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quarta-feira, 2 de maio de 2012
terça-feira, 1 de maio de 2012
Preparem-se noivas!
Tradicional feira de noivas em SP (Expo Noivas & Festas),tem 'buquê das periguetes' e papel higiênico personalizado.
DIA DO TRABALHO OU DIA DO TRABALHADOR?
Operários - Tarsila do Amaral
DIA DO TRABALHO OU DIA DO TRABALHADOR?
Murilo Oliveira, Juiz do Trabalho(5ª Região) e Professor da UFBA.
No dia internacional do trabalho, celebram-se as lutas operárias em defesa da redução da jornada de trabalho. Lembrar do primeiro de maio serve para que não se esqueça o ocorrido em 1º de maio de 1886 em Chicago nos Estados Unidos. Nestas manifestações, precisamente durante o confronto com a polícia local, ocorreram mortes quando uma bomba explodiu. Por considerar os organizadores das passeatas os responsáveis pelas mortes, os dirigentes sindicais foram condenados pela Justiça à morte na forca. É esse o grosso resumo dos fatos que explicam historicamente o primeiro de maio (veja a história mais detalhada em http://www.culturabrasil.pro.br/diadotrabalho ), justificando o epíteto de “os mártires de maio”.
A despeito desta história de luta, morte e injustiça de trabalhadores, o primeiro de maio é designado como “dia do trabalho”. Este título oficialesco representa uma sutil prevalência da ação (trabalho), logicamente em detrimento do sujeito que realiza esta ação (trabalhador). No discurso oficial, celebra-se o trabalho humano na sua acepção genérica e não a luta dos trabalhadores que pagaram com sangue a obtenção da jornada de oito horas. Suprime-se o trabalhador (e sua dor), restando o trabalho, na perspectiva positivista mais neutra possível.
Esta questão de nomenclatura não pode ser tida como um problema pequeno. Isto porque algumas mudanças de nomes, como esta, trazem um conteúdo ideológico de esvaziamento do sentido histórico do termo. Falar hoje em dia do trabalho pouco remete a luta pela redução da jornada de trabalho e as demais lutas dos trabalhadores. Comemorar o primeiro de maio tende a significar somente a exaltação de toda a pessoa que trabalha, que pode ser tanto um empregador que administra sua empresa, um trabalhador autônomo, ou um empregado. Assim, consegue-se, com uma pequena mudança de nome, desfocar as lutas dos trabalhadores, consagradas em parte no Direito do Trabalho.
Celebra-se, enfim, neste dia uma série de conquistas do Direito do Trabalho, muitas atendendo parcialmente aos reclames dos trabalhadores. Rememora-se que estas lutas tiveram um preço histórico grande para serem reconhecidas pelo Estado como direitos trabalhistas, tal como foi a morte de mais cento e trinta mulheres grevistas queimadas numa fábrica de Nova York em 1857, data posteriormente reconhecida como dia internacional da mulher. Mais apropriado, então, é referir-se ao dia de hoje como “dia internacional do trabalhador”, em memória dos mártires de Chicago e em respeito à história das lutas dos trabalhadores e trabalhadoras.
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Rodo Cotidiano
Rodo Cotidiano
Ô Ô Ô Ô Ô my brother
É...
A ideia lá comia solta
Subia a manga amarrotada social
No calor alumínio nem caneta nem papel
Uma ideia fugia
Era o rodo cotidiano
Espaço é curto quase um curral
Na mochila amassada uma quentinha abafada
Meu troco é pouco, é quase nada
Ô Ô Ô Ô Ô my brother
Não se anda por onde gosta
Mas por aqui não tem jeito, todo mundo se encosta
Ela some é lá no ralo de gente
Ela é linda mas não tem nome
É comum e é normal
Sou mais um no Brasil da Central
Da minhoca de metal que corta as ruas
Da minhoca de metal
É... como um concorde apressado cheio de força
Que voa, voa mais pesado que o ar
E o avião, o avião, o avião do trabalhador
Ô Ô Ô Ô Ô my brother (4x)
É... espaço é curto quase um curral
Na mochila amassada uma vidinha abafada
Meu troco é pouco, é quase nada (2x)
Não se anda por onde gosta
Mas por aqui não tem jeito, todo mundo se encosta
Ela some é lá no ralo de gente
Ela é linda mas não tem nome
É comum e é normal
Sou mais um no Brasil da Central
Da minhoca de metal que entorta as ruas
Da minhoca de metal que entorta as ruas
Como um Concorde apressado cheio de força
Voa, voa mais pesado que o ar
E o avião, o avião, o avião do trabalhadorÔ Ô Ô Ô Ô my brothe
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Doodle do Google sobre o dia do trabalho exibe mais uma vez sua arte
O Dia do Trabalho é comemorado em 1º de maio. No Brasil e em vários países do mundo é um feriado nacional, dedicado a festas, manifestações, passeatas, exposições e eventos reivindicatórios.
A História do Dia do Trabalho remonta o ano de 1886 na industrializada cidade de Chicago (Estados Unidos). No dia 1º de maio deste ano, milhares de trabalhadores foram às ruas reivindicar melhores condições de trabalho, entre elas, a redução da jornada de trabalho de treze para oito horas diárias. Neste mesmo dia ocorreu nos Estados Unidos uma grande greve geral dos trabalhadores.
Dois dias após os acontecimentos, um conflito envolvendo policiais e trabalhadores provocou a morte de alguns manifestantes. Este fato gerou revolta nos trabalhadores, provocando outros enfrentamentos com policiais. No dia 4 de maio, num conflito de rua, manifestantes atiraram uma bomba nos policiais, provocando a morte de sete deles. Foi o estopim para que os policiais começassem a atirar no grupo de manifestantes. O resultado foi a morte de doze protestantes e dezenas de pessoas feridas.
Foram dias marcantes na história da luta dos trabalhadores por melhores condições de trabalho. Para homenagear aqueles que morreram nos conflitos, a Segunda Internacional Socialista, ocorrida na capital francesa em 20 de junho de 1889, criou o Dia Mundial do Trabalho, que seria comemorado em 1º de maio de cada ano.
Aqui no Brasil existem relatos de que a data é comemorada desde o ano de 1895. Porém, foi somente em setembro de 1925 que esta data tornou-se oficial, após a criação de um decreto do então presidente Artur Bernardes.
Fonte: Luis Pablo
Imagem:Google
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No Dia do Trabalhador, sociedade cobra transparência no combate à corrupção
Estamos de olho!
O recente escândalo envolvendo a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira, com envolvimento de políticos e funcionários públicos, reacendeu os questionamentos a respeito da postura que os trabalhadores devem ter em relação à administração pública e ao erário, alimentado, em grande parte, com os impostos pagos por milhões de assalariados brasileiros.
De acordo com Wadih Damous, presidente da OAB-RJ, a data deve dividir os cidadãos, que convivem ao mesmo tempo com o crescimento econômico e com seguidas denúncias de má conduta dos poderosos:
“Os trabalhadores brasileiros, nesse 1º de maio, devem estar experimentando sentimentos distintos. Por um lado, se beneficiam do crescimento econômico do país, que trouxe mais empregos, melhores salários e aumento do consumo; por outro, se indignam por verem parte do dinheiro que pagam em impostos - altos - ser desviado para a corrupção, ao invés de investimentos em saúde, segurança e educação”, explica. “Os últimos acontecimentos que culminaram com a instalação da chamada "CPI do Cachoeira", mostram que os tentáculos do polvo da corrupção se estendem em diversas esferas da administração pública, dos poderes constituídos e do mundo empresarial, além de revelarem a promiscuidade de homens públicos com personagens de conduta duvidosa da iniciativa privada. Espera-se que a CPI não redunde em "pizza" e que constitua um duro golpe na corrupção endêmica existente na vida pública brasileira e leve à punição de corruptos e corruptores”, afirma.
Já o arcebispo do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, destaca que o trabalhador comum não deve ser tentado a cometer desvios éticos por conta do exemplo que recebe da classe política. Segundo ele, toda a sociedade é responsável por construir um país melhor:
"Diante dos desafios do mundo de hoje, aqueles trabalhadores que buscam o sustento de sua família devem continuar acreditando que o sustendo deve ser obtido com honestidade. Só assim o trabalhador tem bons frutos para ele e para o país. Só desta forma é possível construir um mundo melhor. Todos somos responsáveis pela construção de uma sociedade justa e completa. Só quem vive na justiça e na ética com seu trabalho está colaborando para isso".
Coordenador do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ), Cláudio Monteiro destaca que a cobrança da sociedade deve ser pela implantação de mecanismos de fiscalização à conduta do dinheiro público:
“O trabalhador tem que cobrar mais transparência. A gente enfrenta esse problema da corrupção, que é um dos problemas mais sérios que temos. Isso será resolvido com informação e transparência por parte dos governantes. Só com acesso às informações sobre a administração pública, tanto por parte da imprensa, quanto por parte do cidadão, é assim que evoluiremos para combater esses problemas”, sentenciou.
A Associação Brasileira de Imprensa também se manifestou sobre o assunto. Segundo o presidente da entidade, Maurício Azêdo, a indignação da sociedade com os corruptos pode ser uma barreira importante para impedir que políticos corruptos conquistem cargos:
“O conjunto da cidadania não pode perder a esperança de que as mazelas que o país apresenta atualmente sejam superadas, graças a iniciativas como a criação da CPI que investigará os negócios do Senhor Carlinhos Cachoeira e seus cúmplices enquistados no Legislativo e em outros cargos públicos. A sociedade está cansada de tanta corrupção e esse sentimento generalizado pode vir a se constituir em uma barreira para os aventureiros que encontram na vida pública formas de enriquecimento ilícito”, completa.
Fonte: Jornal do Brasil
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