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domingo, 4 de setembro de 2011

Ventos - escolha de Nelson


Quando os ventos de mudança sopram, umas pessoas levantam barreiras, outras constroem moinhos de vento.




                                                           Érico Veríssimo

Serenata para o amigo...


Escolha uma paisagem com gif e envie-nos uma poesia.








Livros digitais na Bienal



A professora Suelen teve primeiro contato com livro
digital na Bienal do Livro (Foto: Carla Meneghini/G1)

Visitantes da Bienal do Livro do Rio, que acontece até 11 de setembro no Riocentro, aproveitaram a tarde desta sexta-feira (2) para experimentar uma nova forma de leitura: o livro digital.

Desde as primeiras horas de funcionamento, crianças e adultos disputam lugar no estande de “degustação digital” da feira, em que o público pode experimentar tablets de diversas marcas e ler livros em versão digital.

“É maneirão”, diz o estudante Victor Hugo Pereira, de 9 anos, que chegou ao estande acompanhado do pai experimentar essa tecnologia pela primeira vez. “É muito fácil de usar, trocaria todos os meu gibis para ganhar um desse”, vibrou o menino ao manusear um dos tablets do evento.
O evento oferece um estande de 'degustação'
digital (Foto: Carla Meneghini/G1)

A professora Suelen Elias, outra visitante do espaço, aponta a praticidade como principal atrativo dos livros digitais. “Vivo carregando livros, só de não ter que levar aquele peso já seria muito bom”, conta. Ao experimentar um dos tablets disponíveis no estande, ela disse que ficou “satisfeitíssima”. “Achei fantástico, a leitura é até mais gostosa do que no papel”, afirma.

Já para o médico Alexandre Bandeira de Mello, que também foi à área de “degustação”, os livros digitais não são novidade, pois ele já possui um Kindle há cerca de seis meses. “Estou gostando tanto dessa forma de leitura que quero comprar outro aparelho”, conta o médico. “É fácil de comprar os livros, de ler, de guardar, estou me adaptando muito bem, não quero outra coisa”, opina. “Só sinto falta de uma coisa, do cheiro dos livros. Isso não dá para reproduzir”, completa.
Fonte: G1

Pensamento para o dia


Seca-se a erva, e cai a flor, porém a palavra de nosso Deus subsiste eternamente. 
(Isaías 40:6) 

sábado, 3 de setembro de 2011

Clarice Lispector


Atenção ao Sábado




Acho que sábado é a rosa da semana; sábado de tarde a casa é feita de cortinas ao vento, e alguém despeja um balde de água no terraço; sábado ao vento é a rosa da semana; sábado de manhã, a abelha no quintal, e o vento: uma picada, o rosto inchado, sangue e mel, aguilhão em mim perdido: outras abelhas farejarão e no outro sábado de manhã vou ver se o quintal vai estar cheio de abelhas.
No sábado é que as formigas subiam pela pedra.
Foi num sábado que vi um homem sentado na sombra da calçada comendo de uma cuia de carne-seca e pirão; nós já tínhamos tomado banho.
De tarde a campainha inaugurava ao vento a matinê de cinema: ao vento sábado era a rosa de nossa semana.
Se chovia só eu sabia que era sábado; uma rosa molhada, não é?
No Rio de Janeiro, quando se pensa que a semana vai morrer, com grande esforço metálico a semana se abre em rosa: o carro freia de súbito e, antes do vento espantado poder recomeçar, vejo que é sábado de tarde.
Tem sido sábado, mas já não me perguntam mais.
Mas já peguei as minhas coisas e fui para domingo de manhã.
Domingo de manhã também é a rosa da semana.
Não é propriamente rosa que eu quero dizer.

Clarice Lispector (do livro "Para não Esquecer")

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