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segunda-feira, 15 de abril de 2013

SOBRE A DOR POR MARLA DE QUEIROZ





Mas o que faz a dor? 
A dor quando bem vivida, percebida, acolhida, não passa de uma forte emoção. 

Nem toda dor é causada por alguém: dor de amor é a mais vulgar (no sentido de ser a mais comum), dor existencial é uma transcendência. 

Não evito minhas dores, vou até o cerne dos sentimentos, vejo-a tão vital quanto a alegria. Pois se, através deste processo também me vem a necessidade de autoinvestigação e evolução interna, por mais desnorteada que eu me veja enquanto inserida no emocional da situação, é esse desconforto que me indica o degrau acima, me tira da zona de conforto, me instiga a buscar uma nova direção. 

A dor bem aproveitada não deve ser temida, deve ser usada como ferramenta para o autoconhecimento, extirpação do mal-resolvido, para o crescimento. 

Eu não temo a dor, nem emoção alguma, se assim fosse, até a alegria me incomodaria. O que não permito é que ela me leve ao estado da prostração, da autopiedade ou de algo que não aceite regeneração. 

Dor transmuta-se. 

E o Tempo dono de todas as coisas, ensina quão provisório é o pranto e a gargalhada. Por isso não recuso nada. 

Que venha o que vier, como vier. Eu suporto qualquer circunstância que me lapide, que me desassossegue para que eu valorize os momentos de paz do meu coração. 

Vida é totalidade. Inclui tudo. Vida é vontade de Mundo.
Dor faz parte da vida e, por mais preciosa que seja, não permito que ela seja a parte mais importante.


Marla de Queiroz



quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

PAISAGEM NOTURNA POR MARLA DE QUEIROZ






Como as folhas outonais que se suicidam das árvores, estrelas despencam do céu, evidenciadas, desafiando luzes artificiais. 
Meus olhos veem, minha retina as acolhe, meu cansaço as abraça. 
O dia farto de calor imenso, mas a brisa fresca chega feito um beijo. 
Tudo se norteia suave e o coração vai desacelerando, guardando as emoções primatas para o refinamento do desconhecido amanhã. 
Tudo pede para amanhecer, mas nada é garantia. 
Sei que hoje estou feliz e calmamente previsível: vou dormir, é fato. 
Sei destes próximos minutos. Mas ignoro o dia seguinte e isto me instiga. 
Tudo é novidade e página em branco, somente as palavras anseiam a dança dos dedos e o pensamento ativo. 
Por enquanto, escuto o oceano Atlântico com suas águas “uterúnicas”, ventre materno para mergulhos e satisfação da criança interior que ainda quer brincar. 
Talvez amanhã, as ondas rebentem fortemente, talvez apenas dancem delicadas e convidativas. 
E, agora, tudo mora neste talvez.

Marla de Queiroz

quinta-feira, 28 de junho de 2012

CELEBRO A AÇÃO



Meus dias têm sido de celebração: celebro a ação de me pôr em movimento ao encontro daquilo que almejo, celebro a ação de resolver minhas questões internas que me afastam de quem me incomoda, mas que ainda me importa. 

Celebro a ação de me causar bem-estar estando com as pessoas que me amam e em lugares que amo.
 Celebro a ação de ser grata por ter todas as minhas faculdades perfeitas e um bocado de loucura para ousar nas mudanças que preciso e crescer por dentro. 
Celebro a ação de não competir com ninguém, pois tenho tudo o que preciso e saber que o que tenho foi conquistado por mim. Celebro, diariamente, a ação de ter criatividade_ de criar atividades que me tirem da estagnação espiritual, emocional, pessoal. 
Celebro a ação de renovar meus valores para que eles sejam justos. Celebro a ação de não ocupar meu coração com desesperança e preconceitos ou coisas que aprisionem minha alma na limitAÇÃO. Celebro a ação de me importar primeiro com as pessoas, depois com as coisas. 
Celebro a ação de ser profunda nos meus devaneios, celebro a ação de ser superficial em alguns desejos e poder me permitir ou rir deles.

 Celebro a ação de mudar de ideia, de certeza, de narrativa, de estado de espírito, de aparência, de preferências, de vida! 

CelebrAÇÃO não é lamentAÇÃO, por isso, celebro!

*
*
Marla de Queiroz


quinta-feira, 24 de maio de 2012

Um bocado de pequenas coisas



"Mergulhada no silêncio dos que se observam... Um filme, um livro, uma música, um acontecimento convencional que mexeu mais do que o normal e essas coisas de achar que eu não sou deste planeta, mas que apenas estou nele: eis a minha necessidade de aceitação. Mas sei também que pessoas são Universos e que eu, o sendo, tenho que cuidar para que esteja confortável nele, ou seja, em mim. Chorei quando estava triste, senti saudades fundas, dei gargalhadas de situações absolutamente normais, tive ideias “geniais”, abracei, fui acariciada, fiquei aninhada no amor, depois me enrosquei com a solitude... Fiz tudo o que quis e pude. E percebi cada um destes sentimentos e minhas reações a eles. Mas o que percebo, é que a alegria que mora em mim clama por vida, não somente pelo sossego; clama pelo dinamismo, pelas mudanças, pela sobriedade, pela esperança. O que há de irremediável não se cura com placebos. Se eu rejeito é porque não quero. Se eu recebo é porque já participa de algo aqui dentro. Minhas ambições são apenas estar com a roupa adequada para quando eu sumir nesta estrada, nunca sentir que minha intuição e o meu coração estão desagasalhados..."

Marla de Queiroz

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