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sábado, 18 de agosto de 2012

‘A Porta do Inferno’ atrai turistas na Ásia



  (Foto: reprodução)

O deserto de Karakum, no longínquo Turcomenistão, esconde uma cratera de 60 metros de diâmetro e cerca de 20 de profundidade que pode ser avistada a quilômetros de distância. Não por causa do seu tamanho (relativamente grande), mas por que ali, no seu interior, chamas e labaredas ardem ininterruptamente há cerca de 40 anos.
Conhecido como "A Porta do Inferno", o buraco de fogo tem uma história que parece saída da pena de um criativo roteirista de cinema. Ao contrário do que pode se pensar, ele não é resultado de uma chuva de meteoros ou de um bombardeio intergaláctico, mas de uma experiência científica típica da Guerra Fria (1945-1991).
Parte da antiga União Soviética, o Turcomenistão foi um dos territórios que o governo de Moscou utilizou como laboratório nuclear. No deserto de Karakum, geologistas cavaram uma cratera para estudar o solo da região, rico em petróleo e gás natural. Na ocasião, a fim de bloquear a saída de gás metano encontrado no local, os cientistas decidiram atear fogo na cratera .
As chamas, porém, se mantiveram acesas, e assim continuam até hoje. De tão intensas, sua luz pode ser avistada inclusive durante o dia. O malfadado experimento, é claro, virou atração turística do país. Mas a "Porta do Inferno" é motivo de preocupação para o governo local, que teme pela segurança e a saúde dos cerca de 350 habitantes da vila de Derweze, a algumas centenas de metros da cratera.
A população é contrária ao seu fechamento definitivo. O lugar, afinal, já rendeu, e ainda rende, um bom dinheiro para a aldeia.
Fonte: Casa Vogue.
  (Foto: reprodução)

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