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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Biologia das emoções



Objetivos Descrever a neuroanatomia funcional do encéfalo com relação às áreas ligadas às emoções.

Conteúdos Sistema nervoso central; neurotransmissores; sistema límbico; biologia das emoções.

Tempo estimado
Duas aulas

Material necessário 
Computador com acesso à internet

Introdução 
VEJA traz uma reportagem sobre a biologia das emoções, explicando a teoria por trás dos sentimentos humanos. Aproveite o texto e este plano para discutir o tema com os alunos. Na primeira aula, explique à turma a base neuroquímica das emoções e proponha pesquisas. Na segunda, aborde a neuroanatomia ligada às emoções e comente a reportagem, fazendo uma discussão sobre o valor adaptativo delas.

Desenvolvimento 

1ª. aula 
Inicie a aula incitando os alunos a comentar sobre as baladas do último final de semana. O que aconteceu? Fortes emoções. Peça algumas descrições. Adolescentes não são reservados para certos assuntos e as descrições podem surpreender em detalhes. Colha algumas palavras chave associadas às emoções da turma - medo, prazer, recompensa, ciúme, raiva, taquicardia, desconfiança, tremores, excitação sexual. Anote, também, os órgãos citados: cabeça, coração, pernas, braços etc. Organize as informações no quadro, em uma lista de palavras. Tente compor uma lógica funcional entre elas, traçando linhas para uni-las (associe os diferentes órgãos às funções deles). Circule as funções simples e faça grandes círculos mostrando funções complexas.

Em seguida, apresente aos alunos o tema da aula: integração e coordenação do sistema nervoso central. Explique que a turma irá debater o assunto com base na questão das emoções. Outras funções do cérebro - como coordenação neuro sensorial e cognição - também serão mencionadas.

Comece a explicação contando que as palavras anotadas no quadro se referem a mecanismos mais ou menos complexos do funcionamento humano, órgãos e células. Para entendê-los, é preciso prestar atenção a dois fatores: o local em que cada evento fisiológico ocorre e os órgãos envolvidos. A comunicação entre os órgãos ou células está relacionada diretamente aos grandes eventos da nossa fisiologia: um encontro amoroso, uma discussão ríspida, o desencontro, um sobressalto de medo, um ataque de pânico.

Para ajudar no entendimento da turma, use o exemplo dos hormônios ou neurossecreções ligados às relações amorosas entre as pessoas. Conte que, de acordo com os neurobiologistas, existem três mecanismos que controlam os vínculos e processos amorosos. No caso do desejo sexual, a luxúria está ligada à quantidade do hormônio testosterona - tanto em homens quanto em mulheres. Já o impulso da paixão e do romance é alimentado pela dopamina. E o terceiro sistema, da ligação e do companheirismo, é alimentado pela ocitocina (na mulher) e pela vasopressina (no homem).

Complemente pontuando que os três sistemas são independentes. Ou seja: uma mulher pode amar o marido, estar apaixonada pelo vizinho e sentir atração pelo Brad Pitt, tudo ao mesmo tempo. Uma confusão só. Esses três sistemas convivem e interferem uns nos outros. O sexo pode aumentar os níveis de dopamina - que provoca paixão e romance. E o orgasmo provoca a descarga de ocitocina e vasopressina - hormônios associados à ligação do casal. É por isso que, biologicamente, não existe sexo 100% sem compromisso. Você sempre corre o risco de acabar se apaixonando por alguém com quem "ficou". 

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