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quinta-feira, 8 de maio de 2014

Conheça o projeto que movimenta as ruas de Salvador e do Brasil, a brasilidade do BAILARINA PROJÉTIL!


Diferentemente do Ballerina Project, a ideia aqui é agregar - entender a diferença entre corpo, cultura e ambiente. O Bailarina Projétil é de todos e só funciona porque existe uma comunidade em colaboração. Conheça o projeto que movimenta as ruas de Salvador e do Brasil.



A bailarina, soteropolitana e idealizadora do projeto, Taís Alves, começou a publicar no Facebook as fotos que tirava dançando em alguns lugares da cidade. Seguida da hashtag #ProjétilDeBailarina, fazendo uma brincadeira com o Ballerina Project (projeto do fotógrafo americano Dane Shitage), naturalmente fazia também uma contraposição ao padrão estético dos corpos “perfeitos” do balé clássico.





Surpreendentemente, a partir dessa simples brincadeira, centenas de pessoas solicitaram a criação de uma página no Facebook. E logo no início, após ter atendido aos pedidos, a página passou a ser movimentada pelos próprios seguidores, através de fotos amadoras e até mesmo de celulares. Bom, pelo visto a ideia acabou se expandindo pelo Brasil, chamando a atenção de fotógrafos e bailarinas profissionais que cada vez mais fazem questão de participar.

O resultado deu nisso - olhares e corpos diferentes.




Além da ação projétil oficial (ação oficial do Bailarina Projétil nas ruas), existe a proposta de cada um promover sua ação em sua localidade. O projeto parte do princípio de que todo local é local para a ação. Em particular, Taís busca locais mais abandonados da cidade - e a partir das informações dos moradores e da equipe, ela descobre quais locais que mais os incomodam ou que mais os encantam. Tudo funciona como uma grande comunidade - agrega gente de todos os tipos - basta abraçar a ideia!



Apesar de toda essa poesia, não é nenhuma novidade que o mercado de trabalho para bailarinos em Salvador anda escasso - uma pena - porque há bons bailarinos de sobra para pouco trabalho remunerado e quando se tem, paga pouco.

Em uma das entrevistas, Taís afirma - "Uma grande parte dos bailarinos vivem de eventos ou dançando em bandas de temporada em temporada, ou dando aula para se manter”. Ela acredita que o Bailarina Projétil, com uma maior projeção, possa se tornar mais uma possibilidade de renda no mercado.





"O Bailarina Projétil não visa virtuosismo em sua projeção. O valor artístico corpóreo e ambiental do que é ser uma bailarina brasileira é o que deve estar presente na fotografia. É muito mais sentimento artístico em um corpo técnico diretamente ligado ao ambiente, do que simplesmente 'olha o que eu sei fazer'" - Taís Alves





Gostou e quer participar? Qualquer bailarina e fotógrafo pode enviar sua fotografia. Só serão postadas as fotos que couberem na proposta - e a partir disso o Bailarina Projétil convida bailarinos e fotógrafos que se encaixem no perfil para promover a ação projétil oficial!

Se você ficou interessado no projeto e quer acompanhar de perto, não deixe de seguir o Bailarina Projétil no Facebook e Instagram.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Até quando? Projeto que cria agência de segurança para escolas está parado no Senado



Projeto que cria agência de segurança
para escolas está parado no Senado



Um projeto de lei criado em maio de 2008 e parado no Senado há um ano e meio prevê a criação de uma agência de segurança escolar. Travado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) à espera da definição de um relator, o texto está na comissão desde agosto de 2009.
O papel da agência proposta, apresentado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF), seria o de "fiscalizar, cobrar e coordenar o trabalho de segurança" das polícias estaduais com as secretarias de Educação. Também estariam envolvidos diretores e professores, segundo o projeto de lei, que está na Comissão de Constituição e Justiça.
A ideia é que os policiais tenham formação específica para atuar nas escolas e que haja troca de informações sobre segurança entre as instituições de ensino, afirma o senador. Ele prevê que a agência fique sob a tutela do MEC (Ministério da Educação).
- Um órgão desses poderia prevenir a violência e acionar a polícia imediatamente, num caso como esse [o jovem Wellington de Oliveira, de 24 anos matou pelo menos 11 alunos da escola municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro].
A segurança é uma das principais preocupações dos pais na hora de matricular o filho em uma escola, seja pública ou particular, segundo pesquisas recentes.
Escolher a escola
Buarque diz que Wellington pode ter escolhido a escola como alvo por vários fatores, inclusive o possível bullying que o jovem sofreu na infância, enquanto era estudante. O bullying, segundo o senador, tem a ver com segurança escolar e é um assunto que deve ser tratado no âmbito da educação.
- Quando colocamos toda a segurança na mão da polícia, perdemos a guerra contra a violência. Veja o caso das escolas nos Estados Unidos, em que também houve massacre. A maioria dos casos tiveram relação com violência escolar, com bullying.
Nesse caso, o melhor é aproximar a escola dos alunos, abri-la para a comunidade, buscar integrar as famílias, afirma o parlamentar. A polícia, diz ele, "não resolve e é último recurso nesses casos".
Diretor do colégio Vértice, o melhor do país pelo ranking do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), Adilson Garcia afirma que a entrada do assassino na escola do Rio de Janeiro pode ter sido facilitada pelo tamanho da instituição - cerca de 1.000 alunos estudam no colégio Tasso da Silveira, localizado no Realengo.
- A violência está instalada em todos os segmentos da sociedade, e o que houve no Rio foi uma tragédia. Acredito que ex-alunos não deveriam ter acesso de entrada tão facilitado, deveria haver alguma forma de controle maior.
Fonte: R7

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