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domingo, 3 de abril de 2016

Emprego do Infinitivo Impessoal e Pessoal


Infinitivo Impessoal
Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal, isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido, não relacionado a nenhuma pessoa, e sua forma é invariável. Assim, considera-se apenas o processo verbal.
Por exemplo:
    Amar é sofrer.
O infinitivo pessoal, por sua vez, apresenta desinências de número e pessoa.
Veja:
-Eu
falar-esTu
vender-Ele
partir-mosNós
-desVós
-emEles
Observe que, embora não haja desinências para a 1ª e 3ª pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo impessoal), elas não deixam de referir-se às respectivas pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo contexto da frase).
Por exemplo:
Para ler melhor, eu uso estes óculos.     (1ª pessoa)
Para ler melhor, ela usa estes óculos.    (3ª pessoa)
Note: as regras que orientam o emprego da forma variável ou invariável do infinitivo não são todas perfeitamente definidas. Por ser o infinitivo impessoal mais genérico e vago, e o infinitivo pessoal mais preciso e determinado, recomenda-se usar este último sempre que for necessário dar à frase maior clareza ou ênfase.
Observações importantes:
O infinitivo impessoal é usado:
1. Quando apresenta uma ideia vaga, genérica, sem se referir a um sujeito determinado;
Por exemplo:
Querer é poder.
Fumar prejudica a saúde.
É proibido colar cartazes neste muro.
2. Quando tiver o valor de Imperativo;
Por exemplo:
Soldados, marchar! (= Marchai!)

3. Quando é regido de preposição e funciona como complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da oração anterior;
Por exemplo:
Eles não têm o direito de gritar assim. 
As meninas foram impedidas  de  participar do jogo. 
Eu os convenci a aceitar.
No entanto, na voz passiva dos verbos "contentar", "tomar" e "ouvir", por exemplo, o Infinitivo (verbo auxiliar) deve ser flexionado.
Por exemplo:
Eram pessoas difíceis de serem contentadas.
Aqueles remédios são ruins de serem tomados.
Os CDs que você me emprestou são agradáveis de serem ouvidos.

COMO ESCREVER UMA RESENHA CRÍTICA POR ANDRÉ GAZOLA



Resenhas são textos que geralmente resumem e avaliam o conteúdo de um livro, de um capítulo, de um filme, de uma peça de teatro ou de um espetáculo. Geralmente combinam duas finalidades: informar e persuadir. 

É um gênero muito comum nos meios impressos de comunicação como jornais e revistas. Trata-se, portanto, de um texto de informação e de opinião que serve como guia para o público: a partir da leitura de resenhas, ele poderá escolher o que gostaria de ver, ouvir ou ler.

O objetivo da resenha é guiar o leitor pelo emaranhado da produção cultural que cresce a cada dia e que tende a confundir até os mais familiarizados com todo esse conteúdo.

Como uma síntese, a resenha deve ir direto ao ponto, mesclando momentos de pura descrição com momentos de crítica direta. O resenhista que conseguir equilibrar perfeitamente esses dois pontos terá escrito a resenha ideal.

No entanto, sendo um gênero necessariamente breve, é perigoso recorrermos ao erro de sermos superficiais demais. Nosso texto precisa mostrar ao leitor as principais características do fato cultural, sejam elas boas ou ruins, mas sem esquecer de argumentar em determinados pontos e nunca usar expressões como “Eu gostei” ou “Eu não gostei”, pois essa é uma característica o texto científico, aquele usado em TCC e artigos científicos.

QUALIDADES DE UMA RESENHA

QUEM TUDO QUER, TUDO PERDE - O CÃO E A SOMBRA


Um cachorro, que carregava na boca um pedaço de carne, ao cruzar uma ponte sobre um riacho, vê sua imagem refletida na água. Diante disso, ele logo imagina que se trata de outro cachorro, com um pedaço de carne maior que o seu.
xxxx
Então, ele deixa cair no riacho o pedaço que carrega, e ferozmente se lança sobre o animal refletido na água, para tomar a porção de carne que julga ser maior que a sua.
xxxx
Agindo assim ele perdeu a ambos. Aquele que tentou pegar na água, por se tratar de um simples reflexo, e o seu próprio, uma vez que ao largá-lo nas águas, a correnteza levou para longe.

Autor: Esopo

Moral da História:
É um tolo e duas vezes imprudente, aquele que desiste do certo pelo duvidoso.

TODO MUNDO E NINGUÉM





Um rico mercador, chamado "Todo o Mundo" e um homem pobre cujo nome é"Ninguém", encontram-se e põem-se a conversar sobre o que desejam neste mundo. Em torno desta conversa, dois demônios (Belzebu e Dinato) tecem comentários espirituosos, fazem trocadilhos, procurando evidenciar temas ligados à verdade, à cobiça, à vaidade, à virtude e à honra dos homens.
Representada pela primeira vez em 1532, como parte de uma peça maior, chamada Auto da Lusitânia (no século XVI, chama-se auto ao drama ou comédia teatral), a obra é de autoria do criador do teatro português, Gil Vicente.
Entra Todo o Mundo, rico mercador, e faz que anda buscando alguma cousa que perdeu; e logo após, um homem, vestido como pobre. Este se chama Ninguém e diz:
Ninguém:
Que andas tu aí buscando?
Notas de tradução
Todo o Mundo:
Mil cousas ando a buscar:
delas não posso achar,
porém ando porfiando
por quão bom é porfiar.
Porfiando: insistindo, teimando.
Ninguém:
Como hás nome, cavaleiro?O verbo haver nestes versos tem o sentido de ter.
Todo o Mundo:
Eu hei nome Todo o Mundo
e meu tempo todo inteiro
sempre é buscar dinheiro
sempre nisto me fundo.
E sempre nisto me fundo: e sempre me baseio neste princípio, nesta idéia.
Ninguém:
Eu hei nome Ninguém,
e busco a consciência.

Belzebu:
Esta é boa experiência:
Dinato, escreve isto bem.

Dinato:
Que escreverei, companheiro?
Belzebu:
Que ninguém busca consciência.
e todo o mundo dinheiro.




Ninguém:
E agora que buscas lá?
Todo o Mundo:
Busco honra muito grande.
Ninguém:
E eu virtude, que Deus mande
que tope com ela já.

Belzebu:
Outra adição nos acude:
escreve logo aí, a fundo,
que busca honra todo o mundo
e ninguém busca virtude.
Adição: acrescentamento.
Acude: ocorre.



Ninguém:
Buscas outro mor bem qu'esse?A palavra mor, muito pouco empregada atualmente, é uma forma abreviada de maior. Poderíamos dizer, pois:
buscas outro maior bem...
Todo o Mundo:
Busco mais quem me louvasse
tudo quanto eu fizesse.

Ninguém:
E eu quem me repreendesse
em cada cousa que errasse.

Belzebu:
Escreve mais.
Dinato:
Que tens sabido?
Belzebu:
Que quer em extremo grado
todo o mundo ser louvado,
e ninguém ser repreendido.




Ninguém:
Buscas mais, amigo meu?
Todo o Mundo:
Busco a vida a quem ma dê.Ma: me+a. Contração dos pronomes pessoais oblíquos, objeto indireto e direto, respectivamente.
Ninguém:
A vida não sei que é,
a morte conheço eu.

Belzebu:
Escreve lá outra sorte.
Dinato:
Que sorte?
Belzebu:
Muito garrida:
Todo o mundo busca a vida
e ninguém conhece a morte.
Garrida: engraçada.



Todo o Mundo:
E mais queria o paraíso,
sem mo ninguém estorvar.
Mo: me+o. Contração do pronome objeto indireto me com o pronome demonstrativo objeto direto o. Entenda-se no texto: sem ninguém estorvar isto a mim.
Estorvar: atrapalhar.
Ninguém:
E eu ponho-me a pagar
quanto devo para isso.
Ponho: entenda-se: proponho.
Belzebu:
Escreve com muito aviso.
Dinato:
Que escreverei?
Belzebu:
Escreve
que todo o mundo quer paraíso
e ninguém paga o que deve.




Todo o Mundo:
Folgo muito d'enganar,
e mentir nasceu comigo.
Folgo: tenho prazer, gosto.
Ninguém:
Eu sempre verdade digo
sem nunca me desviar.

Belzebu:
Ora escreve lá, compadre,
não sejas tu preguiçoso.

Dinato:
Quê?
Belzebu:
Que todo o mundo é mentiroso,
E ninguém diz a verdade.




Ninguém:
Que mais buscas?
Todo o Mundo:
Lisonjear.Lisonjear: elogiar.
Ninguém:
Eu sou todo desengano.
Belzebu:
Escreve, ande lá, mano.
Dinato:
Que me mandas assentar?
Belzebu:
Põe aí mui declarado,
não te fique no tinteiro:
Todo o mundo é lisonjeiro,
e ninguém desenganado.
mui: forma reduzida de muito.
O autor deu o nome de Todo o Mundo e Ninguém às suas personagens principais desta cena. Pretendeu com isso fazer humor, caracterizando o rico mercador, cheio de ganância, vaidade, petulância, como se ele representasse a maioria das pessoas na terra (todo o mundo). E atribuindo ao pobre, virtuoso, modesto, o nome de Ninguém, para demonstrar que praticamente ninguém é assim no mundo.
O autor: Gil Vicente

Aos românticos a bela decoração dos quartos que inspiram amor!








Salve a criatividade!

Artista brasileiro cria o maior desenho à mão já registrado


"A ideia foi chegar ao limite do que se entende por desenho usando a mais simples das técnicas de representação visual: a realizada somente com as mãos, sem qualquer uso da tecnologia", declara o artista paulistano Oscar Oiwa sobre sua instalação Oiwa Island(Ilha de Oiwa), realizada para a Trienal de Setouchi 2016, evento de arte inaugurado no dia 20 de março, no Japão.

Munido com as populares canetinhas Permanent Marker e nada mais, Oscar criou o desenho gigantesco, de aproximadamente 350 m², nas paredes de um domo inflável de plástico branco, com 12 metros de diâmetro e seis de altura.


​Acostumado a criar obras em larga escala por todo mundo, o artista foi surpreendido ao descobrir que não há registros de um trabalho tão grande. "Descobrimos que esse pode ser o maior desenho do tipo que já existiu. Procuramos no Guinnes Record book, em acervos dos museus ou na internet e não há nada nessa escala.", conclui.


Sem qualquer tipo de rascunho ou de projeção, o artista traçou uma paisagem imaginária, que convida o público à uma imersão total no recém-criado universo. Oscar revela ter iniciado o projeto três anos atrás, na Trienal de Setouchi de 2013. Na época, ele criou a base do desenho e, entre os dias 12 e 18 de março deste ano, tratou de finalizar a obra.



O processo total exigiu mais de 200 horas de trabalho e aproximadamente 180 canetinhas. "Criou-se um desenho totalmente imersivo. O público acaba ficando dentro de um cenário cinematográfico", revela Oscar.

Casa Vogue

Pensamento do dia - "Eis que pleitearei a tua causa!"


Jeremias 51.36ª 
– Portanto, assim diz o Senhor: 
Eis que pleitearei a tua causa, 
e tomarei vingança por ti; [...].

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