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terça-feira, 21 de novembro de 2017

RAP É COMPROMISSO!





 



Artigo elaborado por MARINA COSTA QUARESMA

RESUMO

O presente artigo busca mostrar como o indivíduo se forma por essa filosofia da periferia. Foi dividido o artigo em seis tópicos. O primeiro aborda um rápido contexto histórico sobre o movimento hip hop, que teve a origem do rap. Logo depois é esclarecido etimologicamente e, principalmente, ontologicamente o que seria o rap. Nesse caminho, foi engajado a relação da pobreza com o rap. No segundo tópico foi mostrado como o rap pode salvar vidas, exibindo letras de rap do grupo 509-E, dos rappers Sabotage, Mano Brown, Marcelo D2 e Criolo. Iniciando a exibição da entrevista com o rapper Pelé do Manifesto. No terceiro tópico foi valorizado a humildade como virtude essencial, abordando o que são virtudes e porque essa é a mais importante no campo do hip hop. Nesse mesmo tópico é escrito falas da entrevista feita para a realização deste artigo. No último tópico, é mostrado porque o rap é filosofia e porque é a filosofia da periferia, explicando trechos de música do Gabriel, O Pensador e do Criolo.

INTRODUÇÃO

O movimento hip hop sempre foi muito importante principalmente nas comunidades marginalizadas para tentar transformar o espaço cercado pela violência, em arte, cultura, música, dança e outros instrumentos para um caminho, na mente do indivíduo, longe da realidade sofrida.

Este artigo se inicia com um pequeno contexto histórico desse movimento que é uma das principais bases de estudo da pesquisa presente, que logo depois discute qual a função do rap nesse movimento e a relação do mesmo nas periferias, desenvolvendo um breve tópico dessa grande relação da pobreza com o rap.

Depois, é visto a grande importância da mensagem consciente que é levada, por meio do rap, para a juventude com precária educação formal, e também o rap como uma reabilitação dentro dos presídios. Provando isso, é inserido neste artigo, o exemplo do grupo 509-E que surgiu dentro de penitenciarias do Brasil.

A grande finalidade de transmitir mais conhecimento e desconstruir a imagem do rap no Brasil, é abordada por todo o artigo. Mostrar e provar que o rap é filosofia e, com isso, sendo educação, que pode ser um instrumento pedagógico em comunidades carentes. Outro assunto que teve desenvolvimento em tópico único, é a valorização da virtude da humildade, presente nas favelas e periferias do Brasil, mesmo não sendo sinônimo de pobreza e sim de vivencias com outras virtudes como a solidariedade, a coragem e outros valores presentes, mesmo em meio a tanta criminalidade.

Há também uma entrevista com um rapper paraense que possui as características ideais dos indivíduos estudados neste artigo. São valorizadas as críticas da realidade feitas nas letras de rap que se identifica com a filosofia, por fugir do senso comum e ir em busca da sabedoria. É apresentado também várias explicações e trechos de rap, identificando o tema proposto dos tópicos.

Logo, para a melhora na educação de valores e a busca por uma vida melhor, sem apresentar o caminho da criminalidade como o único meio de saída da pobreza, é necessário a valorização dessa forma de educação que é bastante eficaz por utilizar a mesma linguagem, e o conhecimento desse movimento inteligente que vem proporcionando educação de qualidade para quem mais precisa.

A ORIGEM DO RAP

O Rap é um dos pilares do Movimento Hip Hop que se originou nos guetos de Nova Iorque por comunidades pobres jamaicanas, latinas e afro-americanas. O objetivo desse movimento era, e ainda é, o de combater a pobreza, a violência, o racismo, o tráfico de drogas, a falta de saneamento e de educação.

“Este movimento juvenil possibilitou uma crítica social a respeito das questões vivenciadas no cotidiano das periferias, como a desigualdade socioeconômica, a discriminação racial e a violência, tomando a arte como instrumento de engajamento político capaz de reelaborar o cotidiano e permitir a reconstrução da identidade negra. “ (J. C. G. SILVA, 1999)

Esses bairros, onde os imigrantes moravam, eram excluídos, por isso se encontravam com inúmeros problemas. E o rap, o break e o grafite como os instrumentos do movimento dessa classe, foram a outra oportunidade do jovem pobre sair do mundo do crime.

“Ruas sujas e abandonadas, poucos espaços para o lazer. Alguns, revoltados ou acovardados, partem para a violência, o crime, o álcool, as drogas; muitos buscam na religião a esperança para suportar o dia-a-dia; outros ouvem música, dançam, desenham nas paredes… ” (PIMENTEL, 2004, p. 1)

Afrika Bambaataa é reconhecido como um dos pioneiros desse movimento por fundar, em 12 de novembro de 1973, a primeira organização voltada para os interesses do hip hop, organizando “batalhas” de rap com o intuito artístico. Logo depois, essa data foi considerada o Dia Mundial Do Hip Hop. Mas voltemos a falar do rap.

2.1 O QUE É O RAP?

Rap significa rhythm and poetry em inglês, que em português se traduz para Ritmo e Poesia. Esse pilar do movimento é o da musicalidade, ondes os pretos, pobres e revoltados com a sociedade se expressam rimando ao som da base do DJ (outro personagem dessa revolução cultural). As letras possuem o conteúdo de indignação com a realidade vivida pelos autores, fazendo críticas ao sistema como expressa o rapper norte americano Eminem em sua música “Campaign Speech”:

“[…]Mas você deveria ter medo desse maldito candidato você diz que Trump não puxa saco como uma marionete pois ele promove a campanha com seu próprio dinheiro e era isso o que você queria uma barata tonta que é honesta com o poder nas mãos e que não responde à ninguém, ótima ideia! […]” (CAMPAIGN SPEECH, 2016)

“Como qualquer forma de arte, a música precisa ser compreendida como uma atividade humana inserida num determinado contexto social, histórico e político. A partir desta postura é possível considerar a especificidade da música como um processo, uma forma de sentir e pensar, capaz de criar emoções e inventar linguagens” (MAHEIRIE, 2001). O filósofo estadunidense Richard Shusterman descreve o rap como:

“[…]O rap é um dos gêneros de música popular que mais se desenvolve atualmente, mas também um dos mais perseguidos e condenados. Sua pretensão ao status artístico submerge numa inundação de críticas abusivas, atos de censura e recuperações comerciais. Isto não é de surpreender. Pois as raízes culturais do rap e seus primeiros adeptos pertencem à classe baixa da sociedade negra norte-americana; seu orgulho negro militante e sua temática da experiência do gueto representam uma ameaça para o status quo complacente da sociedade. Dado esse incentivo político, é fácil encontrar as razões estéticas para desacreditar o rap enquanto forma legitima de arte. Suas canções não são mesmo nem cantadas, mas faladas ou recitadas. Elas não empregam músicos nem música original; a trilha sonora é, em vez disso, composta de vários cortes, ou samples, de discos geralmente conhecidos. […]” (SHUSTERMAN, 1998, p. 143)

Logo pode-se dizer que rap é rima, ritmo, poesia, revolta, reabilitação, cultura, arte, música, pois é a expressão de um povo que sobrevive dia após dia a repressão do Estado com as suas características na sociedade. Então, o professor e rapper do grupo Inquérito, conceitua o rap e vai além do seu significado etimológico:

“O rap é quando a comunidade se junta pra encher a laje, é ir no cinema assistir um filme e ta lá o Sabotage. Rap é quando um moleque da FEBEM que mal escrevia ganha um concurso de poesia. Rap é Halls preto, não é bala de Tutti-frutti. É um carrinho de dog que hoje é food truck. É a caneta do Gog, a agulha do Kl Jay, os pés no Nelsão, a mão de Os Gêmeos shhhhh no spray. Hey, quer saber o que é rap puro? A escola ocupada pelos alunos. Marighella, Mandela, Guevara, Dandara, Zumbi foram rap antes mesmo do rap existir. Um texto do Ferréz, um samba do Adoniran são rap tanto quanto um som do Wu Tang Clan. Sarau do Cooperifa no meio da zona sul resgatando mais gente do que o SAMU. E as tia que leva sopão pros mendigo é rap até umas hora mais que os MC umbigo. E quando uma palavra salva um moleque, uns chamam de conselho, eu chamo de rap. ” (INQUÉRITO, 11/NOV/2016)

2.2 A RELAÇÃO POBREZA E RAP

Como já mostrado a origem dessa poesia com ritmo, rap e pobreza andam paralelamente, pois o que seria do rap sem a pobreza? O que seria do rap sem a revolta? Hoje pode-se encontrar letras de rap ostentando dinheiro, carros e mulheres, porém, por mais que possa apresentar uma contradição com os raps de origem, existe uma mensagem por trás do rap ostentação, que no final deste tópico será explicado.

A pobreza é o principal conteúdo nas rimas dos rappers, e com isso, desenvolve-se uma série de questões revoltantes dessa realidade. “A população das grandes cidades se divide entre um “centro” e uma “periferia”. O termo periferia sendo usado não apenas no sentido espacial-geográfico, mas social, designando bairros afastados nos quais estão ausentes todos os serviços básicos (luz, água, esgoto, calçamento, transporte, escola, posto de atendimento médico), situação, aliás, encontrada no “centro”, isto é, nos bolsões de pobreza, as favelas” (CHAUÍ, 2000, p. 58). Nesse trecho de um rap do grupo Racionais Mc´s, a questão abordada é ser preto e pobre na periferia brasileira:

“[…] passageiro do Brasil, São Paulo, agonia, que sobrevivem em meio ás honras e covardias, periferias, vielas e cortiços… me ver pobre, preso ou morto já é cultural… pra quem vive na guerra a paz nuca existiu… uma negra e uma criança nos braços solitária na floresta de concreto e aço […]” (NEGRO DRAMA, 2001)

Percebe-se, pela letra, o conhecimento do meio em que se encontra e em que vive, o autor retrata onde mora e o que vê no local. Visualiza que as outras pessoas que estão em seu meio, passam pelo mesmo preconceito e racismo derivados da pobreza. Em outro trecho dessa mesma música do grupo Racionais Mc’s, a falta de infraestrutura é questionada:

“[…] ei bacana quem te fez tão bom assim? O que cê deu? O que cê faz? O que cê fez por mim? Eu recebi seu tic, quer dizer kit de esgoto a céu aberto e parede madeirit […]”

(NEGRO DRAMA,2001)

Na falta de infraestrutura, o escritor pergunta ao político ou ao burguês o que fizeram para a melhora de vida em seu lugar, e canta revoltado que não receberam nada além de falta de saneamento. “A vida na periferia impõe uma existência marcada pela rotina, com graves limitações às atividades de lazer, seja pelas precárias condições de infraestrutura das cidades, seja em virtude da falta de dinheiro. “ (ABRAMOVAY,2002, p.49). Em outra música nomeada “Muita Treta” do grupo Apocalipse 16, a violência que o periférico sofre é o principal tema:

“[…] é muita treta viver num lugar onde ninguém te respeita, onde a polícia rola e deita em cima dos humildes, ela espanca uma pá de cidadãos do bem, ela pega o menor e joga ele na Febem… é muita treta ver a paz cada vez mais distantes, ouvir tiros e saber que são meus manos se afogando no próprio sangue […]”

(MUITA TRETA, 2000)

Esse rap retrata a violência viva nas comunidades pobres do Brasil, expressando de maneira poética, atitudes do Estado, no caso a polícia, maltratando o pobre pela sua cor, classe social e por pertencer a uma favela para caracteriza-lo como ladrão. “No Brasil, essa desigualdade social se dá não apenas pela péssima distribuição de renda do país, mas também pela distribuição desigual de conhecimentos sobre os direitos do cidadão e de acesso à justiça. Essa afirmação que só aumenta os preconceitos contra os pobres, e passa a ser a razão para a colocação, com sucesso, do rótulo de criminoso no bandido pobre. ” (ZALUAR,1996, p. 50).

É retratado também os próprios moradores dessa favela, nessa situação, os traficantes, “se afogando no próprio sangue”, ou seja, se matando pelo tráfico de drogas presente na região. A falta de educação formal também é cantada nos versos do hip hop:

“[…] vi um pretinho, seu caderno era um fuzil, um fuzil […]”

(NEGRO DRAMA, 2001) “[…]é muita treta ver a educação restrita, os mano morrendo na fita […]” (MUITA TRETA, 2000)

O rapper Mano Brown, em Negro Drama, expõe a criminalidade no lugar da educação das crianças marginalizadas. No outro rap, o autor diz da dificuldade da falta desse mesmo fator. E por último, o fator da criminalidade, expresso nessa letra do rapper Mano Portão, o caminho por onde o marginalizado, sem cultura e educação, anda:

“[…] quem sabe futuramente um jogador profissional, ou completar seus 18 com a cara no jornal, na página policial, mais um marginal daqueles bem mal que no farol te trata, com a arma te ameaça […]” (É PRECISO TER FÉ, 2002)

Logo, o rapper retrata a sua realidade, a realidade periférica, que vive à margem da sociedade. Onde todos esses fatores, estão vivos. “Porém, consideram-se mais solidários, mais companheiros, menos individualistas, e dizem conhecer melhor a realidade e estar mais preparados para enfrentar o mundo” (ABRAMOVAY, 2002, p.40).

Até mesmo o rap ostentação tem seu valor, tem a sua relação com a periferia, o pobre, o negro. Pois o rapper que ostenta está mostrando também que o negro, o favelado pode sair da pobreza. Mostra que preto não é sinônimo de pobre, e o pobre não será pobre a vida toda por nascer naquela classe social. “Trata-se de um grito por liberdade e direitos de igualdade, daqueles que vivem à margem da sociedade na mais perversa invisibilidade. ” (LUZ, ANDRÉA. 8/Dez/2014).

Um exemplo disso é o rapper estadunidense 50 Cent, de origem pobre, que ostenta em seus videoclipes e letras de rap, mulheres, joias, dinheiro, carros, mansões, e mesmo assim, ensina, nas mesmas letras, valores morais:

“[…] meu fluxo, meu show me trouxe grana que serviu para comprar coisas caras, minha casa, meus carros, minhas piscinas e minhas joias. Irmão, não subiu à cabeça e eu não mudei. Você deve amar mais que odiar […]” (IN DA CLUB, 2002)
O RAP SALVANDO VIDAS

Esse gênero musical bem urbano, ajuda a construir e formar o indivíduo. Um indivíduo diferente, propositalmente, da formalidade que a sociedade exige. “As identidades são fabricadas por meio da marcação da diferença. Essa marcação da diferença ocorre tanto por meio de sistemas simbólicos de representação quanto por meio de formas de exclusão social”. (SILVA, 2000, p.39).

Esse indivíduo é composto, além da vestimenta diferente, de gírias, gestos e atitudes próprias da cultura hip hop. O rap consegue fazer essa formação, principalmente, em moradores onde as letras refletem a sua própria realidade, ou seja, nos periféricos. Esse ensinamento que o rap traz se vê nas letras de rimas, elas estão compostas de saberes empíricos, onde o rapper deseja compartilhar para os interlocutores do seu meio social, elementos de valorização de virtudes. Logo, o rap exerce a função que a escola deveria exercer sobre os jovens e o resto das comunidades marginalizadas.

“Ainda estimula o conhecimento da história do povo negro e seus líderes, que ganham importância dentro da cultura. Incentiva a afirmação de sua identidade negra e consegue atingir um senso crítico para reivindicação por direitos sociais, econômicos, culturais e a luta por melhores condições para sobreviver. É uma possibilidade de se tornarem protagonistas de seus destinos. Os elementos da cultura hip hop como o break, graffiti e o rap podem facilitar o ensino para essa juventude”. (GUILHERME, 2008, p.20).

Em entrevista para o conteúdo deste artigo, o rapper paraense Allan Conceição, 25, conhecido popularmente como Pelé do Manifesto, fala dos elementos de modificações que o rap trouxe para a sua vida:

“O rap modificou minha vida inteira. Modificou minha forma de ver o mundo, modificou minha forma de ver meu semelhante e, principalmente, a forma deu me expressar, e enfim, a forma deu me vestir e a forma deu falar. […]”

Ele também fala da importância de levar, por meio do rap, uma mensagem instrutiva para o periférico que irá ouvir a rima. Pois compartilha ou poderá compartilhar dos mesmos conhecimentos empíricos que o rapper.

“[…] levar uma mensagem de consciência pra esses caras que também compartilhavam das mesmas experiências que eu, era muito significativo, era muito importante, porque as vezes eu tava com uma dúvida que o cara também poderia ta, então se eu esclarecesse a minha dúvida aqui, conseguisse transformar isso em música, eu conseguia levar pra ele um pouco de luz também […]”




Figura 1: Rapper Pelé do Manifesto (no centro) mandando a ideia consciente.
Fonte: Acervo pessoal, 25/11/2016.

O que é o Rap?







A termo RAP significa rhythm and poetry (ritmo e poesia). O RAP surgiu na Jamaica na década de 1960. Este gênero musical foi levado pelos jamaicanos para os Estados Unidos, mais especificamente para os bairros pobres de Nova Iorque, no começo da década de 1970. Jovens de origens negra e espanhola, em busca de uma sonoridade nova, deram um significativo impulso ao RAP.

O rap tem uma batida rápida e acelerada e a letra vem em forma de discurso, muita informação e pouca melodia. Geralmente as letras falam das dificuldades da vida dos habitantes de bairros pobres das grandes cidades. As gírias das gangues destes bairros são muito comuns nas letras de música rap. O cenário rap é acrescido de danças com movimentos rápidos e malabarismos corporais. O break, por exemplo, é um tipo de dança relacionada ao rap. O cenário urbano do rap é formado ainda por um visual repleto de grafites nas paredes das grandes cidades.

No começo da década de 1980, muitos jovens norte-americanos, cansados da disco music, começaram a mixar músicas, e criar sobre elas, arranjos específicos. As músicas de James Brown, por exemplo, já serviram de base para muitas músicas de rap. O MC (mestre-de-cerimônias) é o responsável pela integração entre a mixagem e a letra em forma de poesia e protesto. É considerado o marco inicial do movimento rap norte-americano, o lançamento do disco Rapper’s Delight, do grupo Sugarhill Gang.



Entendendo o Rap




Geralmente, o rap é cantado e tocado por uma dupla composta por um DJ (disc-jóquei), que fica responsável pelos efeitos sonoros e mixagens, e por MCs que se responsabilizam pela letra cantada. Quando o rap possui uma melodia, ganha o nome de hip hop.


Um efeito sonoro muito típico do rap é o scratch (som provocado pelo atrito da agulha do toca-discos no disco de vinil). Foi o rapper Graand MasterFlash que lançou o scratch e depois deles, vários scratchings começaram a utilizar o recurso: Ice Cube, Ice T, Run DMC, Public Enemy, Beastie Boys, Tupac Shakur, Salt’N’Pepa, Queen Latifah, Eminem, Notorious entre outros.

Anos 80: auge do rap e mudanças

Na década de 1980, o rap sofreu uma mistura com outros estilos musicais, dando origem a novos gêneros, tais como: o acid jazz, o raggamufin (mistura com o reggae) e o dance rap. Com letras marcadas pela violência das ruas e dos guetos, surge o gangsta rap, representado por Snoop Doggy Dogg, LL Cool J, Sean Puffy Combs, Cypress Hill, Coolio entre outros.


Nas letras do Public Enemy, encontramos mensagens de cunho político e social, denunciando as injustiças e as dificuldades das populações menos favorecidas da sociedade norte-americana. É a música servindo de protesto social e falando a voz do povo mais pobre.

Movimento Rap no Brasil

O rap surgiu no Brasil em 1986, na cidade de São Paulo. Os primeiros shows de rap eram apresentados no Teatro Mambembe pelo DJ Theo Werneck. Na década de 80, as pessoas não aceitavam o rap, pois consideravam este estilo musical como sendo algo violento e tipicamente de periferia.

Na década de 1990, o rap ganha as rádios e a indústria fonográfica começa a dar mais atenção ao estilo. Os primeiros rappers a fazerem sucesso foram Thayde e DJ Hum. Logo a seguir começam a surgir novas caras no rap nacional: Racionais MCs, Pavilhão 9, Detentos do Rap, Câmbio Negro, Xis & Dentinho, Planet Hemp e Gabriel, O Pensador.

O rap começava então a ser utilizado e misturado por outros gêneros musicais. O movimento mangue beat, por exemplo, presente na música de Chico Science & Nação Zumbi fez muito bem esta mistura.

Nos dias de hoje o rap está incorporado no cenário musical brasileiro. Venceu os preconceitos e saiu da periferia para ganhar o grande público. Dezenas de cds de rap são lançados anualmente, porém o rap não perdeu sua essência de denunciar as injustiças, vividas pela pobre das periferias das grandes cidades.

Fonte: Sua pesquisa.

Pensamento do dia: amar o teu próximo



segunda-feira, 20 de novembro de 2017

"Não existe raça, essa palavra é equivocada, existe apenas diferença de coloração na pele.”





A inconsciência branca, afirma Frei Betto, é aquela que protesta contra cotas na universidade.


São Paulo – O escritor Frei Betto, colunista da Rádio Brasil Atual, disse hoje em sua coluna semanal que o Dia da Consciência Negra, deveria servir também para que o país enfrente a “inconsciência branca” que, segundo ele, foi construída historicamente no Brasil, desde a colonização europeia na África e do tráfico de escravos para o país.

“A data de 20 de novembro deveria ser comemorada nas escolas com a exibição de estatísticas sobre o papel dos negros na sociedade brasileira. Assim saberiam como são excluídos de nossa sociedade. Essa inconsciência branca precisa ser combatida”, disse.

Segundo ele, também foi a falta de conhecimento e de senso crítico que fez surgir o critério de separação por raças, no século 19. “De tal arrogância se nutria a inconsciência branca que se elevou à categoria de pretensa ciência, ao classificar de raça a mera diferença de coloração epidérmica. Não existe raça, essa palavra é equivocada, existe apenas diferença de coloração na pele.”

Atualmente, o preconceito aparece ainda de diversas e veladas maneiras, mas tem suas raízes profundas, diz. O Brasil abrigou mais de 300 anos de escravidão. “Ainda que as leis punam discriminação, sabem os negros que aqui eles são duplamente criminalizados. Por serem negros e pobres. Ao escravo liberto se negou, no século 19, o acesso a terra, que ele bem sabia cultivar."

A mesma inconsciência branca, afirma ele, é aquela que protesta contra a entrada de negros por cotas nas universidades, que encara com suspeita o negro encontrado em espaços ocupados predominantemente ocupado por brancos, e “que induz a polícia a exibir suas garras ferozes ao revistar jovens negros.”

Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br

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