Este artigo é mais que um tutorial. Muitos alunos gostam de poesias, mas desconhecem sua história, os recursos empregados nelas, os maiores autores, características dos períodos literários. Tudo isso pode, para muitos, tirar um pouco da magia que envolve a leitura, mas considero necessário esse conhecimento para que saibamos interpretar corretamente o que foi escrito. Lembre-se de que, no vestibular, não perguntarão o que você sentiu ao ler e sim as características formais, período literário do qual ela faz parte, recursos estilísticos empregados na poesia e por aí vai. Baseei-me em algumas leituras de livros paradidáticos que uso como fonte para minhas aulas de Ensino Médio por isso a linguagem é um pouco mais técnica.
A Poesia, o Poético, a Poética e o Poema
Na Antiguidade, poesia era ação de fazer qualquer coisa com excelência (um muro, um barco, uma lei, uma canção etc.). Esse é o significado mais amplo dessa palavra, em grego antigo ("poíesis").
Em sentido estrito, os antigos entendiam por poesia a habilidade de construir bem uma composição de palavras, capaz de despertar nas pessoas o sentimento do belo, de elevá-las a um plano espiritual superior e, com graça encantadora, proporcionar o prazer decorrente dessa ordem de coisas. É ainda esse o sentido básico do vocábulo na atualidade, que enfatiza a noção de poesia como arte de refinada construção verbal.
O objeto inventado pela poesia chama-se poema, de modo que este vem a ser um artefato, o produto acabado resultante do fazer artístico. Poema é a obra de arte verbal realizada concretamente.
Poética é o nome da disciplina que estuda a poesia e suas obras, considerando o que elas têm de específico, ou seja, aquilo que lhes é próprio: o poético. Este, por sua vez, é constituído dos elementos fundamentais do poema; o poético é a matéria da poesia, é tudo aquilo de que ela pode falar e o modo como ela fala num poema.