SEJA BEM-VINDO!
A ARTE RENOVA O OLHAR!
terça-feira, 8 de abril de 2014
segunda-feira, 7 de abril de 2014
“TODA A APROXIMAÇÃO É UM CONFLITO”
Para sobreviver à natureza e suas intempéries, o homem precisou conviver. Entretanto, estar com o outro, muitas vezes, significa conflito. Seja este de ordem pessoal, familiar ou mesmo social. O premiado filme argentino "O Homem ao lado" de Gastón Duprat e Mariano Cohn nos apresenta uma história muito interessante, que nos permite refletir profundamente sobre o tema.
É o que parece sentir Leonardo, arquiteto, professor, burguês, personagem do filme argentino “O Homem ao Lado”. Leonardo tem que conviver com um vizinho menos “nobre” que ele, Victor. Um homem de meia idade, simples, pouco civilizado, segundo os moldes do protagonista rico da história.
O conflito emerge no momento em que Victor resolve abrir uma janela no muro que divide sua simples moradia com a sofisticada casa de Leonardo, única construção na América Latina projetada pelo famoso arquiteto francês Le Corbusier.
Do ponto de vista da lei, Victor jamais poderia abrir a janela. Contudo, a despeito da legalidade, ele o faz, pois diz precisar dela para trazer um “poquito de sol” para sua humilde casa. Aqui começa o embate.
A princípio, o diretor do filme parece nos chamar a atenção para as contradições sociais que vivemos nas grandes cidades, mais precisamente, parece apresentar uma crítica à sociedade burguesa. Muitos amantes de arte arquitetônica visitam Buenos Aires e ficam à espreita observando a casa de Leonardo, já que ela não é aberta à visitação. De sua moradia, Victor consegue ver quase todos os movimentos que ocorrem na residência de Leonardo. E o incômodo reside no fato de que os moradores da casa desenhada por Le Corbusier querem manter a privacidade. O que se torna um paradoxo, já que também desejam ser vistos. É o que acontece, de certa forma, a muitas celebridades no mundo atual.
Para além do conflito entre as classes sociais, chamo a atenção para a forma como Leonardo reage à situação. Ele tenta demover Victor da ideia da janela. Usa primeiramente o argumento da lei; depois, diz que sua mulher é quem não concorda; em seguida, fala que seu sogro, sócio na casa, é quem não aceita a construção da janela. Ele se esquiva o tempo todo do confronto direto com Victor. Este, sem dúvida, muito mais sedutor, envolvente e ameaçador, consegue intimidar Leonardo sem ter uma atitude explícita de agressão. Seu corpo fala. Suas expressões faciais e corporais comandam o processo. Assim, os argumentos civilizados de Leonardo não conseguem vencer as pressões de seu oponente.
Um misto de drama e de comédia. Aliás, o personagem Victor é simplesmente hilário. Um excelente filme para refletirmos sobre o quanto somos capazes de lidar com os diversos e possíveis conflitos que emergem em nossas vidas e sobre a forma como reagimos a eles. Afinal, “toda aproximação é um conflito”, já dizia o poeta português Fernando Pessoa, e, como seres civilizados, não temos como escapar da convivência. Numa afirmação a qual o próprio psicanalista chama de espantosa, Freud nos convoca à reflexão:“… nossa civilização é em grande parte responsável por nossa desgraça e que seríamos muito mais felizes se a abandonássemos e retornássemos às condições primitivas”.
Primitiva é a atitude de Leonardo no final surpreendente do filme, que nos traz desconforto e incômodo intensos. Quando assisti ao filme pela primeira vez, tive a sensação de que eu iria pular na tela e fazer alguma coisa. Isso é cinema de arte. Ele nos coloca em cena.
Referências
FREUD, S. O Mal Estar na Civilização – Obras Completas. Rio de Janeiro: Imago, 1974
O HOMEM AO LADO. Direção: Gastón Duprat, Mariano Cohn: Imovision, 2009. DVD (100 min)
© obvious: http://lounge.obviousmag.org/sala_de_cultura/2014/03/toda-a-aproximacao-e-um-conflito.html#ixzz2yDa1uHBR
Marcadores:
“TODA A APROXIMAÇÃO É UM CONFLITO”
UMA LIÇÃO DE VIDA
UMA LIÇÃO DE VIDA
Uma senhora idosa, elegante, bem vestida e penteada, estava de mudança para uma casa de repouso pois o marido com quem vivera 70 anos, havia morrido e ela ficara só…
Depois de esperar pacientemente por duas horas na sala de visitas, ela ainda deu um lindo sorriso quando uma atendente veio dizer que seu quarto estava pronto.
A caminho de sua nova morada, a atendente ia descrevendo o minúsculo quartinho, inclusive as cortinas de chintz florido que enfeitavam a janela.
- Ah, eu adoro essas cortinas – disse ela com o entusiasmo de uma garotinha que acabou de ganhar um filhote de cachorrinho.
- Mas a senhora ainda nem viu seu quarto…
- Nem preciso ver – respondeu ela. – Felicidade é algo que você decide por princípio. E eu já decidi que vou adorar! É uma decisão que tomo todo dia quando acordo. Sabe, eu tenho duas escolhas: Posso passar o dia inteiro na cama contando as dificuldades que tenho em certas partes do meu corpo que não funcionam bem… ou posso levantar da cama agradecendo pelas outras partes que ainda me obedecem. Cada dia é um presente. E enquanto meus olhos abrirem, vou focaliza-los no novo dia e também nas boas lembranças que eu guardei para esta época da vida. A velhice é como uma conta bancária: Você só retira daquilo que você guardou. Portanto, lhe aconselho depositar um monte de alegria e felicidade na sua Conta de Lembranças. E como você vê, eu ainda continuo depositando. Agora, se me permite, gostaria de lhe dar uma receita:
1- Jogue fora todos os números não essenciais para sua sobrevivência.
2- Continue aprendendo. Aprenda mais sobre computador, artesanato, jardinagem, qualquer coisa. Não deixe seu cérebro desocupado.
3- Curta coisas simples.
4- Ria sempre, muito e alto. Ria até perder o fôlego.
5- Lágrimas acontecem. Aguente, sofra e siga em frente. A única pessoa que acompanha você a vida toda é VOCÊ mesmo. Esteja VIVO, enquanto você viver.
6- Esteja sempre rodeado daquilo que você gosta: pode ser família, animais , lembranças, música, plantas, um hobby, o que for. Seu lar é o seu refúgio.
7- Aproveite sua saúde. Se for boa, preserve-a. Se está instável, melhore-a. Se está abaixo desse nível, peça ajuda.
8- Diga a quem você ama, que você realmente o ama, em todas as oportunidades.
E LEMBRE-SE SEMPRE QUE:
A vida não é medida pelo número de vezes que você respirou, mas pelos momentos em que você perdeu o fôlego …
de tanto rir …
de surpresa …
de êxtase …
de felicidade!
Simples assim!!!
Autor desconhecido
domingo, 6 de abril de 2014
VANDANA SHIVA: AS MULHERES E A CONSTRUÇÃO DO NOVO MUNDO
Qual o poder das mulheres no mundo contemporâneo? Existe diferença entre o poder masculino e o feminino ou são iguais? Teriam as mulheres um conhecimento exclusivo? Se sim, qual o papel de tal sabedoria para a sociedade atual?
O Fronteiras do Pensamento traz uma entrevista exclusiva com uma das mulheres mais inspiradoras da atualidade. Vandana Shiva, Ph.D. em filosofia e ativista Indiana pelo meio ambiente, acredita que a diferença entre poder masculino e feminino não apenas existe, mas como é maior do que pensávamos. Para Vandana, as mulheres são experts em vida e isso porque foram elas, ao longo da história, as encarregadas das tarefas relacionadas à reprodução da vida. Enquanto o poder masculino é embasado na separação da natureza e dos próprios homens, são as mulheres que acumularam conhecimento sobre sementes, água, comida, solo e, claro, sobre a geração da vida e a criação das crianças. É por isso, argumenta Vandana, que as mulheres são cruciais na contemporaneidade: porque estamos frente a um futuro que precisa aprender a se reconectar com a vida.
Uma das maiores inimigas das empresas de biotecnologia, Vandana tem dedicado sua história à proteção das sementes. Presente na lista Top 100 mulheres ativistas, do jornal britânico The Guardian, é mundialmente reconhecida como figura de destaque no movimento antiglobalização. Em entrevista exclusiva ao Fronteiras do Pensamento, Vandana Shiva defende que o poder masculino sabe muito como lucrar, mas é hora do poder feminino ensinar a viver.
Confira um trecho da entrevista: "Ao longo do tempo, passamos por processos que separaram os homens da vida. Por privilégio, interessantemente, os homens ganharam poder(,) mas, esse poder se deu através de separação. Separação da natureza, separação deles mesmos, separação da família e da comunidade. Porque as mulheres foram deixadas para cuidar do sustento, da vida, das crianças, de buscar água, buscar combustível, cozinhar(...). As mulheres continuaram a ser relacionadas com a vida. E isso não era chamado de trabalho, "as mulheres não trabalham", foi dito. Mas, esse era o verdadeiro trabalho de manter(,) e reproduzir a vida. E com a tarefa de realizar essas centenas de trabalhos, as mulheres se tornaram experts multifuncionais. Elas se tornaram experts em água, sementes, comida, solo, dar à luz, bebês, etc."
As mulheres, através da vida, desenvolveram expertise. E é por isso que digo: no que se refere à vida, as mulheres são experts. Não porque nossos genes e biologia nos fazem assim (.), mas porque nos deixarem para cuidar do sustento da vida nos fez especialistas para construir uma ponte para o futuro, onde teremos que voltar à vida, às considerações de como manter a vida neste planeta. Essa sutilidade é o que as mulheres foram capazes de nutrir e continuar. E agora é hora de as mulheres redistribuírem isso à sociedade. É por isso que em Navdanya temos uma Universidade das Avós. Porque cremos que nossas avós têm o melhor conhecimento para o futuro. Mas, como saber o que é necessário para viver neste planeta? Não para lucrar, não para ganhar mais dinheiro, mas sim para viver.
O Fronteiras do Pensamento tem uma longa jornada ligada à ecologia, não apenas pelas parcerias que desenvolveu ao longo dos anos, mas como pelos convidados, teóricos e ativistas em todos os projetos ligados ao Fronteiras. Na temporada deste ano, em Porto Alegre e São Paulo, o Fronteiras do Pensamento recebe Gro Harlem Brundtland. Ex-Primeira-Ministra da Noruega, a diplomata e médica cunhou o termo "desenvolvimento sustentável e liderou a comissão que apresentou o relatório "O nosso futuro comum", que serviu de base para a Eco-92 e que introduziu o conceito de desenvolvimento sustentável nas discussões sobre preservação ambiental pelo mundo. Atualmente, Gro é Enviada Especial para as Alterações Climáticas da ONU, sendo responsável por dialogar com governos e instituições para administrar as resoluções do Protocolo de Kyoto.
Gro é uma das oito personalidades que discutem "Ideias para reinventar o mundo" no Fronteiras do Pensamento 2014. A proposta desta temporada é apresentar inovações e recentes pesquisas na área da ciência, do urbanismo e da ecologia e refletir sobre o impacto presente e futuro das novas formas de enfrentar a contemporaneidade. Líderes mundiais de campos como cosmologia, física, literatura e ética prática convidam o público a compreender a complexidade do presente e a propor novos questionamentos para novos tempos. Conheça os conferencistas do seminário internacional, os valores do pacote de ingressos, locais e horários. Faça sua inscrição para esta temporada do Fronteiras do Pensamento 2014:
- Porto Alegre: www.fronteiras.com/poa - São Paulo: www.fronteiras.com/sp
© obvious: http://obviousmag.org/sphere/2014/04/vandana-shiva-as-mulheres-e-a-construcao-do-novo-mundo.html?utm_source=obvious&utm_medium=web&utm_campaign=OB7_sidebar_mais_populares#ixzz2y7xIgRxO
Morre aos 67 anos o ator José Wilker
Última participação em novelas foi em 2013, em 'Amor à vida'.
O ator e diretor José Wilker morreu, aos 67 anos, na madrugada deste sábado (5) no Rio. Ele sofreu um infarto. Wilker ficou conhecido por trabalhos marcantes em novelas como "Roque Santeiro", em que interpretou o personagem-título, e "Senhora do destino", em que interpretou o bicheiro Giovanni Improtta. No cinema, fez filmes como "Bye bye Brasil" e viveu o Vadinho de "Dona Flor e seus dois maridos".
Sua última participação em novelas foi em 2013, em "Amor à vida", de Walcyr Carrasco, no papel do médico Herbert. Em 2012, ele foi o coronel Jesuíno no remake de "Gabriela", baseada no livro "Gabriela Cravo e Canela", de Jorge Amado. Na versão original, exibida em 1975, havia feito Mundinho Falcão. Na TV Globo, participou de quase 30 novelas.Wilker morreu no apartamento da namorada, Claudia Montenegro, em Ipanema, Zona Sul. Segundo o produtor e amigo Cláudio Rangel, o velório está previsto para começar às 23h30 deste sábado, de acordo com a liberação do corpo, e seguirá até as 15h de domingo (6), aberto ao público. A cremação será no Memorial do Carmo, no Caju, às 18h.
José Wilker de Almeida nasceu em Juazeiro do Norte no dia 20 de agosto de 1946 e se mudou com a família, ainda criança, para o Recife. A mãe, Raimunda, era dona de casa, e o pai, Severino, caixeiro viajante.
O primeiro trabalho de Wilker foi com apenas 13 anos, como figurante no teleteatro da TV Rádio Clube, do Recife. "Ficava por ali aguardando alguma ponta", lembrou ele em depoimento ao site Memória Globo. A aparição inicial foi como cobrador de jornal na peça "Um bonde chamado desejo", de Tennessee Williams.
Sua carreira no teatro começou no Movimento de Cultura Popular (MCP) do Partido Comunista, onde dirigiu espetáculos pelo sertão e realizou documentários sobre cultura popular.
Em 1967, Wilker se mudou para o Rio para estudar Sociologia na PUC, mas abandonou o curso para se dedicar exclusivamente ao teatro.
"Eu fazia teatro há dez anos, não tinha nada. Uma semana depois de estar no ar, eu era um cara com uma conta no banco, identidade, residência fixa e reconhecimento na rua. A resposta era muito imediata, intensa. Acabei gostando", afirmou Wilker ao Memória Globo.
Ele interpretou o seu primeiro papel principal na TV em 1975: foi Mundinho Falcão em "Gabriela", adaptação de Walter George Durst do romance de Jorge Amado, um marco na história da teledramaturgia brasileira.
Personagens conhecidos
Wilker tem em seu currículo personagens memoráveis, como o jovem Rodrigo, protagonista da novela "Anjo mau" (1976), de Cassiano Gabus Mendes.
Em 1985, viveu Roque Santeiro, personagem central da trama homônima escrita por Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Em 2004 interpretou o ex-bicheiro Giovanni Improtta, de "Senhora do destino", de Aguinaldo Silva, um personagem com diversos bordões como “felomenal” e “o tempo ruge, e a Sapucaí é grande”.
O artista dirigiu o humorístico "Sai de baixo" (1996) e as novelas "Louco amor" (1983), de Gilberto Braga, e "Transas e caretas" (1984), de Lauro César Muniz. Durante uma rápida passagem pela extinta TV Manchete, acumulou direção e atuação em duas novelas: "Carmem" (1987), de Gloria Perez, e "Corpo santo" (1987), de José Louzeiro.
Apaixonado pelo cinema, o ator participou de filmes como "Xica da Silva" (1976) e "Bye bye Brasil" (1979), ambos de Cacá Diegues, "Dona Flor e seus dois maridos" (1976) e "O homem da capa preta" (1985). Fez ainda o personagem Antônio Conselheiro em "Guerra de Canudos" (1997), de Sérgio Rezende. Além disso, foi diretor-presidente da Riofilme.
Wilker também se destacou em minisséries como "Anos rebeldes" (1992), de Gilberto Braga; "Agosto" (1993), adaptada da obra de Rubem Fonseca; e "A muralha" (2000), escrita por Maria Adelaide Amaral e João Emanuel Carneiro.
Em 2006, interpretou o presidente Juscelino Kubitschek na minissérie "JK", de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira.
O artista ainda escreveu textos para revistas e jornais e comentou a cerimônia do Oscar durante vários anos, para a TV Globo e para a GloboNews.
José Wilker deixa duas filhas. Mariana, com a atriz Renée de Vielmond, e Isabel, com a também atriz Mônica Torres. No Facebook, Isabel escreveu uma declaração para o pai e agradeceu as mensagens de apoio: "Só tenho amor, muito amor, e agora saudades, sempre. Obrigada a todos pelo carinho", postou, junto com uma foto.
Fonte: G1
Marcadores:
Morre aos 67 anos o ator José Wilker
sábado, 5 de abril de 2014
Aprecie sem moderação! Releituras e criações dos alunos do Sistema Educacional Único, Ensino Fundamental II.
Parabéns alunos!
Vocês trazem um novo olhar de amor e esperança à Arte que nos ensina a viver!
Eu os amo muito!
Com carinho, Aline Carla Rodrigues.
Assinar:
Postagens (Atom)
LinkWithin
.post-body img{
-webkit-transition: all 1s ease;
-moz-transition: all 1s ease;
-o-transition: all 1s ease;
}
.post-body img:hover {
-o-transition: all 0.6s;
-moz-transition: all 0.6s;
-webkit-transition: all 0.6s; -moz-transform: scale(1.4);
-o-transform: scale(1.4); -webkit-transform: scale(1.4);
}






.jpg)







