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segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Tirar fotos demais pode prejudicar memória, diz estudo


Image copyrightBabycakes RomeroImage captionO ato de fotografar divide a atenção, o que prejudicaria a memória

Tentado a sacar o smartphone diante de um belo pôr do sol ou de um prato delicioso que acabou de chegar à mesa do restaurante?

É óbvio que queremos documentar nossas vidas e manter nossas lembranças acesas. Mas ante o uso generalizado de smartphones com câmeras fotográficas e de novos aparelhos como o Narrative Clip – capaz tirar fotos automaticamente a cada 30 segundos –, será que deveria haver um limite?

Uma pesquisa recente realizada pela psicóloga Linda Henkel, da Universidade Fairfield, nos Estados Unidos, indica que a resposta é "sim". O trabalho sugere que tirar fotos pode de fato prejudicar a capacidade de lembrar detalhes do acontecimento, apesar – e por causa do – esforço de fotografar sem parar.

Durante o estudo, realizado no ano passado, estudantes foram levados a uma visita guiada a um museu e incumbidos de fotografar certas obras de arte – enquanto outras deveriam ser apenas observadas.

No dia seguinte, quando testados, eles conseguiam lembrar menos detalhes dos objetos que tinham fotografado. É o que Henkel chama de "efeito prejudicial de tirar fotos".

‘Drive externo’Image copyrightBabycakes RomeroImage captionPara psicólogos, a câmera passou a ser encarada como um 'drive externo' de nossas memórias

"Estamos tratando a câmera como uma espécie de drive externo de nossa memória", afirma a psicóloga. "Temos a expectativa de que o aparelho vai se lembrar de coisas por nós e que assim não precisamos continuar a processar aquele objeto. Por isso não interagimos nem nos envolvemos com as coisas que nos ajudariam a lembrar dele."

Henkel reconhece, no entanto, que enquanto podemos atrapalhar nossa memória a curto prazo, ter posse dessas fotos pode nos ajudar a lembrar de eventos no futuro.

Mais interessante ainda é o fato de que o prejuízo para a memória diminuiu quando os estudantes tiveram que dar um zoom em algum aspecto particular do objeto. Isso sugere que o esforço e a concentração envolvidos na tarefa ajuda o processamento da memória. Ou ainda que temos uma tendência maior a externalizar nossa memória quando a câmera capta uma cena mais ampla.

"Isso faz sentido porque as pesquisas científicas mostram que a dispersão da atenção é o maior inimigo da memória", diz Henkel.


Ferramenta de comunicação

Retratos fazem parte da nossa rotina há séculos e praticamente todas as casas da Europa Ocidental e dos Estados Unidos já tinham câmeras décadas atrás. Mas a mudança do filme para a fotografia digital também alterou nossa motivação para tirar fotos e a maneira de usá-las.

domingo, 27 de outubro de 2013

Azul esverdeado é cor de 2014, diz estudo


Colour Futures da Coral aponta novas tendências

Lagoa Particular, a cor de 2014 eleita pelo Colour Futures

Chama-se Lagoa Particular a cor de 2014 eleita pelo Colour Futures, estudo internacional de tendências da Tintas Coral. Segundo o exame, que elege uma tonalidade de destaque para cada ano desde 2004, o azul esverdeado dialoga bem com outras cores, como o verde-menta e o esmeralda, e evoca o equilíbrio e o desejo de descobrir.

Anualmente, o Colour Futures aponta um tema principal, em torno do qual cinco tendências de cores são criadas. O mote deste ano é “Descobrindo o Potencial”. “Percebemos um mundo à procura de respostas, o que resultou em uma gama de cores convidativa e excitante que inspirará renovação”, explica Stephanie Kraneveld, Gerente Global de Conhecimento de Cores da Tintas Coral. As matizes para 2014 são dinâmicas, variando de características conforme são combinadas com outras cores. Abaixo, um pouco mais sobre cada uma das tendências!


Revolução Silenciosa

A paleta desta tendência é sutil para fazer referência ao fato de que, com o uso crescente das novas tecnologias, o poder chega gradualmente aos introvertidos. A aposta é no discreto, com combinações delicadas de nuances e tons.


Prova Substancial

Essa tendência se apoia em um consolo para um conflito vivido na atualidade. A busca do equilíbrio entre a vida profissional e pessoal resulta muitas vezes em estresse e autocobrança excessiva, deixando algumas coisas incertas. Sendo assim, pode ser um conforto confiar na natureza definitiva da matemática e da ciência. A paleta, então, é feita de tons neutros e masculinos.


Étnico Urbano

Nos tempos de mudança que vivemos, há certa nostalgia em torno das nossas origens. Étnico Urbano, diz a Coral, remete aos padrões e às tradições da arte folclórica, com desenhos simples e cores fortes que evocam um sentimento de comunidade. É nessa tendência que Lagoa Particular, a cor de 2014, está inserida.

segunda-feira, 12 de março de 2012

'Kony 2012' é o maior viral da história, diz estudo


Com mais de 100 milhões de visualizações em apenas seis dias, “Kony 2012”, um vídeo de 30 minutos sobre o líder guerrilheiro de Uganda Joseph Kony, tornou-se o maior viral da história, de acordo com um estudo da organização Visible Measures divulgado nesta segunda-feira.
O vídeo, realizado pela ONG americana Invisible Children, denuncia o uso de crianças como soldados pelo Exército de Resistência do Senhor, comandado por Kony, e faz um apelo pela captura do líder guerrilheiro, acusado de crimes contra humanidade pelo Tribunal Penal Internacional (TPI).
Foto: AP
Foto de 2006 mostra Joseph Kony, líder do Exército de Resistência do Senhor, grupo guerrilheiro de Uganda
A Visible Measures monitorou não apenas as visualizações do arquivo original, publicado no site Vimeo, mas também as respostas ao vídeo (cerca de 750), totalizando 112 milhões. O documentário foi dublado ou legendado em espanhol, italiano, francês e chinês e recebeu mais de 860 mil comentários de internautas.
Com isso, segundo o estudo, “Kony 2012” ultrapassou outros vídeos muito assistidos, como a apresentação da cantora Susan Boyle no programa “Britain’s Got Talent” em 2009 (70 milhões de visualizações em seis dias). O clipe “Bad Romance”, da cantora Lady Gaga, levou 18 dias para ultrapassar a marca de 100 milhões de visualizações (hoje são mais de 900 milhões).
As forças de Kony são acusadas de atrocidades em Uganda, na República Democrática do Congo, na República Centro-Africana e no Sudão do Sul. Em outubro passado, o presidente americano, Barack Obama, anunciou o envio de cem soldados das forças especiais a Uganda, para ajudar a capturar Kony.
O Exército de Resistência do Senhor começou a atuar no norte de Uganda nos anos 1980. Seus integrantes diziam lutar por um "Estado bíblico" e pelos direitos da população acholi, que habita a região.
O grupo, considerado uma organização terrorista pelos Estados Unidos, agora opera principalmente em países vizinhos a Uganda e é acusado de sequestrar crianças, forçando os meninos a combater como soldados e usando as meninas como escravas sexuais.
Em 2008, Kony se recusou a assinar um acordo de paz com o governo de Uganda, quando descobriu que não poderia garantir a retirada dos mandados de prisão do TPI.
Críticas ao vídeo
Apesar do sucesso na internet, o vídeo foi duramente criticado por moradores de Uganda, ainda que apenas 10% do país tenha acesso à internet. Muitos acusam a ONG de simplificar uma história complexa e omitir o fato de que , inicialmente, o grupo liderado por Kony lutava contra o Exército de Uganda, que cometia violações brutais aos direitos humanos. Diplomatas também afirmam que o governo do país cometeu genocídio na região norte durante a busca pelo líder guerrilheiro.
“Não há contexto histórico (no vídeo). É mais uma coisa da moda”, disse Timothy Kalyegira, cientista político de Uganda. “A perspectiva apresentada (pela ONG) é muito limitada”, disse Ogenga Latigo, um político da oposição.
O analista político Nicholas Sengoba questionou o momento da divulgação do vídeo, meses depois de Obama enviar tropas ao país. “Esse conflito existe há anos e temos que nos perguntar o motivo de isso aparecer agora”, afirmou. “Acredito que estas pessoas têm outros objetivos que não estão claros.”
Veja o vídeo da Invisible Children sobre Joseph Kony:
Mas o vídeo também recebeu elogios de autoridades como o procurador do TPI, Luis Moreno-Ocampo, que chamou a iniciativa de “incrível” e “exatamente o que precisamos”. A Humans Right Watch, organização de defesa dos direitos humanos, disse esperar que a campanha seja útil e elogiou o objetivo de “pressionar líderes a proteger civis”.
Métodos da ONG
Os métodos de atuação da Invisible Children também foram alvo de questionamentos. A ONG é acusada de gastar a maior parte de seu financiamento com salários, despesas de viagem e realização de vídeos.
Alguns blogueiros também afirmam que a entidade de fiscalização de ONGs Charity Navigator deu ao grupo apenas duas de quatro estrelas por transparência financeira. Além disso, um artigo da revista Foreign Affairs acusou a Invisible Children e outras entidades sem fins lucrativos de "manipular fatos por motivos estratégicos".
A ONG publicou uma resposta às críticas em seu site, incluindo prestações de contas e explicações sobre os métodos que emprega.
"Estamos fazendo o nosso melhor para ser mais inclusivos, transparentes e factuais que possível. Construímos esta organização com a filosofia de 'ver para crer' em mente, e é por isso que somos uma organização baseada na mídia", afirma a Invisible Children no comunicado. "Nunca proclamamos um desejo de 'salvar a África', mas, em vez disso, uma tentativa de inspirar a juventude ocidental para 'fazer mais do que simplesmente ver.'"
Com AP e BBC
Fonte:IG

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