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sábado, 29 de abril de 2017

"Silêncio, por favor, que vamos falar de caráter e de árvores"




"Para que o caráter de um ser humano revele qualidades verdadeiramente excepcionais, é preciso ter a sorte de poder observar os seus atos durante muitos anos. Se esses atos forem desprovidos de todo o egoísmo, se o ideal que os conduz resulta de uma generosidade sem par, se for absolutamente certo que não procuram recompensa alguma e se, além disso, ainda deixam no mundo marcas visíveis, estamos então, sem sombra de dúvida, perante um caráter inesquecível.



Lugares onde se vive mal. As famílias vivem encostadas umas contra as outras neste clima de uma dureza excessiva, tanto de inverno como de verão, exasperada por egoísmos inconciliáveis. Uma ambição irracional cresce desmesuradamente, num desejo incessante de se escaparem dali. Até as qualidades mais sólidas quebram debaixo desse perpétuo contraste. As mulheres remoem rancores. Em tudo existe rivalidade, desde a venda de carvão até ao banco em que se sentam na igreja, dos vícios e virtudes que combatem entre si numa luta incessante e sem paz. E além de tudo isso, o vento incessante e sem descanso, irrita e enerva toda a gente. Há surtos de suicídio e muitos casos de loucura, quase sempre homicida.


O pastor, que não fumava, foi buscar um pequeno saco e despejou sobre a mesa um monte de bolotas. Pôs-se a examiná-las uma a uma com muita atenção, separando as boas das más. Eu fumava o meu cachimbo. Propus-me ajudá-lo. Respondeu-me que aquilo era uma tarefa sua. Pude confirmar isso mesmo, observando o cuidado com que o fazia, e não insisti. A nossa conversa resumiu-se a essa troca de palavras.


Quando juntou uma pilha razoável de bolotas, começou a contá-las e separou-as em pacotes de dez. Ao fazê-lo, ainda eliminava as mais pequenas e as que estavam ligeiramente gretadas, pois examinava-as realmente de perto. Quando conseguiu separar cem bolotas perfeitas, parou e fomos deitar-nos.


A companhia daquele homem dava paz.



Ao chegar ao lugar pretendido, pôs-se a espetar na terra o varão de ferro que trazia. Fazia um buraco, onde punha uma bolota, e depois tapava-o com terra. Plantava carvalhos.


Perguntei-lhe se a terra lhe pertencia. Respondeu-me que não. Perguntei-lhe se sabia a quem pertencia. Também não sabia. Supunha que fosse terreno comunitário ou então propriedade de alguém a quem não interessava? Para ele não era importante saber a quem pertencia a terra. E, assim, plantou as cem bolotas com cuidado extremo.


Depois do almoço, voltou à separação de bolotas. Devo ter sido bastante insistente nas minhas perguntas porque ele me respondeu. Há três anos que plantava árvores naquela região deserta, sozinho. Já tinha plantado cem mil das quais vinte mil já tinham nascido. Dessas vinte mil, ele ainda contava perder metade, devido aos roedores e a tudo o que há de imprevisível nos desígnios da Providência. Sobravam dez mil carvalhos que iriam crescer ali onde antes não havia nada.



Disse-lhe que, daí a trinta anos, esses dez mil carvalhos estariam magníficos. Ele respondeu-me simplesmente que, se Deus lhe desse vida, dentro de trinta anos teria plantado tantas outras árvores que estas dez mil não passariam então de uma gota de água no oceano.



Quando penso que um único homem, reduzido aos seus simples recursos físicos e morais, foi suficiente para fazer surgir do deserto esta terra de Canaã, acho que, apesar de tudo, a condição humana é admirável. Mas, quando faço contas a tudo aquilo que foi necessário de constância, de grandeza de alma, de persistência, de generosidade, para alcançar este resultado, sou tomado de um imenso respeito por este velho homem do campo, sem cultura, que soube levar a cabo esta obra digna de Deus.

Elzéart Bouffier morreu tranquilamente em 1947, no asilo de Banon."


http://umjeitomanso.blogspot.com.br/2013/04/o-homem-que-plantava-arvores.html

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Amei!

MASP apresenta retrospectiva sobre Teresinha Soares


O museu apresenta exposição solo da artista que ganhou destaque ao se contrapor ao machismo por meio da arte


POR GIOVANNA MARADEI 
FOTOS DIVULGAÇÃO


Inaugurando uma série de exposições que terão como eixo comum a sexualidade, o MASP apresenta, a partir de 28 de abril, a mostra "Quem tem medo de Teresinha Soares?", com cerca de 50 obras da artista mineira que destaca-se por combater tabus e colocar questões de gênero em pauta com o seu trabalho.

Nascida em Araxá, em 1927, a artista plástica Teresinha Soares foi também escritora, além da primeira vereadora eleita de sua cidade natal, miss, funcionária pública e professora. Hoje suas pinturas, desenhos, gravuras e instalações, ocupam o 2º subsolo do museu na primeira exposição panorâmica de Soares em um museu, que é também sua primeira grande individual em mais de 40 anos.

Casa Suspeita de Teresinha Soares (Foto: Divulgação)

A representação do corpo é um dos motivos mais recorrentes da obra de Soares, que trata desde o erotismo e o sexo, até o nascimento, a morte e a relação com a natureza. Além da temas de gênero, como a liberação sexual feminina, a violência contra a mulher, a maternidade e a prostituição, porém, vale destacar que Tersinha fez obras lidando com acontecimentos políticos, como a série de pinturas Vietnã (1968), na qual apresenta uma irreverente abordagem sobre o tema.
Inseminação artificial de Teresinha Soares (Foto: Divulgação)


"Quem tem medo de Teresinha Soares?" insere-se no contexto da programação de 2017 do MASP em torno da mostra Histórias da sexualidade, que contará com exposições monográficas de artistas brasileiros e internacionais que levantam questionamentos sobre corporalidade, desejo, sensualidade, erotismo, feminismo e questões de gênero.
Mamãe eu quero de Teresinha Soares (Foto: Divulgação)

A exibição de Teresinha Soares estará em cartaz até o dia 6 de agosto e logo após já estão confirmadas mostras individuais de Wanda Pimentel, Henri de Toulouse-Lautrec, Miguel Rio Branco, Guerrilla Girls, Pedro Correia de Araújo e Tunga.

A conspiração dos gatos








Tente mover o mundo























A Política em Platão


A Política em Platão

A filosofia de Platão o conduziu desde cedo à concepção de um projeto político tão amplo quanto seu projeto filosófico e pedagógico que culminou com a fundação de sua escola: a Academia de Atenas. Desde a sua convivência com Sócrates e principalmente com sua condenação e morte, Platão esteve diante de fatos político. Ademais, a “[...] criação do projeto político de Platão teve origem, antes de tudo, nas decepções do filósofo com os modelos de governo baseados na democracia e nas ações dos governantes de seu tempo. O ponto culminante dessa criação foi a condenação e morte de Sócrates” (MENESCAL, 2009, p. 20).

A influência de Sócrates é tão grande, que ele será o protagonista da maioria das obras escritas por Platão, que nunca aparece em suas obras dando sempre voz ao seu mestre Sócrates como se ele, Platão, fosse apenas um interlocutor de toda a sabedoria de seu mestre. Como é o caso, por exemplo, de uma das obras mais importantes de Platão, a saber, A República, onde o filósofo usa o personagem do seu mestre Sócrates para dar vida ao ideal de uma sociedade justa e harmoniosa. O título da obra de Platão em grego na realidade é Politéia e segundo José Pabón e Fernández-Galiano na introdução da obra para o espanhol La República (apud PLATÃO, 2006) uma tradução mais exata para Politéia seria “regime ou governo da polis”. É principalmente a partir da tradução latina para Res publica que o título da obra ganhou essa conotação.



Dentre todas as obras produzidas por Platão e chegadas à atualidade, A República talvez seja a de maior destaque, não por ser o mais longo diálogo ou um dos mais longos escritos, mas pela exposição mais cuidada e bem definida de temas centrais do pensamento do filósofo (MENESCAL, 2009, p. 41).



A República é, com efeito, uma de suas obras principais quando o tema se refere à política mas não é a única. Platão escreveu também uma outra obra intitulada As Leis e, nesse contexto, é preciso mencionar também a Carta VII, escrita por Platão de um conjunto de XIII Cartas escritas pelo filósofo mas das quais nem todas são consideradas autênticas (PLATÃO, 1973 e 1980). A Carta VII é considerada pelos especialistas como de autenticidade menos duvidosa e apresenta uma espécie de autobiografia de Platão onde o mesmo relata as experiências que tivera na cidade de Siracusa, durante os governos de Dionísio – o velho –, e Dionísio – o jovem (BARROS, 2006; MENESCAL, 2009). A Carta VII foi escrita por Platão dirigida aos amigos e parentes de Díon, amigo e seu discípulo, por ocasião de sua morte, e também sobrinho de Dionísio, tirano de Siracusa. Foi a pedido de Díon que Platão empreendeu suas viagens a Siracusa em suas tentativas, todas malogradas, de transformar a tirania siracusana em realeza. Na Carta VII Platão fala dessas experiências (sobre as experiências de Platão em Siracusa, veja em nosso website o texto A Experiência de Platão em Siracusa).

Já a obra A República tem como tema central a discussão em torno do conceito de justiça e a sociedade ideal, mas também apresenta vários outros temas tais como: as diferentes formas de governo; as virtudes que devem possuir os governantes e que devem existir na cidade, tais como a sabedoria, coragem, temperança e justiça (PLATÃO, 1993, 427e e seguintes); a teoria do filósofo-rei; até mesmo o tema da educação e da instrução aparecem na obra (PLATÃO, 1993, 423e e seguintes) de como se deve educar governantes, guardiões e filósofos, para que executem bem a sua função.

Inicialmente o diálogo trata de refutar algumas teses apresentadas acerca da natureza da justiça, sobretudo pelo sofista Trasímaco, para quem a justiça consiste no interesse do mais forte (338c). E Sócrates irá se opor frontalmente a esta definição.



Após uma primeira investigação sobre a justiça de um homem, Sócrates propõe recorrer a algo maior, a saber, uma cidade, a fim de aí enxergar melhor a justiça (368d). Ele sugere assistir, no discurso, ao nascimento de uma cidade, a fim de ver também nascerem a justiça e a injustiça desta, objeto de sua busca (369a) (VELOSO, 2003, p. 75).

Pensamento do dia: praticar o bem para silenciar a ignorância.


"Pois é da vontade de Deus que, praticando o bem, vocês silenciem a ignorância dos insensatos. Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal;
 vivam como servos de Deus. 
Tratem a todos com o devido respeito:
 amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei." 
1 Pedro 2:13-17

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