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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Mãos por Pablo Neruda, linda homenagem de Aroldo Vieira de Souza



Quando tuas mãos saem,
amada, para as minhas,
o que me trazem voando?
Por que se detiveram
em minha boca, súbitas,
e por que as reconheço
como se outrora então
as tivesse tocado,
como se antes de ser
houvessem percorrido
minha fronte e a cintura?


Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera ,
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de paloma dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo.


A minha vida toda
eu andei procurando-as.
Subi muitas escadas,
cruzei os recifes,
os trens me transportaram,
as águas me trouxeram,
e na pele das uvas
achei que te tocava.
De repente a madeira
me trouxe o teu contacto,
a amêndoa me anunciava
suavidades secretas,
até que as tuas mãos
envolveram meu peito
e ali como duas asas
repousaram da viagem.
Pablo Neruda

segunda-feira, 7 de março de 2011

Série homenagem às mulheres - Parte I I - Djanira de Mota e Silva a pintora que trouxe o Brasil em suas mãos!!!



Coral de Anjos




Festa


Vaso com flores


     

Festa do Divino
Ciranda
Anjo Músico


Descrição: Quem foi Djanira 1914- 1979 : Jovem, trabalhou nos cafezais de Avaré antes de mudar-se para São Paulo no começo dos anos 30. Para curar-se de tuberculose, aos 25 anos foi para o Rio de Janeiro, onde aprendeu noções de arte com o pintor romeno Emeric Marcier. Dona de uma intuição criativa, sua pintura evoluiu porque ela passou a pintar cenas que mostram os costumes, paisagens e festas populares do Brasil. Fez sua primeira mostra no Rio em 1942. Apoiada pelo grande pintor Cândido Portinari foi para os EUA, expondo obras em Nova York. De volta ao Brasil, percorre o País pesquisando e pintando temas nacionais. Expôs em países da Europa e das Américas. Primeira artista da América Latina a ter um quadro exposto no Museu de Arte Moderna do Vaticano, ela recebeu em 1972 comenda do Papa Paulo VI. Religiosa, adotou o hábito de leiga da Ordem Terceira Carmelita, com o nome de irmã Teresa do Amor Divino, escolhido pessoalmente.
Sobre ela escreveu Jorge Amado: 
“Djanira traz o Brasil em suas mãos, sua ciência é a do povo, seu saber é esse do coração aberto à paisagem, à cor e ao perfume”.

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