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sábado, 16 de junho de 2012

EDVARD MUNCH: UM GRITO INFINDÁVEL


A obra-prima de Edvard Munch, O Grito, acaba de ser vendida pelo preço recorde, em leilão, de 120 milhões de dólares na casa Sotheby´s, tornando-se na obra-de-arte mais cara de sempre a ser leiloada. O que torna este quadro tão marcante na história da arte?

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© Edvard Munch, "O Grito".
O quadro " O Grito " tornou-se uma das obras-de-arte mais reconhecidas em todo o mundo só suplantada pela “ Mona Lisa " de Leonardo Da Vinci. Este último leilão veio comprovar esse facto. Mas o que tornará esta obra de arte tão famosa e apelativa? Será a misteriosa figura central do seu quadro? Será a dor intensa que este personifica ? Serão as cores tortuosas que nos tocam a alma? Será uma identificação que inconscientemente fazemos quando somos confrontados com a sua angústia ?
Ou adoramos "O Grito" por simplesmente ser um quadro humano. Terrivelmente humano. Humano no sentido em que nos toca, pois em algum momento das nossas vidas nos sentimos como a personagem. Como o artista. É-nos familiar.
Ao contrário de outras obras de arte que irradiam beleza mas igualmente uma certa plasticidade, um certo mundo de fantasia inatingível aos olhos do público, "O Grito" é profundamente emotivo. É, numa palavra, expressionista. É o auge do Expressionismo.
Edvard Munch é claramente um dos representantes máximos do movimento expressionista. Nasceu em Løten, na Noruega a 12 de Dezembro de 1863. Desistiu de estudar engenharia e decidiu ser pintor aos dezassete anos. Inscreveu-se na Academia de Desenho de Oslo em 1881, tendo logo nesse ano vendido dois quadros e pintado o seu primeiro auto-retrato. A morte, a efemeridade da vida e a melancolia atormentaram Edvard desde cedo. A sua mãe morrera quando tinha 5 anos e a irmã mais nova morrera com 15 anos. Foram traumas que sempre o acompanharam artística e pessoalmente. “ Pintei as impressões da minha infância, as cores esbatidas de um dia esquecido “, disse Edvard Munch.
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© Edvard Munch, "Primeiro Auto-Retrato".
Em 1893 pinta “O Grito”, incluído na série “ O Friso da Vida”. É uma obra efectuada em óleo, têmpera e pastel em cartão de pequenas dimensões: 91 x 73.5 cm. Há uma série de factores que influenciaram Munch para a realização deste quadro. Desde já, um período em que esteve doente em Nice, em 1892. Edvard escreveu em seu diário o momento que por certo o inspirou a pintar a sua obra: “ Estava a passear cá fora com dois amigos, e o Sol começava a pôr-se - de repente o céu ficou vermelho, cor de sangue - Parei, sentia-me exausto e apoiei-me a uma cerca – havia sangue e língua de fogo por cima do fiorde azul-escuro e da cidade – os meus amigos continuaram a andar e eu ali fiquei, de pé, a tremer de medo – e senti um grito infindável a atravessar a Natureza “.
Outras fontes literárias serviram de inspiração a Edvard nomeadamente a obra de Fiodor Dostoievski, um dos preferidos do pintor, e do filósofo Soren Kierkegaard. Deste último, a citação que a seguir transcrevo encaixa perfeitamente na visão pictórica que o quadro nos dá: “ A minha alma está tão pesada que nenhum pensamento nunca mais a poderá elevar, nem nenhuma batida de asas a conduz ao alto para o espaço celeste. Se alguma coisa a mover de alguma forma, ela apenas raspará o chão, como um pássaro a voar baixo após a tempestade. A opressão e a ansiedade estão a meditar rancorosamente no meu interior, pressentindo um tremor de terra “. Por conseguinte o quadro transmite-nos uma angústia intensa, quase um ataque de pânico visual perante um céu sangrento que poderia simbolizar o coração desfeito, a esperança perdida e o desespero que Munch sentia e o seu expressionismo com mestria nos revela.

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