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terça-feira, 16 de agosto de 2011

SEMANA DE ARTE MODERNA





Um dos cartazes da «Semana», satirizando os
grandes nomes da música, da literatura e da pintura


Sacudindo as estruturas
da arte tupiniquim

A Semana de Arte Moderna de 22, realizada entre 11 e 18 de fevereiro de 1922 no Teatro Municipal de São Paulo, contou com a participação de escritores, artistas plásticos, arquitetos e músicos.

Seu objetivo era renovar o ambiente artístico e cultural da cidade com "a perfeita demonstração do que há em nosso meio em escultura, arquitetura, música e literatura sob o ponto de vista rigorosamente atual", como informava o Correio Paulistano a 29 de janeiro de 1922.

A produção de uma arte brasileira, afinada com as tendências vanguardistas da Europa, sem contudo perder o caráter nacional, era uma das grandes aspirações que a Semana tinha em divulgar.

Independência e sorte

Esse era o ano em que o país comemorava o primeiro centenário da Independência e os jovens modernistas pretendiam redescobrir o Brasil, libertando-o das amarras que o prendiam aos padrões estrangeiros.

Seria, então, um movimento pela independência artística do Brasil.

Os jovens modernistas da Semana negavam, antes de mais nada, o academicismo nas artes. A essa altura, estavam já influenciados esteticamente por tendências e movimentos como o Cubismo, o Expressionismo e diversas ramificações pós-impressionistas.

Até aí, nenhuma novidade nem renovação. Mas, partindo desse ponto, pretendiam utilizar tais modelos europeus, de forma consciente, para uma renovação da arte nacional, preocupados em realizar uma arte nitidamente brasileira, sem complexos de inferioridade em relação à arte produzida na Europa.

Um grupo importante
de renovadores

De acordo com o catálogo da mostra, participavam da Semana os seguintes artistas: Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Zina Aita, Vicente do Rego Monteiro, Ferrignac (Inácio da Costa Ferreira), Yan de Almeida Prado, John Graz, Alberto Martins Ribeiro e Oswaldo Goeldi, com pinturas e desenhos;

Marcavam presença, ainda, Victor Brecheret, Hildegardo Leão Velloso e Wilhelm Haarberg, com esculturas; Antonio Garcia Moya e Georg Przyrembel, com projetos de arquitetura.

Além disso, havia escritores como Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Menotti del Picchia, Sérgio Milliet, Plínio Salgado, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreira, Renato de Almeida, Ribeiro Couto e Guilherme de Almeida.

Na música, estiveram presentes nomes consagrados, como Villa-Lobos, Guiomar Novais, Ernâni Braga e Frutuoso Viana.







Primeira foto:
Da esquerda para a direita: Brecheret, Di Cavalcanti, Menotti del Picchia, Oswald de Andrade e Helios Seelinger

Segunda foto:
Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade.
Por ocasião da «Semana», Tarsila se achava em París e, por esse motivo, não participou do evento
.


quinta-feira, 7 de julho de 2011

Festa Literária de Paraty presta homenagem a Oswald de Andrade



Nascido em 1890, ele é responsável pelo Manifesto Antropófago. Também participou da Semana de Arte Moderna de 1922, que escandalizou a conservadora sociedade da época.



A Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, deste ano homenageia um dos responsáveis por um movimento que produziu impacto profundo na cultura brasileira.
Em uma ponta charmosa do Litoral Fluminense, bem perto do estado de São Paulo, pela primeira vez, um autor paulista é o grande homenageado da Flip.
O escritor Oswald de Andrade nasceu em 1890. Nos anos 20, quando o movimento cultural no Brasil ainda era muito ligado ao que se produzia na Europa, Oswald percebeu que a nossa riqueza de culturas, a mistura de povos era uma vantagem a ser explorada na renovação das artes.
Na busca criativa e bem humorada de uma identidade brasileira criou o Manifesto Antropófago. Oswald acreditava que a cultura europeia deveria ser comida, digerida e devolvida com tempero brasileiro.
“Oswald de Andrade era uma personalidade poderosa, além de ser um grande escrito, de modo que impôs de certa maneira, certas coisas do modernismo”.

Na São Paulo de 1922, Oswald, com amigos como os poetas Mário de Andrade e Manuel Bandeira e o pintor Di Cavalcanti participaram da Semana de Arte Moderna.

Oswald de Andrade morreu em 1954, sem receber o reconhecimento que merecia. Mas depois, foi considerado um homem que estava à frente do seu tempo, dono de uma antena capaz de captar ideias que hoje fazem parte da nossa realidade.
Deixou herdeiros no teatro. O tropicalismo também é considerado consequência destas ideias que transformaram a cultura brasileira: “O que ele estava falando era para o século XXI. Se ele ainda está por ai, a energia cósmica, quântica, os átomos de Oswald estiverem por ai, eu espero que eles estejam em cada um desses meninos que estão aqui vendo a obra dele”, afirma a filha do escritor, Marília Andrade.
 Fonte: Globo.com

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