Em setembro, a NASA confirmou a evidência de fluxo de água em Marte. E hoje (1/10), acontece o lançamento do filmeThe Martian, da FOX, dirigido por Ridley Scott. Durante uma missão para o planeta vermelho, o astronauta Mark Watney (interpretado por Matt Damon) é deixado para trás por sua tripulação. Com condições de vida extremas e hostis, ele desenvolve técnicas de plantio e de moradia para sobreviver. Se os estúdios de arquitetura já tivessem aterrissado por lá, provavelmente o tripulante não precisaria ter passado por isso.
A Foster + Partners, estúdio britânico fundado e liderado por Norman Foster, acaba de desenvolver um projeto de habitação para Marte. Sumidade quando o assunto é arquitetura e inovação na construção, eles assinam uma série de edfiícios dos mais icônicos da atualidade, como o City Hall e o British Museum, ambos em Londres. Eles são os criadores, inclusive, de alguns dos projetos com conclusão mais aguardada para os próximos anos, como a nova sede da Apple, na Califórnia, e o projeto do aeroporto da Cidade do México, nos Estados Unidos.
Quando uma firma com essa autoridade cria um projeto para a NASA em Marte, é perceptível que o futuro está logo ali – e ele parece ter saído de um filme de ficção científica. Na visão dos arquitetos, nós podemos habitar estruturas de 93 m² feitas de regolito e impressas em 3D por robôs semi-autônomos.
O design, pensado para os acampamentos de quatro astronautas no planeta vermelho, faz parte de um desafio lançado pela agência espacial para criar habitats impressos em três dimensões. "A NASA está desenvolvendo as habilidades necessárias para enviar humanos para Marte em 2030", afirma o site do governo americano. Nada mais propício do que ter uma morada no mínimo aconchegante ao aterrisar por lá, já que a viagem de ida dura cerca de 350 dias.
A ideia é que três tipos diferentes de robôs desçam à superfície marciana: um para cavar uma cratera onde acontecerá a construção, outro que processe e quebre o regolito e um terceiro que utilize micro-ondas para fundir os fragmentos. O material é uma camada de diversos sedimentos, como poeira e pedra, que cobrem a superfície sólida do planeta. Quando fundido, seria um escudo permanente que protegeria o assentamento do excesso de radiação e das extremas temperaturas exteriores, permitindo, assim, a construção das bases em si.
Base com regolito para proteger a construção