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quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Quinoa: três receitas com o superalimento




A quinoa é um pseudocereal de alto valor nutritivo e um dos poucos grãos ricos em todos os aminoácidos essenciais para a construção das proteínas do corpo. Fácil de fazer e muito versátil, ela pode, quanto integrada na alimentação diária, unir saúde e paladar! Acostumado a usar a quinoa em suas receitas, o chef Thiago Medeiros, colaborador da S Simplesmente, apresenta três sugestões de receitas fáceis para preparar em casa. Confira a seguir!


Tabule de quinoa com castanha do Pará
Rendimento 4 porções

1 xícara de quinoa em grãos
2 xícaras de água ou caldo de legumes caseiro
Sumo de 1 limão tahiti
1 cebola cortada em cubos pequenos
4 tomates italianos em cubos pequenos
2 pepinos japonês em cubos pequenos
10 castanhas do Pará quebradas
Um punhado de salsinha e hortelã
2 colheres de sopa de azeite extra-virgem
Quanto baste de sal e pimenta-do-reino

Modo de preparo
Coloque duas xícaras de água para ferver numa panela e, então, adicione a quinoa. Quando levantar fervura novamente, abaixe o fogo e cozinhe-a com a panela semitampada por 10 minutos. Desligue o fogo, tampe e deixe descansar por 15 min. Coloque um fio de azeite e solte os grãos com um garfo.

Disponha a quinoa já cozida em uma travessa e tempere com azeite extra-virgem, limão, sal e pimenta-do-reino. Em seguida, adicione a cebola, o tomate e o pepino. Finalize com a salsinha picada e, finamente, as folhas de hortelã rasgadas na mão e as castanhas do Pará picadas na ponta da faca.


Salada de quinoa com abobrinha brasileira
Rendimento 4 porções

1 xícara de quinoa tricolor em grãos
2 xícara de caldo de legumes caseiro ou água
4 talos de alho poró
2 unidades de abobrinha brasileira
4 dentes de alho
1 cebola roxa
2 colheres de sopa de pimenta biquinho
1 maço de manjericão
2 colheres de sopa de azeite
1 colher sopa de sal rosa do himalaia

Modo de Preparo
Coloque duas xícaras de água para ferver numa panela e então adicione a quinoa. Quando levantar fervura novamente, abaixe o fogo e cozinhe-a com a panela semi-tampada por 10 min. Desligue o fogo, tampe e deixe que descanse por mais 15 min.

Coloque um fio de azeite e solte os grãos com um garfo. Corte os talos de alho poró e passe-os rapidamente no azeite, em uma frigideira anti-aderente. Disponha a quinoa já cozinda em uma travessa e tempere com azeite, sal, manjericão e o alho poró refogado. Reserve.

Corte as abobrinhas em cubos pequenos e refogue em óleo de girassol com os dentes de alho picados finamente. Reserve. Corte as cebolas em meia luas e as pimentas biquinho ao meio. Numa travessa, junte a quinoa, a abobrinha, a cebola roxa e as pimentas biquinho. Ajuste o sal e sirva.


Salada de quinoa com beterraba
Rendimento 4 porções

1 xic de quinoa tricolor em grãos
2 xic de caldo de legumes caseiro ou água
2 beterrabas
2 pepinos japoneses
1 bulbo de erva-doce fresca
1 cebola comum
1/2 maço de salsinha
1 limão siciliano
2 colheres de azeite extra virgem
2 colheres de sopa de óleo de abacate
1 colher sopa de sal rosa do himalaia

Modo de Preparo
Coloque duas xícaras de água para ferver numa panela e então adicione a quinoa. Quando levantar fervura novamente, abaixe o fogo e cozinhe-a com a panela semi-tampada por 10 min. Desligue o fogo, tampe e deixe que descanse por mais 15 min.

Quando pronta, coloque um fio de azeite e solte os grãos com um garfo. Suar rapidamente a cebola em cubos no azeite em uma frigideira antiaderente e reserve.

Disponha a quinoa já cozida em uma travessa e a tempere com azeite, limão, sal rosa, salsinha e adicione a cebola refogada. Reserve. Rale as beterrabas no ralo grosso e reserve.

Corte os pepinos e a erva-doce em meia luas e reserve. Numa travessa, junte a quinoa, a beterraba, pepino e erva-doce. Ajuste o tempero com sal e óleo de abacate e sirva.

Casa Vogue

Só porque tive coragem de cuidar da semente...


"Sabe, eu me recordo de cada flor que veio à tona só porque tive coragem de cuidar da semente.
 Só porque não me acovardei,
 mesmo que tantas vezes com todo medo do mundo."


Ana Jácomo


NICOLAU MAQUIAVEL E A FILOSOFIA POLÍTICA IMORAL EM 'O PRÍNCIPE' por Eduardo Ruand


Nicolau Maquiavel foi dramaturgo, poeta, diplomata e filósofo, um homem de formação humanista e típico da Renascença. Em seu célebre livro O Príncipe, ele defendeu sua tese de que um príncipe que deseje conquistar, consolidar e legitimar seu poder não poderia ser limitado pela moralidade (os fins justificam os meios). Um guia político clássico que norteia uma legião de líderes.


"Como pessoa, era bem proporcionado, de estatura média, magro, altivo e de expressão atrevida. Os cabelos eram negros, a pele, branca, mas amorenada; cabeça pequena, rosto ossudo, testa alta. Os olhos, vívidos, e a boca, fina, cerrada, pareciam um pouco escarnecedores. Muitos retratos dele sobreviveram, mas só Leonardo (da Vinci), com o qual se encontrou em dias prósperos, podia traduzir em pensamento, com desenho e cores, aquele sorriso elegante e ambíguo." – Roberto Ridolfi, 1969

Nicolau Maquiavel nasceu em 3 de maio de 1469, na cidade italiana de Florença, região da Toscana. Foi dramaturgo, poeta, diplomata e filósofo, um homem com formação humanista e típico da Renascença.

Na sua época, a poderosa família Médici dominava a política e os negócios de Florença há quase um século, antes de ser banida após uma ditadura teocrática instituída pelo frei dominicano Jerônimo Savonarola, que fora queimado na fogueira por causa de suas pregações heréticas. A carreira de Maquiavel teve início uma semana após esse acontecimento. Estima-se que ele tinha 29 anos na época, e nada de relevante se sabe antes disso.

O pai de Maquiavel era um advogado rico e influente, e dele Maquiavel recebeu uma extensa educação formal e conseguiu seu primeiro emprego como secretário para o Estado, no departamento de arquivo e documentação. Adiante, Nicolau Maquiavel se tornou diplomata e embaixador do governo. Ele cuidava das políticas externas, de assuntos militares e ajudava na formulação de acordos com outros governos. Seu papel sempre foi o de observador: durante os comícios ele capturava as informações principais, estudava fenômenos sociais, criava hipóteses sobre possíveis cenários futuros e tratava de comunicar tudo isso em relatórios que enviava periodicamente para Florença. Nesse ínterim de tempo, Maquiavel já escrevia regularmente sobre política, história e também literatura, com proficiência intelectual e rigor.

De acordo com Ridolfi (2007), Maquiavel era alguém de costumes simples, de hábitos plebeus e não convencionais. Ele gostava da boa conversa e sentava-se com desembaraço junto de qualquer tipo de gente. Todos os dias, praticava leitura e, como dizia ele mesmo, comprazia-se com seus pensamentos apaixonados. Acordava cedo pela manhã, e caminhava pelo centro da cidade até a taverna; falava com quem passava, pedia notícias de suas aldeias, famílias, empresas, e notava os vários gostos e as diversas fantasias dos homens. À noite, Maquiavel voltava para casa e seu escritório, onde aprofundava-se em cogitações sobre assuntos do dia, discutindo com si mesmo sobre o que é principado, de que tipos são, como se adquirem, como se conservam, e por que são perdidos.

Bem, após uma série de acontecimentos negativos para com a reputação da família Médici, Maquiavel foi posto numa lista negra de conspiradores e passou meses preso, sob regime de tortura e flagelo. Como conta White (2007):

"Maquiavel foi submetido a uma verdadeira tortura: seus braços foram amarrados às costas, ele foi pendurado no teto, solto de repente e o movimento só se interrompia quando estava rente ao solo. Foi submetido a essa barbárie por seis vezes, mas não se deixou incriminar, nem confessou coisas que não havia feito. Ainda assim, apesar de toda sua coragem, não podia ter a menor ideia quanto a se os verdadeiros conspiradores estavam mentindo e dando seu nome como cúmplice para ajudar na resolução de seus próprios casos."

Na condição de prisioneiro, Maquiavel sentia-se péssimo quando escreveu para seu amigo Francisco Vettori revelando que, no "tempo livre", ele aproveitava para produzir um texto que futuramente se tornaria sua célebre obra O Príncipe, elaborada originalmente entre 1513 e 1514, mas publicada só em 1532.



Sobre a linguagem do livro: às vezes é lírica, às vezes informal e desajeitada, mas sempre clara e direta. Maquiavel mostra sua vasta erudição com categoria; ele abusa da naturalidade de forma que toda informação fica à mercê das ideias. Na experiência da leitura, certamente há momentos de desconforto, devido a algumas peculiaridades e vícios de linguagem do autor. Pronomes e adjetivos são muitas vezes usados de forma confusa, o que compromete a concordância nominal, mas, em geral, isso não chega a atrapalhar no entendimento do texto. A sonoridade da fala de Maquiavel é medieval, rebuscada e arcaica, mas ele simplifica e usa um tom de conversa pessoal para enriquecer seu discurso. De vez em quando, entre uma colocação e outra, ele cria pausas ritmadas e dramáticas; em algumas oportunidades para enfatizar o conteúdo, em outras para talvez inspirar o leitor em sua empreitada.

Maquiavel escreveu O Príncipe na tentativa de reaproximar-se do governo. No livro, o florentino anexou uma carta direcionada à Lourenço de Médici, com uma dedicação especial à sua filha, Catarina, que ficaria conhecida na história por tornar-se rainha da França quando seu marido, Henrique II, subiu ao trono em meados do século XIV. Trata-se então de um livro de encomenda, que Maquiavel desenvolveu com a intenção maior de salvar-se do exílio. Em vão. Ele continuou sendo proibido de cumprir seus ofícios e, consequentemente, foi expulso da cidade. De quebra, O Príncipe foi mal interpretado por alguns linguistas e teóricos subsequentes, e assim a figura de Maquiavel caiu em esquecimento pelas décadas posteriores.

Pensamento para o dia


"O meu corpo e o meu coração
poderão fraquejar,
mas Deus é a força do meu coração
e a minha herança para sempre."

Salmos 73:26

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Retratos hu(manos) por Victoria Kharchenko



























































Salve dezembro!


É hora de despertar!
Dezembro chegou, 
e com ele novos recomeços!
Acorda, pois ainda é tempo de ser feliz!

Que assim seja!



❝O tempo, de vento em vento, desmanchou o penteado arrumadinho de várias certezas que eu tinha, 
e algumas vezes descabelou completamente a minha alma. 
Mesmo que isso tenha me assustado muito aqui e ali, foi graça, 
alívio e abertura."

Ana Jácomo

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