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sexta-feira, 31 de julho de 2015

A NATUREZA ABSOLUTA NAS ESCULTURAS DE ALBERTO GIACOMETTI


"Alberto não se preocupava com o quadro como uma obra isolada, objetiva, a ser apreciada como tal. Isso só interessava a mim. Ele só olhava o quadro como um subproduto, por assim dizer, de sua luta sem fim para retratar não simplesmente um indivíduo, mas a realidade."

James Lord



A arte do suíço Alberto Giacometti pode ser analisada em diversas frentes. Todas profícuas e fomentadoras de discussões. Do cubismo – ambiente este contemporâneo ao seu próprio nascimento – na comunidade de Stampa em 1901 – Ao primitivismo. Este discutido e praticado por inúmeros artistas ao redor do mundo. Desde conceitos primitivistas debatidos nos séculos anteriores à própria noção de africanismo e retorno às artes mais genuínas na outra ponta. Após o estudo na faculdade de Belas artes de Genebra - o filho do pintor pós-impressionista Giovanni Giacometti - começa as viagens que o levaria à estruturação de sua identidade.



Na Itália, no início dos anos 20, o contato com a obra ímpar do veneziano Jacopo Robusti (Tintoretto) – apenas para ficar nestes – e intensas viagens pelo país vão moldando o olhar de Giacometti pela renascença. Posteriormente a estas experiências - o jovem pintor e escultor suíço - desembarca em Paris, mais precisamente no bairro de Montparnasse para estudar na fantástica escola de arte La Grande Chaumière sob os cuidados do mestre francês Émile-Antoine Bourdelle.

‘La Grande Chaumière’ foi um importantíssimo polo de jovens artistas – de vários países – no início do século XX. Fundado pela suíça Martha Stettler, teve em Antoine Bourdelle um dos seus mais nobres lecionadores. Este, um dos expoentes da chamada Belle Époque e um dos maiores pintores francesas da primeira metade daquele século. Ensinou na lendária academia de artes francesa até 1929.


Ainda na França, os anos 20 foram de profusão para a criação e as revoluções estéticas impregnadas naquele século. André Breton já havia publicado o manifesto surrealista (1924) e Alberto Giacometti começaria a ter contato com a atmosfera efervescente daqueles anos e os pensamentos oníricos de gente como Max Ernst e Joan Miro. Além do contato com o icônico Pablo Picasso.


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