Objetivos
Compreender as funções do esqueleto ligadas à forma dos ossos e examinar os compostos químicos que entram em sua constituição
Introdução
VEJA avisa que, já na infância, devemos tomar cuidados para combater a osteoporose, uma doença que atinge 5 milhões de brasileiros. O assunto sugere um aprofundamento com a turma baseado em dois tópicos importantes. Um se refere ao estudo do esqueleto humano numa visão anatomofuncional, para explorar aspectos físicos dos ossos relacionados às funções de proteção, sustentação e locomoção. O outro diz respeito aos fatores que podem ajudar a manter a estrutura óssea saudável - por exemplo, a ingestão de doses de cálcio, de acordo com a idade, ou a exposição diária ao Sol. Ensine por que tais medidas são benéficas.
Atividades
1ª aula - Leia a reportagem com os alunos. Discuta os mecanismos de ação do cálcio no organismo, assim como os da vitamina D. Sem a segunda substância, a primeira não pode ser absorvida. Nossa pele fabrica um derivado do colesterol que precisa da luz solar da manhã, rica em raios ultravioleta, para transformar-se em vitamina D. Antes que o processo se complete, essa substância passa pelo fígado e pelos rins e só então está pronta para favorecer a absorção de cálcio pelo intestino. Daí, ele entra na circulação e desempenha suas funções no organismo. Com o envelhecimento, esses órgãos podem não trabalhar com eficiência e, assim, comprometer a ação da vitamina D, mesmo com ingestão extra de cálcio. A necessidade só é suprida quando se associa ao consumo de vitamina D. Estima-se que algo entre 80% e 100% das quantidades de vitamina D presentes no corpo de uma pessoa vêm da exposição ao Sol.
Explique que a concentração de cálcio no sangue é controlada por dois hormônios: o paratormônio e a calcitonina. O primeiro age em dietas pobres de cálcio, retirando-o dos ossos e disponibilizando-o no sangue. A calcitonina, por sua vez, é uma forma de vitamina D que desativa as células destruidoras dos ossos, prevenindo, assim as perdas ósseas.
Chame a atenção também para a influência dos hormônios. A partir da puberdade, a testosterona (no homem) e os esteróides ovarianos (na mulher) assumem papel decisivo no processo de adequação das células ósseas às necessidades do esqueleto. Aparentemente, os esteróides sexuais estão ligados à facilitação da deposição de cálcio na matriz óssea formada.
Como pano de fundo de todos esses processos, a secreção de hormônio do crescimento (HGH) parece influenciar positivamente a deposição e formação de matriz óssea. A secreção desse hormônio é progressivamente maior desde a infância até a adolescência e daí para a vida adulta. Em seguida, o ritmo tende a diminuir, ao passo que aumenta a desmineralização óssea e reduz-se a reposição de matriz. Como cita a reportagem, estudos recentes têm demonstrado que o exercício físico - como liberador de HGH - é fundamental.
