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quarta-feira, 21 de maio de 2014

MEU PEDACINHO DE FÁBULA


A atual novela das seis da Rede Globo “Meu Pedacinho de Chão” está dividindo opiniões de críticos e do público. É possível apostar em um novo visual sem perder a qualidade e a audiência?


A primeira versão de Meu Pedacinho de Chão foi produzida e exibida simultaneamente pela TV Cultura e pela TV Globo entre 1971 e 1972. Foi reapresentada pela TVE Brasil em 1977. O objetivo da história de Benedito Ruy Barbosa era retratar problemas do campo como o analfabetismo, técnicas agrícolas, higiene e vacinação.

O remake estreou no dia 7 de abril deste ano na faixa das seis horas. A trama não sai da história batida do mocinho/vilão. A diferença está na direção de arte que busca o ambiente fabuloso com muitas cores e texturas, seja no figurino, seja no cenário. Com um elenco de peso que inclui Osmar Prado e Juliana Paes, "Meu Pedacinho" conta a história do coronel Epaminondas, antigo dono das terras da Vila. Epa, como é carinhosamente chamado, não admite que o atual dono das terras Pedro Falcão deixe que uma escola se instale no local. É mais ou menos assim que a história começa.



Apesar de inovadora, a proposta visual tira o público brasileiro de sua zona de conforto estética e isso não é tarefa fácil, mesmo para a maior emissora brasileira; a Rede Globo, que exibe a novela atualmente. Dirigida por Luiz Fernando Carvalho – o mesmo das minisséries “Hoje É Dia de Maria” e “Capitu” – a novela estreou com a pior audiência da história das novelas das seis. Uma das apostas da emissora para produzir a novela seria o público infantil. Se a estreia não obteve tanto sucesso, se vê que a audiência continua subindo. No dia 1º de maio, foram 19.8 pontos. Na última terça-feira, dia 13, foram 21 pontos.  
Há quem diga que “Meu Pedacinho” seja uma mistura de Alice no País das Maravilhas com Sítio do Pica-Pau Amarelo. Segundo o diretor, em entrevista para a Serafina, é preciso adaptar o jeito de fazer televisão aos novos modos de consumo dos telespectadores. “Já não dá mais para exigir do telespectador um compromisso de horário e regularidade. (...) E mais, é preciso entender que as pessoas já não precisam da novela para saber que Israel e o Marrocos existem. Não adianta levar as produções até lá. O público quer ser atraído por outro tipo de coisa."



Alguns chegam a afirmar que a produção não deveria ser chamada de novela. O próprio diretor diz não gostar do termo por ela ter apenas 20 personagens e 100 capítulos. Enquanto isso, a próximo novela das seis “Boogie Woogie” já começa a ser gravada, apenas um mês após a estreia de “Meu Pedacinho de Chão”. Se considerarmos a atuação do elenco, a direção de fotografia e de arte, a edição e a trilha sonora, com certeza "Meu Pedacinho de Chão" conseguirá se manter até o 100º capítulo.

© obvious: http://lounge.obviousmag.org/das_artes/2014/05/meu-pedacinho-de-fabula.html#ixzz32NhyS000

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