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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Diferentes Seres

Diferentes Seres – Artur da Távola
Diferente não é quem o pretenda ser. Este é um imitador do que ainda não foi imitado, nunca um ser diferente. Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora, momento e lugar errados. Para os outros. Que riem de inveja de não serem assim. E de medo de não aguentarem, caso um dia venham a ser. O diferente é um ser sempre mais próximo da perfeição.
O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido com ele por pessoas menos sensíveis e avisadas. Supondo encontrar um chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias são adiadas; esperanças são mortas. Um diferente medroso, este sim acaba transformando-se num chato. Chato é um diferente que não vingou.
Os diferentes muito inteligentes entendem por que os outros não os entendem. Os diferentes raivosos acabam tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro. Diferente que se preza entende o porque de quem o agride.
O diferente começa a sofrer cedo, desde o curso primário, onde os demais de mãos dadas, e até mesmo alguns professores por omissão (principalmente os mais grossos), se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial, em aleijão e caricatura.
O diferente carrega desde cedo apelidos e carimbos nos quais acaba se transformando. Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram (e se transformam) nos seus grandes modificadores.
Os diferentes aí estão: enfermos; paralíticos; machucados; gordos; magros demais; bonitos; inteligentes em excesso; bons demais para aquele cargo; excepcionais; narigudos; barrigudos; joelhudos; pé grande; feios; de roupas erradas; cheios de espinhas; de mumunha; malícia ou baba; os diferentes aí estão, doendo e doando, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito
mais.
A alma dos diferentes é feita de uma luz além. A estrela dos diferentes tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os poucos capazes de os sentir e entender. Nessas moradas estão os maiores tesouros da ternura humana. De que só os diferentes são capazes.
Jamais mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja suficientemente forte para suportá-lo depois.

Diferentes Seres





Preparos para comemoração do "Dia da criança" na APAE.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Imagens do projeto "A diferença faz a diferença"








Este projeto surgiu com a leitura do texto " Diferentes Seres" de Artur da Távola em uma aula de Artes com a turma 2001 do Colégio Estadual Chequer Jorge em Itaperuna.

sábado, 17 de outubro de 2009

Curiosidades sobre Hélio Oiticica











Ao menos 90% da obra de Oiticica é perdida em incêndio
ADRIANA CHIARINI - Agencia Estado

RIO - Pelo menos 90% das obras do artista plástico Hélio Oiticica foram destruídas devido a um incêndio na noite de ontem no primeiro andar da casa da família no Jardim Botânico, na zona sul do Rio. Lá estavam abrigadas mais de mil peças do acervo do Projeto Hélio Oiticica e nada se salvou. O prejuízo é estimado em US$ 200 milhões pelo arquiteto César Oiticica, irmão do artista, que mora no segundo andar da mesma casa, e não tem seguro das obras.

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Identificação
Número de Tombo: 0059/80
Tipo: Folha impressa
Série: Depoimentos
Espécie: Entrevista
Idioma(s): Português
Descrição Física
Título do Projeto: Entrevista com Hélio Oiticica
Local: [Rio de Janeiro / Rio de Janeiro / Brasil]
Data de início: 01/Fev/1980
Data de término: s.d.
Resumo
Nessa entrevista, cedida a Carlos Alberto Messeder Pereira e Heloísa Buarque de Hollanda, Hélio Oiticica passa em revista toda sua trajetória desde a década de 1950. Fala da relação da arte com o "ativismo político" (o trabalho artístico é uma atuação política sem necessariamente ser um "ativismo político"); de seus trabalhos desde os Metaesquemas, o ingresso no grupo neoconcreto, da "paulatina desintegração da pintura no espaço"; de suas experiências em Londres e Nova York; da produção brasileira nos anos 70 no Exterior; das revistas "Navilouca" e "Pólem"; do jornal "Flor do Mal"; das publicações de cultura e de contracultura; das "patrulhas ideológicas"; da atuação da esquerda na cultura brasileira, do espaço público. H.O. manifesta sua irritação com os teóricos universitários; afirma que o Brasil é um país "fascista" e faz alguns prognósticos para a arte dos anos 1980. Um adendo à entrevista (datilografado em 14/02/1980) traz um depoimento de HO registrando a "frieza e a indiferença", os "meios sorrisos" das pessoas em relação às experiências dele desde sua volta de Nova York.
Obs.:Imagens tiradas do www.google.com.br

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O sonho de Andressa é ser Professora, segue seu trabalho.

Colégio Estadual Chequer Jorge
Aluna: Andressa Cristina Turma:601 Profª Aline Carla Série:5ª/6ºano.
Trabalho de informática
Tema: O sonho dos professores brasileiros.

Cada professor tem suas escolhas, cada um tem um sonho;sonho de melhorar o ensino de seus alunos, o sonho de mudar a vida de cada aluno, o sonho de mudar o mundo.
Cada professor com seus sonhos e ideias mudam cada vez mais o mundo.
O mundo de antes do professor sem ensino, sem melhorias não existe mais, agora existe o sonho de melhorar cada vez mais o mundo com vários tipos de ensinamentos, de desenvolvimentos, de descobertas, de atividades diferentes, de planos diferentes, enfim cada professor tem sua ideia e seu sonho para mudar o mundo, para que haja uma melhoria na educação.
Eu digo para cada professor:
Não desista jamais de seus sonhos, pois com o tempo eles serão realizados com maior sucesso, e quem tem bastante fé pode ir além das imaginações e dos sonhos visíveis e muito além de todas as dimensões de várias criações.
Muito obrigada meu Senhor por tudo! Por ter professores magníficos é que o Brasil está sendo conhecido no mundo todo e eu estou com a oportunidade de conhecer melhor o Universo.
Se Deus quiser, um dia eu quero terminar meus estudos e ser professora.

Reflexão.

Eu só peço a Deus.

Eu só peço a Deus.
Que a dor não me seja indiferente
Que a morte não me encontre um dia
Solitário sem ter feito o que eu queria

Eu só peço a Deus
Que a injustiça não me seja indiferente
Pois não posso dar a outra face
Se já fui machucada brutalmente

Eu só peço a Deus
Que a guerra não me seja indiferente
É um monstro grande e pisa forte
Toda fome e inocência dessa gente

Eu só peço a Deus
Que a mentira não me seja indiferente
Se um só traidor tem mais poder que um povo
Que este povo não esqueça facilmente

Eu só peço a Deus
Que o futuro não me seja indiferente
Sem ter que fugir desenganando
Pra viver uma cultura diferente

Mercedes Sosa

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