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quarta-feira, 20 de março de 2013

Nova York relembra o valor de Labrouste


Biblioteca Nacional francesa, vista da sala de leitura

Na arquitetura, como em todas as áreas de criação, há nomes que merecem ser lembrados após seu tempo, recorrentemente. É o motivo pelo qual, quase 140 anos após a morte de Henri Labrouste, o MoMA abre a exposição Henri Labrouste: structure brought to light. Por meio de uma retrospectiva da obra do arquiteto francês, a exibição pretende trazer à luz a importância dele na evolução da arquitetura moderna.

Structure brought to light é a primeira mostra individual nos Estados Unidos do trabalho de Labrouste, e é composta por 200 obras, entre fotografias de época e atuais, vídeos e maquetes, além de desenhos e aquarelas originais. As construções representadas tiveram forte impacto sobre a arquitetura do século 19, devido à inovadora exploração de espaços, materiais e luminosidade empregada por Labrouste. O arquiteto, nascido em 1801, procurou redefinir seu ofício por meio da mescla da arte e da renovação, em conjunção com tecnologias de construção modernas para a época. Labrouste era admirado por seus contemporâneos pela ousadia em deixar estruturas metálicas expostas, além de sua habilidade de aproveitar o ambiente urbano e histórico ao construir edifícios.
Biblioteca Sainte‐Geneviève, vista da sala de leitura

Henri Labrouste: structure brought to lighté dividida em três seções. The Romantic Imagination, a primeira parte, cobre o período entre 1818, que marca o começo do treinamento artístico, e 1838, traçando o desenvolvimento da filosofia de arquitetura de Labrouste. O francês enxergava a atividade como sendo produto de diversas camadas de história e da evolução de sociedades. Assim, propôs uma nova abordagem da capacidade do ofício de carregar significados sociais.

Spaces of Knowledge, a segunda seção, trata dos trabalhos de Labrouste durante o período da grande transformação urbana parisiense ocorrida em meados do século 19, com ênfase especial aos projetos de duas bibliotecas: a Biblioteca Sainte-Geneviève (1838-1850) e a restauração da Biblioteca Nacional da França (1854-1875). O objetivo do arquiteto foi criar um ambiente de imersão e introspecção em meio à cidade. As obras foram admiradas pelas soluções que ofereceram às questões da biblioteconomia que surgiam na época, e permanecem até hoje como referências para o desenho bibliotecário.

Para concluir, Prosperity and Affinities lida com a influência que Labrouste teve sobre gerações subsequentes de arquitetos, desde alunos e seguidores até profissionais atuais. Joga-se luz sobre trabalhos que contaram com inspiração, mesmo que distante, na obra do arquiteto. Nomes como Louis Sullivan, Frank Lloyd Wright e Pier Luigi Nervi estão entre os autores de tais projetos.

Henri Labrouste: Structure Brought to Light 
Local: Special Exhibitions Gallery, MoMA
Endereço: 11 W 53rd St, Nova York, EUA
Data: até 24 de junho
Biblioteca Sainte‐Geneviève, plano do subsolo


Biblioteca Sainte‐Geneviève , 1850



Biblioteca Sainte‐Geneviève , corte transversal da sala de leitura, 1850


Recontrução imaginária de uma cidade antiga


Projeto de cenotáfio em homenagem a La Pérouse, 1829


Túmulo de Caecilia Metella na Via Appia, Roma. 1825-1830


O Panteão, Roma, 1825-1830


O Panteão, Roma, 1825-1830


Túmulo estrusco, Tarquinia, 1829


Biblioteca Nacional, Paris, 1854-1875. Vista da sala de leitura


Biblioteca Nacional da França
Fonte: Casa Vogue

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