CHECK UP VETERINÁRIO
Como chegou já castrado, até os dez anos suas visitas ao veterinário foram somente para vacinação. Porém, um dia ficou doente e teve o diagnóstico de FIV (também conhecida como AIDS felina), que não sei se ele herdou da mãe, da vida na rua até ser resgatado ou das vezes em que fugiu e voltou machucado. Muitos protetores testam os animais para a FIV e a FELV (leucemia felina) antes de doar. Ambas não são transmitidas aos humanos, mas são altamente transmissíveis a outros gatos pelo contato com secreções (sangue, saliva) ou ainda de mãe para filhotes. Mas ser portador não impede que o gato tenha uma vida longa e feliz.
TELAS DO BEM
Quando ele chegou em casa, não instalei telas. Achava que machos castrados não saíam de casa. Que ilusão: várias vezes ele escapou, e muitas ele voltou com sinais de briga. Talvez, SE tivesse tela em casa, ele não tivesse saído e contraído FIV. Se o gato morar em apartamento, a tela é ainda mais mandatória. Gatos são curiosos e qualquer movimento do lado de fora da janela é suficiente para se jogar, mesmo que do outro lado tenha 15 andares de queda livre.
FORA DA CAIXINHA
Por ser um animal asseado por natureza, o normal seria o gato usar as caixas de areia por instinto, mas pode haver desvios. Segundo a bióloga Juliana Damasceno, doutora em psicobiologia e diretora da Well Felis, consultoria especializada em comportamento felino, a má pontaria pode ocorrer por motivos clínicos (patologias como cistite e outras doenças do trato urinário e digestivo) ou comportamentais. Passou pelo check up veterinário e está tudo em ordem? Então o problema provavelmente tem origem comportamental: “pode ser ansiedade, estresse, marcação territorial ou, por incrível que pareça, a própria caixa de areia”, conta.
