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terça-feira, 6 de março de 2018

"Resposta não consegue florescer no terreno apertado da confusão."


Pergunta que não dorme é perigosa. Bagunça a nossa harmonia todinha. Atrapalha o fluxo natural da vida. Obstrui o caminho que nos permite fazer contato com a sabedoria do nosso coração. Pergunta que não dorme rodopia, incansável, na nossa cabeça e nos deixa zonzos, muito zonzos. Ladra de energia, ensurdece os nossos olhos, abafa a nossa música, esconde o nosso sol. Pergunta que não dorme vai pra tudo o que é canto procurar resposta, como se resposta fosse coisa que se encontra em qualquer lugar.

Tentar deixar a pergunta dormir um pouco pode ser a melhor maneira de abrir espaço para a resposta acordar. Talvez, a única. Para que a vida responda, às vezes o mais saudável a ser feito é apenas procurar relaxar. Para afrouxar o sentimento. Para arejar a alma. Para distrair a pergunta.

Resposta não consegue florescer no terreno apertado da confusão.



© ANA CLÁUDIA SALDANHA JÁCOMO
In Cheiro de flor quando ri 1
(publicado em 18 de Janeiro de 2009)

Obs.: Arte digital de Aline Carla Rodrigues.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

IMPERMANÊNCIA

Tenho uma amiga que diante das circunstâncias mais difíceis costuma afirmar: “E isto também passará!” Pura verdade. Tudo passa. Nada permanece inalterado. Nada permanece o tempo todo, do mesmo modo, no mesmo lugar. Inclusive aquilo que gostaríamos que não passasse nunca. Aprendi, embora tantas vezes esqueça e as circunstâncias me convidem a relembrar, que a ordem natural das coisas é a fluência, o movimento. O fechamento de um ciclo e a inauguração de outro.

A natureza, que tem dado claros sinais de contrariedade com o pseudocontrole dos homens, há séculos dá aulas gratuitas a respeito disso, com ou sem plateia. É só a gente olhar para as várias feições da lua. Para o movimento das ondas do mar. Para os diferentes tons do céu num período de 24 horas. Para a dança da floração das plantas. Para o caminho que a semente faz até se vestir de fruto. Intimamente, basta olharmos pra nós mesmos, usando o espelho de fora ou o espelho de dentro.

Durante a nossa jornada temos inúmeras oportunidades para olharmos nos olhos da morte. Com o tempo, começamos a perceber que, no fundo, ela não é outra coisa senão um jeito diferente que a vida arruma para se vestir. Mas, ai, como costuma ser difícil lidar com as mudanças da nossa própria vida. Como é difícil assumir a morte das coisas, mesmo as mais moribundas, sobreviventes apenas pelos tubos do apego. Como é difícil arrumar os armários do próprio coração. Ter coragem para se desfazer daquilo que já não nos serve e sabemos que não irá mais nos servir. Crenças. Padrões. Expectativas. Autoimagens.

Há fases em que somos tocados com tanta rispidez pelas experiências do nosso caminho, que, muitas vezes, sem sequer percebermos, trocamos de mal com o riso, com a felicidade, com o compromisso maior, aquele que temos com o nosso coração. De alguma maneira, geralmente sutil, rompemos com tudo. Com todos. Principalmente, com nós mesmos. Sentimo-nos muito tristes e tentamos paralisar o movimento da vida a partir do núcleo do nosso medo.

Fases em que não nos encantamos com mais nada. Esquecemos o gosto bom das alegrias mais simples. Vedamos nossos olhos à grandeza do milagre presente em todas as coisas. Agarramo-nos à nossa dor com tanto zelo que nem o ser mais luminoso e bem intencionado do universo parece ser capaz de nos dissuadir de soltá-la. Assustados, na tentativa de nos protegermos de mais dor, ignoramos que a dor maior é a própria estagnação. A tentativa de interrupção do fluxo. A negação em nos rendermos, outra vez, à dança da vida.

Nessas fases doídas da caminhada, a gente esquece, sim, de que tudo passa. Esquece, sobretudo, que precisamos permitir que passe. E que não há muito o que fazer nesses momentos, senão entregar e confiar, eta tarefa difícil. Deixar que as coisas morram e abram espaço para o novo. Aceitar o intervalo da travessia, em que as coisas não têm mais a forma antiga nem ainda a forma nova. O tempo da crisálida: nem mais lagarta nem voo ainda. Respeitar a cadência natural das gestações. Lembrar que precisamos ser delicados e generosos com nós mesmos para atravessar a frente fria até o sol surgir de novo. Lembrar que tudo é impermanente.

© ANA CLÁUDIA SALDANHA JÁCOMO
In Cheiro de flor quando ri 1
(publicado em 18 de Dezembro de 2008)


Obs.: fotografia de Domingos Souza.

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

NA BERLINDA, O CORAÇÃO



"Há momentos em que tudo o que a gente precisa é dar colo para o próprio coração. 
Aconchegá-lo no nosso olhar de escuta. 
Deixar que perceba que naquele instante todas as outras coisas podem nos esperar um pouco;
 ele, não.
 Ele é o nosso rei e o nosso reino. 
O papel para desenho e a caixa de lápis de cor. 
A música e a orquestra. 
Nossa bússola e nosso mar.
 A flor, o pólen, a borboleta, ao mesmo tempo. 
A colmeia e o mel. 
O centro, onde tudo principia e para o qual tudo converge. 
Ele não pode esperar."

ANA JÁCOMO

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A CLARIDADE DAS PALAVRAS


De repente, um silêncio tão bem dito que não entendi mais nada. Ao contrário de outros, alguns silêncios apagam a luz.

Bendita seja a claridade das palavras também quando permitem que dúvidas sejam dissolvidas. Que equívocos não sejam alimentados. Que distâncias não cresçam. Que a confiança prevaleça. Que o afeto não se torne encabulado.

Bendita seja a claridade das palavras também quando ficamos no escuro da incompreensão, tateando as paredes deste cômodo pouco ventilado à procura de um interruptor qualquer que acenda o nosso entendimento.

Bendita seja a claridade das palavras também quando aproximam, em vez de afastar. Quando nos possibilitam o conforto da verdade, mesmo que ela desconforte. Quando simplesmente queremos saber o que está acontecendo com as pessoas que amamos simplesmente porque amamos.

Bendita seja a claridade das palavras quando ditas com o coração. Ele sabe como acender a luz.

(Ana Jácomo )

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Estive pensando nesse mistério


Estive pensando nesse mistério lindo que você é para alguém e alguém é para você ou que ainda serão um para o outro. Nessa oportunidade preciosa dos encontros que nos fazem crescer no amor com o tempero bom da ludicidade. Nesse clima de passeio noturno em pracinha de cidade pequena. Nessa paz que convida o coração pra se recostar e repousar cansaços. Nesse lume capaz de clarear um quarteirão inteirinho da alma. Nesse abraço com braços que começam dentro da gente. Nessa vontade de deixar o mundo todo pra depois só para saborear cada milímetro do momento embrulhado pra presente.

Estive pensando nesse mistério que não consigo desvendar. Nem tento.



© ANA CLÁUDIA SALDANHA JÁCOMO
In Cheiro de flor quando ri 1
(publicado em 10 de Agosto de 2007)

NOTA:
1. Cheiro de flor quando ri: blog da autora que foi desativado em Agosto de 2012.



2. Fragmento do texto ESSE MISTÉRIO:
http://www.avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=16736&poeta_id=227

A CLARIDADE DAS PALAVRAS


De repente, um silêncio tão bem dito que não entendi mais nada. Ao contrário de outros, alguns silêncios apagam a luz.


Bendita seja a claridade das palavras também quando permitem que dúvidas sejam dissolvidas. Que equívocos não sejam alimentados. Que distâncias não cresçam. Que a confiança prevaleça. Que o afeto não se torne encabulado.


Bendita seja a claridade das palavras também quando ficamos no escuro da incompreensão, tateando as paredes deste cômodo pouco ventilado à procura de um interruptor qualquer que acenda o nosso entendimento.



Bendita seja a claridade das palavras também quando aproximam, em vez de afastar. Quando nos possibilitam o conforto da verdade, mesmo que ela desconforte. Quando simplesmente queremos saber o que está acontecendo com as pessoas que amamos simplesmente porque amamos.

Bendita seja a claridade das palavras quando ditas com o coração. Ele sabe como acender a luz.

(Ana Jácomo )

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Coragem, às vezes, é desapego...


Coragem, às vezes, é desapego (...). 
É aceitar doer inteiro até florir de novo. 
É abençoar o amor, aquele lá, 
que a gente não alcança mais.

Ana Jácomo

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu.



E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras.

Ana Jácomo

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

"Um cheiro da paz risonha do encontro que é bom."


❝Fazia florescer pés de sol no tempo encantado em que estávamos juntos. 
Dispensava nomes e entendimentos. 
Havia algo que tinha um cheiro inconfundível de alegria. 
De vida abraçada. 
De chuva quando beija a aridez. 
De lua quando é cheia e o céu diz estrelas. 
Um cheiro da paz risonha do encontro que é bom."

Ana Jácomo

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Resista um pouquinho mais...








Resista um pouquinho mais, mesmo que a sua vida esteja sendo pesada como a consciência dos insensatos e você se sinta indefeso como um pássaro de asas quebradas.
Resista porque o último instante da madrugada é sempre aquele que puxa a manhã pelo braço e essa manhã, bonita, ensolarada, sem algemas, nascerá para você em breve, desde que você resista.
Resista, porque eu estou sentada na arquibancada do tempo torcendo ansiosa para que você resista e ganhe de Deus o troféu que merece: a felicidade.

Ana Jácomo

Obra fantástica de Alexander Averin!

Amigo, obra-prima que conta o milagre que acontece toda vez que a vida arruma um modo para aproximar as almas irmãs. Buquê de risos desarmados, olhares que ouvem, abraços que dizem. Árvore frondosa e a sombra dela, onde podemos descansar um pouco, ouvir o canto bom de um passarinho e outro, sorrir para a folha que sabe dançar mesmo quando cai. Lugar de azul macio quando faz sol no coração da gente e quando as chuvas mais fortes alagam nossos olhos. Canção feita de acordes que acordam belezas que às vezes demoram à beça para cantar de novo. 
Uma ideia feliz do quanto o amor é pura arte.

Ana Jácomo

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Quando estamos em harmonia com o nosso coração...


❝De que, às vezes, para se reconstruir, é preciso demolir construções que, por mais atraentes que sejam, não são coerentes com a ideia da nossa vida. A gente se dá conta do quanto somos protegidos quando estamos em harmonia com o nosso coração. De que o nosso coração é essencialmente puro. Essencialmente, amoroso, o bordador capaz de tecer as belezas que se manifestam no território das formas. De que, sabedores ou não, é ele que tem as chaves para as portas que dão acesso aos jardins de Deus. E, vez ou outra, quando em plena comunhão criativa, entra lá, pega uma muda de planta e traz para fazê-la florescer no canteiro do mundo.

Ana Jácomo


domingo, 31 de janeiro de 2016

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

A alma é sábia!


A alma é sábia!
Enquanto achamos que só existe dor, ela trabalha, em silêncio, para tecer o momento novo. 
E ele chega.

-Ana Jácomo-

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

"Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem..."


"Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. 
Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos,
 nas temporadas difíceis, 
de quem não desiste da gente."

Ana Jácomo

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Envie um sorriso de amor!


"A qualquer distância, em qualquer instante, é possível abrirmos os olhos para dentro, sintonizar o coração e enviar um sorriso de amor."
Ana Jácomo

"Ouço um passarinho cantar perto da cozinha."


"Ouço um passarinho cantar perto da cozinha. 
Não posso vê-lo, mas, porque canta, 
ele me alcança e perfuma a textura do meu instante."
Ana Jácomo

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

"O que é preciso mesmo é coragem para abrir o presente."





"Não é preciso agendar, entrar em fila, contar com a sorte, acordar cedo para pegar senha: a possibilidade de recomeço está disponível o tempo todo, 
na maior parte dos casos. 
Não tem mistério, ela vem embrulhada com o papel bonito de cada instante novo, essa página em branco que olha pra gente sem ter a mínima ideia do que escolheremos escrever nas suas linhas.
O que é preciso mesmo é coragem para abrir o presente."

Ana Jácomo

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

"São os olhos, exatamente os olhos, que eu mais ouço"



❝São os olhos, exatamente os olhos, 
que eu mais ouço. 
A vida tem me ensinado, ao longo da jornada, 
que as palavras muitas vezes mentem. 
Os olhos, geralmente, 
não desmentem o que diz o coração."

Ana Jácomo

sábado, 19 de dezembro de 2015

Sejamos luz!


Silêncio

"De repente, um silêncio tão bem dito que não entendi mais nada. Ao contrário de outros,
 alguns silêncios apagam a luz. 

Bendita seja a claridade das palavras também quando permitem que dúvidas sejam dissolvidas. 
Que equívocos não sejam alimentados. 
Que distâncias não cresçam. 
Que a confiança prevaleça.
 Que o afeto não se torne encabulado. 
Bendita seja a claridade das palavras também quando ficamos no escuro da incompreensão, 
tateando as paredes deste cômodo pouco ventilado à procura de um interruptor qualquer que acenda o nosso entendimento. 

Bendita seja a claridade das palavras também quando aproximam, em vez de afastar. 
Quando nos possibilitam o conforto da verdade, mesmo que ela desconforte. 
Quando simplesmente queremos saber o que está acontecendo com as pessoas que amamos, simplesmente porque amamos. 

Bendita seja a claridade das palavras quando ditas com o coração. 
Ele sabe como acender a luz."

Ana Jácomo

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