Kenny Scharf interessa-se por arte desde criança, especialmente pelo
surrealismo de Salvador Dalí. Após um breve período na Universidade da
Califórnia, muda-se para Nova York onde estuda na Escola de Artes Visuais.
Aproxima-se, nesta época, de Keith Haring e Jean-Michel Basquiat entra
em contato contato com outros artistas, como Andy Warhol, um dos principais
expoentes da Pop Art estadunidense.
Em suas primeiras pinturas a combinação de imagens de ambientes domésticos com monstros, plantas
e seres alienígenas, denotam a influência dos desenhos animados que
assiste em programas de televisão, como pode-se notar em seu trabalho
Barbara Simpson's New Kitchen, de 1978.
Realiza em Nova York, no ano de 1979, suas primeiras exposições na boite
Club 57 e na vitrine da Fiorucci Store, famosa grife de roupas para jovens.
No ano seguinte, Scharf e Haring dividem um loft (amplo espaço sem
divisórias e com pé direito alto), em Times Square, movimentado bairro
nova iorquino, onde permanecem por dois anos.
O artista produz uma série de trabalhos, utilizando objetos de consumo como carros, telefones,
televisores, aparelhos de som, bicicleta, entre outros, singularizando-os por
meio da pintura e da assemblage. Kenny Scharf começou a interferir sobre
esses equipamentos quebrados encontrados na rua, para tornar o cotidiano
mais alegre, tentando mudar a vida por meio da arte.
Envolve-se em atividades coletivas e performances e torna-se conhecido
por suas intervenções murais espontâneas, ou seja, sem a utilização de
máscaras vazadas, integrando o movimento grafite. Suas imagens incluem
personagens dos Flintstones e Jetsons, além de formas amebóides e espirais
que flutuam em ambientes cósmicos, nos quais predominam cores artificiais,
metálicas e fosforescentes.



