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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Na Flip, o escritor e ativista Michael Pollan defendeu a alimentação saudável

Na Festa Literária Internacional de Paraty 2014, escritor e ativista norte-americano faz campanha contra a comida industrial 




Foto: o escritor e ativista Michael Pollan - crédito: Ken Light/Divulgação 

“Não coma nada que a sua avó não reconhecesse como comida.” 

Esta é uma das “regras da comida” de Michael Pollan, escritor e ativista norte-americano que participou da Flip 2014, Festa Literária Internacional de Paraty, que foi realizada em 30 de julho a 3 de agosto em Paraty (RJ). Pollan une política, literatura e ciência em sua cruzada contra a era da comida industrial. Ganhou fama com suas campanhas contra a junkie food, a agricultura predatória e o agronegócio, que contribuem para a degradação da alimentação na vida moderna. 

Nos seus livros O dilema do onívoro, As regras da comida e Em defesa da comida, publicados no Brasil pela editora Intrínseca, Pollan faz verdadeiros manifestos em favor de um retorno à alimentação saudável, numa reação na era da comida industrial. 

Na Flip 2014, Pollan lança o livro Cooked. Conversar à mesa e cozinhar a própria refeição, de preferência com amigos e família, são para Pollan alguns dos gestos necessários para mudar a vida nos EUA, país que ele chama de “a república dos obesos” – os Estados Unidos é o país com o maior percentual de obesos, 13%. O número de pessoas obesas e com excesso de peso aumentou de 857 milhões em 1980 para 2,1 milhões em 2013, 29% da população mundial, revelou um estudo publicado na revista Lancet. 

Fonte:
www.akatu.org.br/DireitosAutorais

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Carolina de Jesus e Virginia Woolf: um quarto para todas as mulheres


Carolina de Jesus, escritora brasileira, dá vida à irmã de Shakespeare, personagem criado por Virgínia Woolf como exemplo da dificuldade enfrentada pelas mulheres que querem escrever sua própria história.




Carolina Maria de Jesus foi uma mulher, negra, brasileira, pobre e escritora. Nascida em Sacramento, Minas Gerais, numa comunidade rural, estudou dois anos em uma escola paga pela mulher de um fazendeiro, aprendeu a ler e a escrever. Aos 23 anos, emigrou para São Paulo e passou a morar na favela do Canindé. Mãe de três filhos de pais diferentes que criou sozinha, catando papel na rua; se negou a ser dependente de qualquer homem. Embora tenha estudado pouco, aprendeu o suficiente para ler livros que encontrava no lixo e escrever um diário, contando sobre seu dia-a-dia e como enxergava o mundo a sua volta. Um destes diários foi publicado como Quarto de Despejo, metáfora criada pela escritora para se referir à favela em relação à capital. Embora escrito na linguagem simples e deselegante de uma pessoa sem muita instrução, seu diário foi traduzido para 14 idiomas e tornou-se um best-seller.



Virginia Woolf é considerara uma das maiores escritoras inglesas do séc. XX, com vasta produção artística em romances e ensaios. Teve uma vida conturbada desde cedo; com a morte da mãe, aos 13 anos e um não confirmado caso de abuso sexual na infância, cometido pelo seu meio irmão, Virginia apresentou os primeiros sinais de problemas mentais. Casou-se com Leonard Woolf e com ele fundou uma editora, por onde publicou seus livros. Após uma vida vivida entre momentos de alegria e momentos de depressão, em 1941 entrou no Rio Ouse usando um casaco cheio de pedras nos bolsos, suicidou-se. Entre seus escritos, destaco o ensaio Um teto todo seu, baseado em dois artigos lidos por ela numa conferência em 1928 sobre o tema "as mulheres e a ficção". Falando para uma plateia essencialmente feminina da Sociedade das Artes, Virginia Woolf mostrou um feminismo leve, esclarecido, ao mesmo tempo que revelava uma realidade sofrível para mulheres que tentaram se lançar a literatura. Sua hipótese era de que as mulheres precisam de duas coisas para criarem uma nova literatura: um teto todo seu, ou seja, um quarto com fechadura na porta e quinhentas libras por ano. Uma das personagens criadas pela autora para representar esta realidade é irmã de Shakespeare, que embora talentosa como o irmão, foi subjugada por tarefas domésticas e todos os seus esforços para demonstrar seu talento teriam sido esmagados pela família. Desesperada, ela foge, almeja se tornar atriz no teatro onde seu irmão se consagrou diante do mundo que o recebeu de braços abertos, mas foi enxotada, e seu destino foi prostituir-se e suicidar-se.



Embora concluísse que "um gênio como o de Shakespeare não nasce entre pessoas trabalhadoras, sem instrução e humildes" (WOOLF, 1985, p.61) insistia que "(...) se encararmos o fato, porque é um fato, de que não há nenhum braço onde nos apoiarmos, mas que seguimos sozinhas e que nossa relação é para com o mundo da realidade e não apenas para com o mundo dos homens e das mulheres, então a oportunidade surgirá, e a poetisa morta que foi a irmã de Shakespeare assumirá o corpo que com tanta frequência deitou por terra." (WOOLF, 1985, pg.138)

E então que aquela brasileira catadora de lixo assumiu o corpo da irmã de Shakespeare e construiu uma história diferente daquela escrita por Virgínia Woolf. Carolina de Jesus não ganhava quinhentas libras por mês e não tinha um teto todo seu - embora enquanto escrevesse, se imaginava num "castelo cor de ouro que reluz na luz do sol (...) É preciso criar este ambiente de fantasia, para esquecer que estou na favela. (JESUS, 2000, p.52). Mas Carolina não pretendia fugir de sua origem, pelo contrário, é escrevendo que ela afirma sua realidade marginal, registra suas dores e angústias, e através da escrita, ela transcende esta condição e alcança o sonho de um teto todo seu. Seu Quarto de Despejo denuncia, traz a tona o subalterno, é um desabafo. É uma resposta ao último pedido de Virginia Woolf às mulheres: "Peço-lhes que escrevam todo tipo de livros, não hesitando diante de nenhum assunto, por mais banal ou mais vasto que sejam." Isso porque, será duplamente importante "para seu bem [das mulheres] e para o bem do mundo em geral." (WOOLF, 1985, pg.132)

 

domingo, 11 de maio de 2014

A todas as mães brasileiras, guerreiras, feliz "Dia das Mães"!




"Gostaria de lhe desejar tantas coisas, mas nada seria suficiente. 
Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos. 
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto, 
ao rumo da sua felicidade."
Carlos Drummond de Andrade

Obs.: Fotografia de Issana Trócilo sobre a dança brasileira da aluna Karollinny do CECJ. na culminância do PLE " A COPA DAS NAÇÕES".

sábado, 21 de setembro de 2013

Por Artetecta, Ilhas Mediterrâneas inspiram...



...as cores fortes e os grafismos que pontuam a nova coleção da marca Trousseau.





O Verão Trousseau 2014, inspirado nas ilhas mediterrâneas, chega marcado por tons quentes, como o cor-de-rosa do pôr do sol italiano, o rosa neon das flores da ilha de Paranea, o azul do céu e do mar, além do bege que lembra as areias da praia. As peças da nova coleção já podem ser encontradas na loja de Curitiba, localizada no Shopping Crystal.



Os empresários Adriana e Romeu Trussardi Neto trouxeram as estampas e os conceitos do momento para a coleção, como zigue-zague, listras, flores, náutico, formas geométricas, azulejos portugueses, além dos tecidos feitos de lona, tricô, chenille e matelassê. As sete novas linhas de cama são compostas por jogos de lençóis, capas de almofada, mantas e colchas, todos confeccionados com o alto padrão e sofisticação Trousseau.





Stromboli – Apresenta estampas que representam o amarelo das flores, assim como o verde das folhas e o azul do mar. As capas das almofadas possuem dupla face e podem enriquecer a decoração e inovar qualquer ambiente.


Giglio – Os lírios que habitam as ilhas foram fonte de inspiração para compor a estampa única dos jogos de lençóis e das capas das almofadas. O azul marinho e o branco predominam, além do zigue-zague e de outras formas geométricas.


Ponza – Os lençóis trazem em sua estampa o movimento das flores, que representa o sopro da brisa nas ilhas, e o rosa, que remete ao pôr do sol local. A linha tem acabamento duplo em festonê e acabamento bordado à mão.


Tropea - A cidade situada em um recife surge representada através das cores do mar: o verde e o azul. O desenho de corais bordados nas capas das almofadas, assim como os detalhes canelados, imprimem sofisticação à linha.


Panarea – As cores marcantes, como o verde e o pink neon, representam o colorido das flores. A lona proporciona um toque de charme e modernidade. A colcha matelassada é peça-chave na decoração.


Giannutri – O conceito masculino da linha apresenta cores mais clássicas, como o preto e o cinza, mesclados com suavidade ao bege. Destaque para as estampas em xadrez.


Lipari – As flores e os bordados de borboletas tornam as peças delicadas. O toque de modernidade e sofisticação fica por conta dos tons de goiaba e rosa pink.


Coleção White Luxury - Com novas cores e acabamentos, a White Luxury – que apresenta os produtos mais refinados e clássicos da Trousseau – é o ponto alto do verão da grife.


Locarno inova na cor bege em sua linha de cama. O acabamento bordado feito à mão na Suíça é praticamente uma identidade de cada peça acabada.


Bottondoro vem na cor azul e foi inspirada nos fogos de artifício que explodem no céu. A manta de tricô branca marca a leveza e a graciosidade da linha.


Tikar/Linate abusa das formas geométricas e dos bordados. Os rolinhos surgem em um novo tamanho, 40 X 100 cm.


Com novos acabamentos e relevos surpreendentes, a linha Minimalism inova com elegância e modernidade. Já a Desio New vem com acabamento reto e nas cores branco, gelo, navy blue, verde e grafite.


Banho
O grande destaque da coleção banho está nas estampas de borboletas e nas cores fortes que representam o verão brasileiro. Já as toalhas de praia surgem com estampas de corais, flores e listras.


Homewear



A nova coleção conta com pijamas confortáveis e homewear para utilizar em diferentes ocasiões, como um almoço no deck. As peças masculinas são neutras e surgem em tons de cinza e preto. Já a coleção feminina traz camisolas delicadas e com detalhes de renda suíça. Os tons predominantes são pink, branco, off-white, turquesa e verde. Queridinha das mamães, a linha Sui surge com botões na parte frontal para facilitar a amamentação.


Sobre a Trousseau

Há mais de 20 anos no mercado, a Trousseau - que tem à frente os empresários Adriana e Romeu Trussardi Neto – é reconhecida pelos produtos que valorizam os materiais nobres e a riqueza de detalhes. Pioneira nesse segmento, a grife apresenta em seu portfólio, além de peças para cama, itens para mesa e banho e linhas específicas de homewear, gifts e aromas. No mix da marca ainda há espaço para as linhas Hotel Collection, Spa Trousseau e grifes como Trousseau Petit e White Luxury, produtos mais clássicos e nobres da marca. A Trousseau se diferencia pela exclusividade de seus produtos e por valorizar a qualidade de tecidos e acabamentos. Atualmente, possui 25 lojas próprias em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Salvador, além da loja virtual www.trousseau.com.br. O espaço da Trousseau na capital paranaense, coordenado por Lenise Campos, fica no Shopping Crystal.


Serviço:
Trousseau
Shopping Crystal – Piso L3
Rua Comendador Araújo, 731 – Batel
Telefone: 41 3232-8015
www.trousseau.com.br
www.facebook.com/trousseauoficial
Twitter: @trousseau_
Instagram: @trousseauoficial

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