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A ARTE RENOVA O OLHAR!

sábado, 3 de dezembro de 2016

Quando o adeus é inevitável, pedimos a Deus o impossível!



Oração

Deus abençoe nosso país!
Console a dor de todos aqueles que perderam seus entes queridos,
e livrai-nos de todo mal!
Em nome de Jesus!
Amém




Pensamento para o dia, #força Chape!





O coração bem disposto
é remédio eficiente,
mas o espírito oprimido resseca os ossos.

Provérbios 17.22

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Gabarito das questões da Uerj de Literatura


























1-Alternativa correta: (B)
Eixo interdisciplinar: Aspectos Literários
Item do programa: Recursos estilísticos de construção do sentido no texto artístico
Subitem do programa: Figurações ou imagens
Objetivo: Reconhecer a representação metalinguística em uma obra artística.
Comentário da questão:
A metalinguagem é um fenômeno estético recorrente na literatura e em todas as artes, mostrando a reflexão do artista sobre a sua obra dentro da própria obra. Dessa forma, o espectador, no caso das artes plásticas ou teatrais, e o leitor, no caso da literatura, são levados a pensar sobre o que veem ou leem ao mesmo tempo que usufruem da obra. O quadro de René Magritte mostra visualmente o fenômeno, ao apresentar uma pintura na qual um pintor se encontra no momento exato da criação de uma pintura.
Percentual de acertos: 70,88%
Nível de dificuldade: Fácil (acima de 70%)

2-Eixo interdisciplinar: Construção do texto Item do programa: Formas de articulação de ideias Subitem do programa: Fato, opinião Objetivo: Discriminar fato de opinião. Comentário: O texto da jornalista e escritora Eliane Brum constitui uma narrativa de memórias, ao longo da qual ela relembra fatos de sua vida, ao mesmo tempo  que emite opiniões sobre os mesmos. No fragmento apresentado, a autora recupera lembranças da história de migração vivida por sua família no final do século XIX. Nele, identifica-se a exposição de fatos, dentre os quais: a chegada do momento de seu bisavô se alistar no exército e a decisão de seu tetravô de que não permitiria isso; o desejo da família brasileira de reivindicar a cidadania italiana no início dos anos 1990 e a necessidade, por isso, de corrigir o erro cometido pelo burocrata imperial; a travessia do mar que fez seu tetravô deixar na margem italiana mortos e vivos. No mesmo fragmento, identificam-se, também, opiniões, como, por exemplo, a que a autora expressa ao dizer que Pietro Brun não poderia ser o mesmo ao alcançar a outra margem, no caso o Brasil, a nova pátria para a qual fugia. Trata-se aqui de um ponto de vista sobre o fato de fazer tal travessia, em especial nas condições relatadas. 
Percentual de acertos: 68,25% 
Nível de dificuldade: Médio (acima de 30% e igual ou abaixo de 70%)


3-Eixo interdisciplinar: Construção do texto Item do programa: Relações semânticas Subitem do programa: Metáfora, metonímia, personificação, hipérbole, antítese, eufemismo, ironia Objetivo: Identificar a figura de linguagem em uma expressão do texto. Comentário: Ao narrar o episódio do registro oficial na imigração, vivenciado pelo personagem Pietro Brum, a autora associa o equívoco do funcionário à imagem sintetizada pela expressão “membro fantasma”. Essa associação é uma metáfora. 
Percentual de acertos: 80,60% 
Nível de dificuldade: Fácil (acima de 70%)


4-Eixo interdisciplinar: Construção do texto Item do programa: Polifonia e intertextualidade Subitem do programa: Inferência, pressuposição e subentendido Objetivo: Discriminar elemento implícito em um enunciado. Comentário: No início do segundo parágrafo, a autora narra o desembarque de seu tetravô no Brasil e seu contato com o funcionário do governo brasileiro: Ao desembarcar no Brasil, em 10 de fevereiro de 1883, Pietro declarou o nome completo. O funcionário do Império, como aconteceu tantas e tantas vezes, registrou-o conforme ouviu. Tornando-o, no mundo novo, Brum – com “m”. No terceiro parágrafo, complementa: Um segundo ele deve ter demorado para nos transformar, e com certeza morreu sem saber. E, se soubesse, não teria se importado, porque era apenas o nome de mais um migrante a bater nas costas do Brasil despertencido de tudo. Note-se que, de acordo com a narrativa, o funcionário tem uma prática naturalizada de “registrar conforme ouve”, sem qualquer gesto que permita ao migrante confirmar a grafia do próprio nome. Tampouco se alude no episódio a uma atitude de Pietro no sentido de resguardar a escrita original do nome, ou mesmo de mostrar indignação diante da postura do funcionário. Assim, com tais indícios, pode-se supor que a reação de Pietro foi a de se submeter às práticas oficiais. 
Percentual de acertos: 47,22% 
Nível de dificuldade: Médio (acima de 30% e igual ou abaixo de 70%)


5- Item do programa: Fatores de coerência Subitem do programa: Inferências Objetivo: Apontar elementos associados à construção do problema central exposto na narrativa. Comentário: O texto mostra vários problemas que tornam a comunicação um problema para o menino, tais como falta de interlocutores; ausência de diálogo com os pais; falta de confiança nos interlocutores que ele tem; desconhecimento de muitas das palavras do mundo adulto. Na verdade, um dos grandes temas do romance Vidas secas, de Graciliano Ramos, de onde foi tirado o fragmento em análise, é justamente a dificuldade que pessoas à margem da sociedade, sem a mínima condição financeira e sem oportunidades de educação e cultura, enfrentam para se comunicarem entre si e com quaisquer outras pessoas.

PROTEÇÃO REAL



quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Questões da UERJ de Literatura





1-Pode-se definir “metalinguagem” como a linguagem que comenta a própria linguagem, fenômeno presente na literatura e nas artes em geral.
O quadro A perspicácia, do belga René Magritte, é um exemplo de metalinguagem porque:

(A) destaca a qualidade do traço artístico

(B) mostra o pintor no momento da criação

(C) implica a valorização da arte tradicional

(D) indica a necessidade de inspiração concreta

2-Pietro Brun, meu tetravô paterno, embarcou em um navio no final do século 19, como tantos italianos pobres, em busca de uma utopia que atendia pelo nome de América. Pietro queria terra, sim. Mas o que o movia era um território de outra ordem. Ele queria salvar seu nome, encarnado na figura de meu bisavô, Antônio. Pietro fora obrigado a servir o exército como soldado por anos demais (...). 

Havia chegado a hora de Antônio se alistar, e o pai decidiu que não perderia seu filho. Fugiu com ele e com a filha Luigia para o sul do Brasil. Como desertava, meu bisavô Antônio foi levado em um bote até o navio que já se afastava do porto de Gênova. Embarcou como clandestino. Ao desembarcar no Brasil, em 10 de fevereiro de 1883, Pietro declarou o nome completo. O funcionário do Império, como aconteceu tantas e tantas vezes, registrou-o conforme ouviu. Tornando-o, no mundo novo, Brum – com “m”. Meu pai, Argemiro, filho de José, neto de Antônio e bisneto de Pietro, tomou para si a missão de resgatar essa história e documentá-la. No início dos anos 1990 cogitamos reivindicar a cidadania italiana. Possuímos todos os documentos, organizados numa pasta. Mas entre nós existe essa diferença na letra. Antes de ingressar com a documentação, seria preciso corrigir o erro do burocrata do governo imperial que substituiu um “n” por um “m”. Um segundo ele deve ter demorado para nos transformar, e com certeza morreu sem saber. E, se soubesse, não teria se importado, porque era apenas o nome de mais um imigrante a bater nas costas do Brasil despertencido de tudo. Cabia a mim levar essa empreitada adiante. Há uma autonomia na forma como damos carne ao nosso nome com a vida que construímos – e não com a que herdamos.

 (...) Eu escolho a memória. A desmemória assombra porque não a nomeamos, respira em nossos porões como monstros sem palavras. A memória, não. É uma escolha do que esquecer e do que lembrar – e uma oportunidade de ressignificar o passado para ganhar um futuro. Pela memória nos colocamos não só em movimento, mas nos tornamos o próprio movimento. Gesto humano, para sempre incompleto. Ao fugir para o Brasil, metade dos Brun ganhou uma perna a mais. O “n” virou “m”. Mas essa perna a mais era um membro fantasma, um ganho que revelava uma perda. (...) Quando Pietro Brun atravessou o mar deixando mortos e vivos na margem que se distanciou, ele não poderia ser o mesmo ao alcançar o outro lado. Ele tinha de ser outro, assim como nós, que resultamos dessa aventura desesperada. Era imperativo que ele fosse Pietro Brum – e depois até Pedro Brum. ELIANE BRUM Meus desacontecimentos: a história da minha vida com as palavras. São Paulo: LeYa, 2014. 5 10 15 20 25 30 N

No texto, a autora narra fatos e expõe suas opiniões relacionados à vinda de sua família para o Brasil. Uma dessas opiniões está explicitada em:
 (A) Havia chegado a hora de Antônio se alistar, e o pai decidiu que não perderia seu filho. ( 5-6)
 (B) No início dos anos 1990 cogitamos reivindicar a cidadania italiana. ( 13)
 (C) Antes de ingressar com a documentação, seria preciso corrigir o erro do burocrata do governo imperial que substituiu um “n” por um “m”. (14-16)
 (D) Quando Pietro Brun atravessou o mar deixando mortos e vivos na margem que se distanciou, ele não poderia ser o mesmo ao alcançar o outro lado. ( 28-29)

RELEIA O TRECHO ABAIXO PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 03 E 04. 
Ao fugir para o Brasil, metade dos Brun ganhou uma perna a mais. O “n” virou “m”. Mas essa perna a mais era um membro fantasma, um ganho que revelava uma perda. (26-27)

3-A autora associa a troca de letras no registro do sobrenome de seu tetravô à expressão um membro fantasma. Essa associação constrói um exemplo da figura de linguagem denominada: 
(A) antítese (B) metáfora (C) hipérbole (D) eufemismo

4-Diante da conduta do funcionário do governo brasileiro, é possível inferir a seguinte reação por parte de Pietro Brun:
 (A) apreço pela nova pátria 
 (B) respeito à memória familiar 
 (C) submissão às práticas oficiais
 (D) desprezo pelas regras migratórias

5-Ele nunca tinha ouvido falar em Inferno. Estranhando a linguagem de Sinhá Terta, pediu informações. Sinhá Vitória, distraída, aludiu1 vagamente a certo lugar ruim demais, e como o filho exigisse uma descrição, encolheu os ombros. 

O menino foi à sala interrogar o pai, encontrou-o sentado no chão, com as pernas abertas, desenrolando um meio de sola. − Bota o pé aqui. A ordem se cumpriu e Fabiano tomou medida da alpercata2 : deu um traço com a ponta da faca atrás do calcanhar, outro adiante do dedo grande. Riscou em seguida a forma do calçado e bateu palmas: − Arreda3 . O pequeno afastou-se um pouco, mas ficou por ali rondando e timidamente arriscou a pergunta. Não obteve resposta, voltou à cozinha, foi pendurar-se à saia da mãe: 
− Como é? Sinhá Vitória falou em espetos quentes e fogueiras. 
− A senhora viu? Aí Sinhá Vitória se zangou, achou-o insolente e aplicou-lhe um cocorote. O menino saiu indignado com a injustiça, atravessou o terreiro, escondeu-se debaixo das catingueiras4 murchas, à beira da lagoa vazia. (...) 

Como não sabia falar direito, o menino balbuciava expressões complicadas, repetia as sílabas, imitava os berros dos animais, o barulho do vento, o som dos galhos que rangiam na caatinga, roçando-se. Agora, tinha tido a ideia de aprender uma palavra, com certeza importante porque figurava na conversa de Sinhá Terta. Ia decorá-la e transmiti-la ao irmão e à cachorra. Baleia permaneceria indiferente, mas o irmão se admiraria, invejoso.

 − Inferno, Inferno. Não acreditava que um nome tão bonito servisse para designar coisa ruim. E resolvera discutir com Sinhá Vitória. Se ela houvesse dito que tinha ido ao Inferno, bem. Sinhá Vitória impunha-se, autoridade visível e poderosa. Se houvesse feito menção de qualquer autoridade invisível e mais poderosa, muito bem. Mas tentara convencê-lo dando-lhe um cocorote, e isto lhe parecia absurdo. Achava as pancadas naturais quando as pessoas grandes se zangavam, pensava até que a zanga delas era a causa única dos cascudos e puxavantes5 de orelhas. Esta convicção tornava-o desconfiado, fazia-o observar os pais antes de se dirigir a eles. Animara-se a interrogar Sinhá Vitória porque ela estava bem disposta: explicou isto à cachorrinha com abundância de gritos e gestos. 

Graciliano Ramos Vidas secas. Rio de Janeiro: Record, 2003. 1aludiu − referiu-se a
2alpercata − tipo de sandália 
3arreda − afaste-se 
4catingueiras − arbustos típicos da caatinga nordestina 
5puxavantes − puxões fortes

Além da limitação de não saber “falar direito”, o texto sugere outros fatores que tornam a comunicação um problema para o menino. Explicite dois desses fatores.

Para além do agora, palestra concedida por João Vale Neto sobre "Autonomia Emocional"






"Palestra inteira é importantíssima, e cada minuto dela é uma preciosidade, mas farei uma breve reflexão a partir de um pequeno trecho que transcrevi aqui embaixo. Confira!

*************

“Existe a possibilidade de desenvolver uma mente de doação, uma mente que transborda, uma mente que é pedagógica, que está interessada em ajudar os outros a transbordarem. Uma mente que não está segurando, mas oferecendo.

Tudo na nossa vida funciona na base do oferecimento. Tudo. Os elementos: água, terra, fogo, ar… são puro oferecimento. A gente só respira por oferecimento da vida. A dependência é alienígena, não é natural.

Quanto mais eu ofereço sem esperar nada em troca, quanto mais eu desejo que essa pessoa seja feliz de verdade, melhor eu me sinto. Agora, se eu esperar qualquer coisa da pessoa, o primeiro ganchinho surge.”

João Vale Neto

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Ele comenta nessa palestra que o mundo está extremamente carente de pessoas que se doem, que façam sem esperar nada em troca, que curem, que semeiem o bem simplesmente porque têm tanto que não conseguem reter para si, entende?

Até já escrevi em outros textos que não consigo guardar tudo o que venho aprendendo e recebendo da vida só comigo, seria de um egocentrismo sem medidas! Eu preciso mesmo compartilhar, e percebo que quanto mais eu compartilho meus conhecimentos e vivências por aqui, mais minha vida tem se tornado feliz e próspera!

Essa autonomia que o João nos fala é ter esse desejo genuíno de que os outros sejam felizes, e isso só pode acontecer com esse espírito de doação. Como eu posso contribuir para que os outros sejam felizes se só consigo olhar para meu próprio umbigo? Como posso fazer outras pessoas felizes se eu mesmo não sou feliz?

Como diria o Mario Sergio Cortella: “Uma vida se torna pequena quando ela é fechada em si. Por isso é preciso transbordar, ou seja, sair da minha borda, se quero ter uma vida que seja importante…”.
Sugestão de leitura => A vida é muito curta para ser pequena

O João fala muito bem nessa palestra que ao nos doarmos de coração nos tornamos importantes para alguém e podemos contribuir para fazer desse mundo um lugar mais feliz.

Uma das ideias que mais impactou foi quando ele disse que todos nós temos algo para doar, TODOS NÓS. E quanto mais fazemos isso de forma genuína, sem esperar nada em troca, mais fluímos com a vida, mais equilibrados e felizes nos tornamos.

A natureza está aí com seus elementos para nos provar isso.

Respiramos todos os mesmo ar.

Dividimos todos a mesma água.

Repartimos a mesma Terra.

O fogo que ilumina nossa vida e aquece o nosso corpo é o mesmo para todos os seres…

Portanto! Através dessas poucas palavras, reflita sobre a possibilidade de você compartilhar um pouquinho de você para o mundo!

Acredite! Você tem SIM algo de especial e maravilhoso dentro de você que pode ser compartilhado para o bem do maior número de seres. É dessa forma que vamos germinando essa corrente do bem e construindo uma sociedade nova com seres humanos novos!

E para continuarmos juntos refletindo sobre esse tema tão lindo e tão importante, compartilho a palestra na íntegra do meu amigo João Neto. Será uma hora muito bem investida do seu tempo, garanto que sim!"


Fonte:https://paralemdoagora.wordpress.com/tag/mario-sergio-cortella/

Seja bem-vindo dezembro!













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