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sábado, 29 de agosto de 2009

No Rio de Janeiro, festival Back 2 Black celebra a cultura africana.









Rio de Janeiro, 28 ago (EFE).- Gilberto Gil, o cantor senegalês Youssou N'Dour e a ativista moçambicana Graça Machel, esposa do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, são alguns dos convidados de destaque do festival Back 2 Black, que celebra a cultura africana entre esta sexta-feira e domingo no Rio de Janeiro. Nesta primeira edição do evento, apresentações de música e dança de artistas diversas partes do mundo, com destaque para brasileiros e africanos, e conferências sobre política e cultura terão a África como ponto em comum. O festival começa com um debate entre o cantor, compositor e ativista irlandês Bob Geldof - famoso por organizar os megafestivais beneficentes Live Aid (1985) e Live 8 (2005) - e o artista sul-africano Breyten Breytenbach mediado pelo renomado escritor angolano José Eduardo Agualusa.Gilberto Gil abre os shows do Back 2 Black a partir das 22h de hoje em um show acústico, seguido por uma apresentação de Youssou N'Dour, um dos intérpretes africanos mais famosos no mundo e vencedor de um prêmio Grammy em 2005 por seu álbum "Egypt". Além de seus shows, Gil também estará no Back 2 Black para participar de uma das conferências. O ex-ministro da Cultura dividirá a última mesa de debates do evento com Graça Machel e a economista zambiana Dambisa Moyo para falar sobre o papel da África na construção do mundo. Outro convidado ilustre do evento é o cineasta sul-africano Gavin Hood, vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2005 por "Tsotsi" e diretor de "X-Men Origens: Wolverine". Ele, N'Dour e o rapper MV Bill falarão sobre cultura e desenvolvimento na conferência que abre a noite de sábado. Os três dias de festival serão encerrados no domingo com um grande show em homenagem ao samba com apresentações de artistas de diferentes partes do mundo. A célebre cantora cubana Omara Portuondo (que gravou um álbum com Maria Bethânia lançado em 2008), a beninense Angélique Kidjo e artistas brasileiros como Luiz Melodia, Dona Ivone Lara e Marina Lima, entre outros, dividirão o palco no encerramento sob o comando de Mart'nália.
Fonte de pesquisa: www.g1globo.com

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Pizza Sarney

Estudantes da USP distribuem pizzas com alusão à José Sarney. Como deve ser o sabor, hein?






Após 9 anos "Morte" escrito em 2000 continua atual, e é com pesar que o deixarei registrado aqui. Gostaria que fosse tudo diferente...

MORTE
Entre o menor abandonado e a marginalidade existe a FEBEM,
entre a cela do pobre e do diplomático subsiste um DIPLOMA;
que nunca foi usado em favor do POVO.
Entre a vaga da UNIVERSIDADE FEDERAL e o aluno lucrativo,
está inclusa a miséria do analfabeto.
Entre o salário do trabalhador e o ordenado do SENADO,
está explícita uma política vergonhosa.
Entre o canavial e o dono da terra,
permanece o suor das CRIANÇAS que fizeram o trabalho escravo.
Entre as leis que regem o nosso PAÍS e sua aplicação,
está subordinada a burocracia.
Entre a burguesia e os senhores feudais,
continua o HOMEM SEM TERRA.
Entre o aluguel e a política de habitação,
está o IMPOSTO angariado com o dinheiro do TRABALHADOR.
Entre a favela e o apadrinhamento especulativo,
está o voto subornado.
Entre o apagão e a ENERGIA ELÉTRICA,
está a PRIVATIZAÇÃO.
Entre a tecnologia e a FOME,
está a desesperança do êxodo rural.
Entre o abstrato e o concreto da informação;
Persiste a conexão das multinacionais.
Entre o racional e irracional;
Estão impregnadas as marcas omissas da hierarquia “eclesiástica”.
Entre o empregado e o desempregado;
Está o eco do grito:
INDEPENDÊNCIA OU MORTE!
A morte está retratada em nosso cotidiano.
E você independência onde está?

(Aline Carla)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

AMANHÃ... Como será o amanhã?

Amanhã
Guilherme Arantes
Composição: Guilherme Arantes
Amanhã!
Será um lindo dia
Da mais louca alegria
Que se possa imaginar
Amanhã!
Redobrada a força
Prá cima que não cessa
Há de vingar
Amanhã!
Mais nenhum mistério
Acima do ilusório
O astro rei vai brilhar
Amanhã!
A luminosidade
Alheia a qualquer vontade
Há de imperar!
Há de imperar!
Amanhã!
Está toda a esperança
Por menor que pareça
Existe e é prá vicejar
Amanhã!
Apesar de hoje
Será a estrada que surge
Prá se trilhar
Amanhã!
Mesmo que uns não queiram
Será de outros que esperam
Ver o dia raiar
Amanhã!
Ódios aplacados
Temores abrandados
Será pleno!
Será pleno!

Brincadeiras retratadas por Portinari.

Meninos brincando.

Menino com pião.

domingo, 16 de agosto de 2009

Mais imagens de Bárbara Manhães!




Sebastião Salgado

O fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado é um dos repórteres fotográficos contemporâneos mais respeitados no mundo. Salgado, que foi nomeado Representante Especial da Unicef em 3 de Abril de 2001, dedicou-se a fotografar as vidas dos deserdados do mundo. Esse trabalho está documentado em 10 livros e muitas exposições que lhe valeram a maioria dos prêmios de fotografia em todo o mundo. “Desejo que cada pessoa que entrar numa das minhas exposições seja, ao sair, uma pessoa diferente.”, comenta Sebastião Salgado. “Creio que toda a gente pode ajudar, não necessariamente dando bem materiais, mas também tomando parte do debate e preocupando-se pelo que sucede no mundo.”
Natural de Aimorés, Minas Gerais, onde nasceu em 1944, Sebastião Salgado é o sexto e o único filho homem de uma família com oito filhos. Estudou economia no Brasil entre 1964 e 67. Fez mestrado na mesma área na Universidade de São Paulo e na Vanderbilt University (EUA). Após completar os seus estudos para o doutoramento em economia pela Universidade de Paris, em 1971, trabalhou para a Organização Internacional do Café até 1973. Depois de pedir emprestada a câmera da sua mulher, Lélia, para uma viagem a África, Salgado decidiu, em 1973, trocar a economia pela fotografia. Trabalhou para as agências Sygma (1974-1975) e Gamma (1975-1979). Eleito membro da Magnum Photos, uma cooperativa internacional de fotógrafos, permaneceu na organização de 1979 a 1994. De Paris, onde vivia, Salgado viajou para cobrir acontecimentos como as guerras na Angola e no Saara espanhol, o sequestro de israelitas em Entebbe e o atentado contra o presidente norte-americano Ronald Reagan. Paralelamente, passou a dedicar-se a projeto de documentários mais elaborados e pessoais. Viajando pela América Latina durante sete anos (1977-1984), Salgado foi a pé a povoados remotos. Neles capturou as imagens para o livro e a exposição Outras Américas (1986), um estudo das diferentes culturas da população rural e da resistência cultural dos índios e de seus descendentes no México e no Brasil. Nos anos 80, trabalhou 15 meses com o grupo francês Médicos Sem Fronteiras durante a seca na região do Sahel, na África. Na viagem produziu Sahel: O Homem em Pânico (1986), um documento sobre a dignidade e a perseverança de pessoas nas mais extremas condições. Entre 1986 e 1992, fez Trabalhadores (1993), um documentário fotográfico sobre o fim do trabalho manual em grande escala em 26 países. Em seguida, produziu Terra: Luta dos Sem-Terra (1997), sobre a luta pela terra no Brasil, e Êxodos e Crianças (2000), retratando a vida de retirantes, refugiados e migrantes de 41 países.
Após estudarmos a vida e obra de Sebastião Salgado foi proposto aos educandos um desafio de tirar fotos sob um novo olhar, e o trabalho da aluna Bárbara Manhães destacou-se nesta perspectiva. A foto postada aqui é de sua autoria.

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