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A ARTE RENOVA O OLHAR!

sábado, 5 de abril de 2014

“Estou apenas fazendo um passeio socrático.”


Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Se alguém vai à Europa e visita uma pequena cidade onde há uma catedral, deve procurar saber a história daquela cidade - a catedral é o sinal de que ela tem história. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shopping centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingos. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...


Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... 

Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer de uma cadeia transnacional de sanduíches saturados de gordura…
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: “Sócrates, filósofo grego, que morreu no ano 399 antes de Cristo, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: “Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz.”

Frei Betto é escritor, autor, em parceria com Luis Fernando Veríssimo e outros, de “O desafio ético” (Garamond), entre outros livros.

Foto: Trabalho de Maria Luísa do 7º ano Único.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Para refletir com Ayn Rand




"Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em autossacrifício; então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada".

Ayn Rand

Frase da filósofa russo-americana Ayn Rand (judia, fugitiva da revolução russa, que chegou aos Estados Unidos na metade da década de 1920), mostrando uma visão com conhecimento de causa.

Vamos despertar!



Uma nação estará escravizada enquanto: 
O dinheiro for para o bolso dos que negociam com favores e não com trabalho. 
Os corruptos forem respeitados e a população explorada. Um estuprador for percebido como a vítima de seus instintos carnais e não como um criminoso perverso. 
Importarmos e escravizarmos médicos ao invés de melhorarmos as condições do trabalho e da saúde. 
Um par de tênis for mais importante do que um bom livro. 
As escolas tratarem os alunos como clientes e não como seres humanos em formação. 
Os pais se preocuparem mais em prover do que em educar. 
As pessoas estarem mais preocupadas com os comportamentos alheios do que com a própria consciência. 


O pior escravo é aquele que não sabe que é escravo, pois permanece ignorante acerca de si mesmo. 
Vamos despertar! 


- Lígia Guerra -

PENSAMENTO PARA O DIA



"O coração do homem pode fazer planos, mas a resposta certa dos lábios vem do SENHOR.
 Todos os caminhos do homem são puros aos seus olhos, mas o SENHOR pesa o espírito.
 Confia ao SENHOR as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos."

Provérbios 16:1 a 3.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

AS MUITAS FACES DE VINCENT VAN GOGH



A coleção de rostos revelam, no mínimo, como o pintor se via. Confira aqui:

 
Two of Van Gogh's 'Sunflowers' hang side by side on display in a new exhibition at the National Gallery on January 24 2014, in London, England. (Photo by Mary Turner/Getty Images)

Nascido no dia 30 de março o holandês pós-impressionista Vincent van Gogh, que trouxe as visões inesquecíveis sobre girassóis e noites estreladas, está entre os artistas que ainda enchem as salas de grandes museus.

A história especula com intensa curiosidade sobre o que Van Gogh foi durante a sua vida, às vezes, alegando que ele cortou sua orelha em um ataque de um amor não correspondido (história fortemente contestada por alguns estudiosos) e outras vezes presumindo que o artista sofria de daltonismo.

A maioria dos relatos contemporâneos sobre o artista apresentam um van Gogh desvalorizado em seu próprio tempo. Pintou ao longo do final do século 19 e morreu de ferimentos auto-infligidos antes mesmo de atingir o status de um pintor "bem-sucedido", deixando para trás um tesouro de pinturas.

1886 (Photo by Fine Art Images/Heritage Images/Getty Images)

Neste artigo, em homenagem a mais um aniversário do nascimento de Vincent van Gogh, deixaremos a nossa própria curiosidade correr solta apenas sobre os auto-retratos que o artista produziu. De paletas de cores escuras e pinceladas caóticas para luminescentes tons capturados.

A coleção de rostos revelam, no mínimo, como o pintor se via.

 
1887 (Photo by Imagno/Getty Images)

 
1887 (Photo by Fine Art Images/Heritage Images/Getty Images)

 
1887 (Photo by Imagno/Getty Images)

 
1887 (Photo by Imagno/Getty Images)

 
1887 (Photo by Universal History Archive/Getty Images)

1888 (Photo by Universal History Archive/Getty Images)

1889 (Photo by Imagno/Getty Images)

 

PENSAMENTO PARA O DIA


PORQUE NÃO HÁ IMPOSSÍVEL PARA DEUS!

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Lugares para conhecer em 2014



Testemunhe uma cidade em transformação, vislumbre animais exóticos, explore o passado e aproveite as maravilhas e mistérios que existem ao redor do planeta.


© Close-up of an elephant being led by trainers at Phulay Bay, a Ritz-Carlton property. Adam Ferguson for The New York Times 28. Krabi, Tailândia. Um refúgio quase intocado. Krabi fica ao lado do Parque Nacional de Koh Lanta Mu, um local privilegiado para caminhadas, escaladas e passeios de elefante. A cidade que costumava ter poucas opções de acomodações agora é mais turística. Houve um aumento no número de hotéis e restaurantes.

© Cycling in Aspen. Jeremy Swanson 29. Aspen , Colorado. A arte e as trilhas de bicicleta os esperam. O Museu de Arte Aspen abrirá suas portas neste verão.

© The rugged scenery in Iceland's Highlands. Dirk Bleyer/Imagebroker, via Newscom 30. Highlands, Islândia. As maravilhas naturais estão ameaçadas então vá vê-las antes que seja tarde demais. O governo islandês passou décadas protegendo suas geleiras, piscinas, lagoas, lagos, pântanos e montes mas no ano passado o foram anunciados planos revogar essas proteções, permitindo a construção de usinas hidrelétricas (reservatórios artificiais, barragens, estradas pavimentadas e linhas de energia). A lei que tentava prosseguir com os esforços de conservação foi revogada. Se você deseja ver a Islândia em toda a sua famosa beleza natural, vá agora.

© "Parallel n°2 (Barcelona), 2008" by Stéphane Couturier at the Bildmuseet. Rob Schoenbaum for The New York Times, Courtesy Stéphane Couturier and Galerie Polaris, Paris 31. Umea, Suécia. Esta cidade vai acolher vários gêneros musicais durante o seu mandato como Capital Europeia da Cultura este ano. Ópera ao ar livre, um festival de música crowdsourcing e um tributo orquestral. Graças a um nova ligação ferroviária com maior velocidade a partir de Estocolmo está bem mais fácil o acesso à cidade.

© The Anantara Xishuangbanna Resort & Spa opened last February. Anantara Xishuangbanna Resort & Spa 32. Xishuangbanna, China. Com toda a poluição nas cidades os visitantes estão cada vez mais buscando o campo para explorar. Xishuangbanna além de exuberante é a região com a maior biodiversidade na China, incluindo alguns dos últimos elefantes selvagens do país.

© Walking across a pedestrian bridge above Andermatt. Martin Ruetschi/Keystone, via Corbis 33. Andermatt, Suíça. Andermatt sempre foi uma cidade pacata mas neste inverno teve sua estação de esqui aberta com algumas modificações. O resort possui 104 quartos, chalés modernos, várias opções de restaurantes, piscinas cobertas e spa.

© The Indiana State Museum, a site along the Cultural Trail. A J Mast for The New York Times 34. Indianapolis. Uma ciclovia chegou em Indianapolis por nada menos que $ 63 milhões. O caminho conecta cinco bairros do centro. As bicicletas podem ser alugadas ao longo da via pavimentada e iluminada. A cidade mais famosa pelas corridas de 500 milhas está conseguindo trocar os automóveis pelas bicicletas.

© The Mekong River near the border of Vietnam and Cambodia. Justin Mott 35. Rio Mekong. Tal como o Danúbio, na Europa, o rio Mekong no Sudeste Asiático tornou-se um itinerário vital. Possui pequenos navios ligando o Vietnã ao Camboja.

© A bar scene in the Monastiraki neighborhood. Eirini Vourloumis for The New York Times 36. Atenas. Vibração e inovação florescendo em tempos difíceis. Duramente atingida pela crise econômica global a cidade começa uma fase de restaurações. O novo Museu Nacional de Arte Contemporânea abrirá ainda este ano e os viajantes terão uma nova opção de hospedagem quando o Emporikon Hotel for inaugurado.

© Going for a ride at Casa Bonita. Dennis M. Rivera Pichardo for The New York Times 37. Barahona, República Dominicana. A cidade portuária de Barahona é a porta de entrada para as riquezas da região como as praias e o ex-abandonado resort resort Barcelo Bahoruco Beach que será parcialmente aberto este ano.

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