Imagine-se ao lado de Matisse, vendo-o executar suas pinturas; passeando por Paris numa tarde de verão ao lado de Degas; assistindo Rodin talhar o mármore... Quem sabe compartilhar, ainda que por poucos momentos a grandiosidade da arte de Ausguste Renoir, escravo da artrose e senhor dos pinceis... Ou, ainda, instantes de lirismo no belo jardim de Monet, em Giverny...
Apenas dois minutos, pouco menos. O país ainda era a União Soviética. O encontro não poderia ser mais singelo, dois casais amigos: Leon Trotsky e sua esposa, Natalia Sedova, e Diego Rivera e Frida Kahlo...
Auguste Renoir
Suas mãos ficaram deformadas, as articulações rígidas, os polegares enterrados nas palmas das mãos e os dedos dobrados em direção ao pulso. Havia em Renoir uma força desconhecida, nascida de algum lugar misterioso em sua alma. Ao ser perguntado por Matisse, porque continuava a pintar, Renoir disse-lhe que a dor passava, mas a beleza permaneceria.
August Rodin
O escultor que apenas “cortava o que não precisava” das pedras brutas. No vídeo é possível alguns segundos de Rodin, um martelo e um cinzel.
Claude Monet
Quando este video foi feito Monet não estava em um de seus melhores momentos. Havia perdido esposa e um filho no ano anterior e a catarata começava a consumir sua visão. Ainda assim, a figura do pintor é fascinante.
Edgar Degas
Paris, 1915. Edgar Degas, o grande pintor impressionista francês, já estava quase cego, mas ainda caminhava pelas ruas da “Cidade Luz”.