue


Evento reúne 122 galerias de 16 países.

Untitled, Cecile Brown, 2012

Começa dia 4 de abril, no prédio da Bienal, em São Paulo, a nona edição da feira internacional SP-Arte. Até o dia 7 do mesmo mês conceituadas galerias estrangeiras e brasileiras ocupam os três andares, 17 mil m², do pavilhão. Neste ano a feira bate recorde de participantes, com um total de 122 galerias, de 16 países, das quais 81 são nacionais e 41 estrangeiras.

Entre as brasileiras estão a DAN, Fortes Vilaça, A Gentil Carioca, Luisa Strina, Luciana Brito, Mendes Wood, Millan, Nara Roesler, Paulo Kuzcysnki e Vermelho. As estrangeiras, que somam um total de 30%, vêm com nomes de prestígio como as italianas Franco Noero e Lia Rumma, a espanhola Elvira Gonzalez, a alemã Neugerriemschneider, a japonesa Kaikai Kiki Gallery e a austríaca Galerie Thaddaeus Ropac.

No ano passado a feira realizou parcerias, com intuito de promover a arte da capital paulistana, que foram estendidas e ampliadas nessa edição. Assim, o visitante que comprar ingresso no MIS, Pinacoteca, MAC, SESC, CCSP e Itaú Cultural terá direito a um convite para SP-Arte, válidos para os dias 6 e 7.

O Laboratório Curatorial, em que jovens curadores convidados exibem seus projetos de exposições, foi bem recebido no ano passado e por isso também tem continuidade.

9ª edição da SP-Arte
Local: Pavilhão Ciccillo Matarazzo – Bienal
Endereço: Parque Ibirapuera, portão 3, São Paulo
Datas e horários: 4 e 5 de abril, das 14h às 22h; 6 e 7 de abril, das 12h às 20h
Entrada: R$ 30 (meia-entrada, R$ 15)
Cosmic Space, Kusama, 2008


Eternal Youth, Kusama, 2008


Slappedspass, URS Fisher, 2011


Fireball Black, Takashima Murakami, 2007

REFLEXÕES!




PENSAMENTO PARA O DIA


segunda-feira, 1 de abril de 2013

PROJETO PROMOVE REEDUCAÇÃO COM BIBLIOTECAS LIVRES


Com o intuito de promover a alfabetização e o gosto pela leitura, Todd Bol criou em 2009 a ONG Little Free Library, que visa colocar pequenas caixas customizadas de troca de livros em bairros ao redor do mundo.



O conceito é simples e genial: uma caixa em forma de casinha colocada em um bairro onde a comunidade tem a oportunidade de deixar um livro e/ou trocar por outro.



No site do Little Free Library você pode comprar as casinhas que são feitas de materiais recicláveis à partir de U$35,00, ajudando, assim a monetização da ONG, ou fazer o download para que você mesmo possa construir sua biblioteca livre.



A ideia começou com uma troca de livros entre vizinhos. Em 2011 havia 100 bibliotecas e hoje há aproximadamente 6000 somando um total de 2 milhões de títulos. "Por conta disso, até o final do ano, estimamos 25 mil bibliotecas livres espalhadas pelo mundo.", diz Bol.



Além do foco principal de promover a leitura, cada casinha é única e dá um charme especial onde quer que elas estejam.

































As Pequenas Bibliotecas Livres estão espalhadas por vários lugares. Aqui, você pode acessar o mapa da localização de cada uma delas. Ainda não há nenhuma delas aqui no Brasil. Seria uma ótima trazermos esta ideia para cá!

SOBRE O COTIDIANO




Palavras soltas
sobre a falta
de palavras.



Quero lembrar-me de palavras bonitas,
de grafia e gramática rebuscadas.
Saber colocá-las em ordem,
na mesma ordem harmoniosa
e impossível de meus pensamentos.

Queria poder escrever mais,
mais e com mais frequência.
Cada tema que desenvolvo
parece não trazer nada novo,
apenas constatações óbvias
e nada insólitas da vida
e da rotina sem cor.

Quero ver vida
em minhas palavras,
quero ver vontade,
e não o compromisso
da escrita por si só.

Mas como encontrar palavras
ocultas em dias exaustivos, onde
cada pensamento deve ser castrado
e moldado a cada propósito sério,
maduro, definido, físico e real,
tão real quanto pode ser,
e quanto pode não ser,
caso eu escolha viver
de palavras,
somente
palavras
e sons.

Qual o propósito
de nossos talentos
quando nenhum é
devidamente explorado?
Se a falta de tempo, ânimo,
se a falta de vida, mastiga
cada borda de originalidade
que escorre pelos deveres
do fantástico cotidiano?


" É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros."



Jornalista Rosana Jatobá



Era o admirável mundo novo! Recém-chegada de Salvador, vinha a convite de uma emissora de TV, para a qual já trabalhava como repórter. Solícitos, os colegas da redação paulistana se empenhavam em promover e indicar os melhores programas de lazer e cultura, onde eu abastecia a alma de prazer e o intelecto de novos conhecimentos.


Era o admirável mundo civilizado! Mentes abertas com alto nível de educação formal. No entanto, logo percebi o ruído no discurso:
- Recomendo um passeio pelo nosso "Central Park", disse um repórter. Mas evite ir ao Ibirapuera nos domingos, porque é uma baianada só!
-Então estarei em casa, repliquei ironicamente.
-Ai, desculpa, não quis te ofender. É força de expressão. Tô falando de um tipo de gente.
-A gente que ajudou a construir as ruas e pontes, e a levantar os prédios da capital paulista?
-Sim, quer dizer, não! Me refiro às pessoas mal-educadas, que falam alto e fazem "farofa" no parque.
-Desculpe, mas outro dia vi um paulistano que, silenciosamente, abriu a janela do carro e atirou uma caixa de sapatos.
-Não me leve a mal, não tenho preconceitos contra os baianos. Aliás, adoro a sua terra, seu jeito de falar....
De fato, percebo que não existe a intenção de magoar. São palavras ou expressões que , de tão arraigadas, passam despercebidas, mas carregam o flagelo do preconceito. Preconceito velado, o que é pior, porque não mostra a cara, não se assume como tal. Difícil combater um inimigo disfarçado.


Descobri que no Rio de Janeiro, a pecha recai sobre os "Paraíba", que, aliás, podem ser qualquer nordestino. Com ou sem a "Cabeça chata", outra denominação usada no Sudeste para quem nasce no Nordeste.


Na Bahia, a herança escravocrata até hoje reproduz gestos e palavras que segregam. Já testemunhei pessoas esfregando o dedo indicador no braço, para se referir a um negro, como se a cor do sujeito explicasse uma atitude censurável.


Numa das conversas que tive com a jornalista Miriam Leitão, ela comentava:
-O Brasil gosta de se imaginar como uma democracia racial, mas isso é uma ilusão. Nós temos uma marcha de carnaval, feita há 40 anos, cantada até hoje. E ela é terrível. Os brancos nunca pensam no que estão cantando. A letra diz o seguinte:
"O teu cabelo não nega, mulata
Porque és mulata na cor
Mas como a cor não pega, mulata
Mulata, quero o teu amor".
"É ofensivo", diz Miriam. Como a cor de alguém poderia contaminar, como se fosse doença? E as pessoas nunca percebem.


A expressão "pé na cozinha", para designar a ascendência africana, é a mais comum de todas, e também dita sem o menor constragimento. É o retorno à mentalidade escravocrata, reproduzindo as mazelas da senzala.
O cronista Rubem Alves publicou esta semana na Folha de São Paulo um artigo no qual ressalta:


"Palavras não são inocentes, elas são armas que os poderosos usam para ferir e dominar os fracos. Os brancos norte-americanos inventaram a palavra 'niger' para humilhar os negros. Criaram uma brincadeira que tinha um versinho assim:
'Eeny, meeny, miny, moe, catch a niger by the toe'...que quer dizer, agarre um crioulo pelo dedão do pé (aqui no Brasil, quando se quer diminuir um negro, usa-se a palavra crioulo).


Em denúncia a esse uso ofensivo da palavra , os negros cunharam o slogan 'black is beautiful'. Daí surgiu a linguagem politicamente correta. A regra fundamental dessa linguagem é nunca usar uma palavra que humilhe, discrimine ou zombe de alguém".
Será que na era Obama vão inventar "Pé na Presidência", para se referir aos negros e mulatos americanos de hoje?


A origem social é outro fator que gera comentários tidos como "inofensivos" , mas cruéis. A Nação que deveria se orgulhar de sua mobilidade social, é a mesma que o picha o próprio Presidente de torneiro mecânico, semi-analfabeto. Com relação aos empregados domésticos, já cheguei a ouvir:


- A minha "criadagem" não entra pelo elevador social !
E a complacência com relação aos chamamentos, insultos, por vezes humilhantes, dirigidos aos homossexuais ? Os termos bicha, bichona, frutinha, biba, "viado", maricona, boiola e uma infinidade de apelidos, despertam risadas. Quem se importa com o potencial ofensivo?


Mulher é rainha no dia oito de março. Quando se atreve a encarar o trânsito, e desagrada o código masculino, ouve frequentemente:
- Só podia ser mulher! Ei, dona Maria, seu lugar é no tanque!
Dependendo do tom do cabelo, demonstrações de desinformação ou falta de inteligência, são imediatamente imputadas a um certo tipo feminino:
-Só podia ser loira!
Se a forma de administrar o próprio dinheiro é poupar muito e gastar pouco:
- Só podia ser judeu!


A mesma superficialidade em abordar as características de um povo se aplica aos árabes. Aqui, todos eles viram turcos. Quem acumula quilos extras é motivo de chacota do tipo: rolha de poço, polpeta, almôndega, baleia ...
Gosto muito do provérbio bíblico, legado do Cristianismo: "O mal não é o que entra, mas o que sai da boca do homem". Invoco também a doutrina da Física Quântica, que confere às palavras o poder de ratificar ou transformar a realidade. São partículas de energia tecendo as teias do comportamento humano.


A liberdade de escolha e a tolerância das diferenças resumem o Princípio da Igualdade, sem o qual nenhuma sociedade pode ser Sustentável. O preconceito nas entrelinhas é perigoso, porque , em doses homeopáticas, reforça os estigmas e aprofunda os abismos entre os cidadãos. Revela a ignorancia e alimenta o monstro da maldade.


Até que um dia um trabalhador perde o emprego, se torna um alcóolatra, passa a viver nas ruas e amanhece carbonizado:
-Só podia ser mendigo!
No outro dia, o motim toma conta da prisão, a polícia invade, mata 111 detentos, e nem a canção do Caetano Veloso é capaz de comover:
-Só podia ser bandido!


Somos nós os responsáveis pela construção do ideal de civilidade aqui em São Paulo, no Rio, na Bahia, em qualquer lugar do mundo. É a consciência do valor de cada pessoa que eleva a raça humana e aflora o que temos de melhor para dizer uns aos outros.


PS: Fui ao Ibirapuera num domingo e encontrei vários conterrâneos.


Rosana Jatobá - jornalista, graduada em Direito e Jornalismo pela Universidade Federal da Bahia, e mestranda em gestão e tecnologias ambientais da Universidade de São Paulo

Fonte:http://artetecta.blogspot.com.br/2013/03/o-insustentavel-preconceito-do-ser.html

PENSAMENTO PARA O DIA




Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo. 

Não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador. 

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